Maíra Mello > Maíra's Quotes

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  • #1
    Julio Cortázar
    “Amor, cerimônia ontologizante, doadora de ser. E por isso pensava agora o que talvez devesse ter pensado desde o princípio: sem possuir-se não havia possessão da outridade, e quem se possuía realmente? Quem estava de volta de si mesmo, da solidão absoluta que representa não contar sequer com a própria companhia, ter que entrar no cinema ou no prostíbulo ou na casa dos amigos ou em uma profissão absorvente ou no matrimônio para estar pelo menos só-entre-os-demais?”
    Julio Cortázar, Hopscotch

  • #2
    Haruki Murakami
    “Of course, reading novels was just another form of escape. As soon as he closed their pages he had to come back to the real world. But at some point Tengo noticed that returning to reality from the world of a novel was not as devastating a blow as returning from the world of mathematics. Why should that have been? After much deep thought, he reached a conclusion. No matter how clear the relationships of things might become in the forest of story, there was never a clear-cut solution. That was how it differed from math. The role of a story was, in the broadest terms, to transpose a single problem into another form. Depending on the nature and direction of the problem, a solution could be suggested in the narrative. Tengo would return to the real world with that suggestion in hand. It was like a piece of paper bearing the indecipherable text of a magic spell. At times it lacked coherence and served no immediate practical purpose. But it would contain a possibility. Someday he might be able to decipher the spell. That possibility would gently warm his heart from within.”
    Haruki Murakami, 1Q84

  • #3
    Manoel de Barros
    “Como é bom a gente ter tido infância para poder
    lembrar-se dela.
    E trazer uma saudade muito esquisita escondida no
    coração.

    Como é bom a gente ter deixado a pequena terra em
    que nasceu
    E ter fugido para uma cidade maior, para conhecer
    outras vidas.
    Com é bom chegar a este ponto de olhar em torno
    E se sentir maior e mais orgulhoso porque já conhece
    outras vidas...

    Como é bom se lembrar da viagem, dos primeiros dias
    na cidade,
    Da primeira vez que olhou o mar, da impressão de
    atordoamento.
    Como é bom olhar para aquelas bandas e depois
    comparar.
    Ver que está tão diferente, e que já sabe tantas
    novidades...
    Como é bom ter vindo de tão longe, estar agora
    caminhando
    Pensando e respirando no meio de pessoas desconhecidas
    Como é bom achar o mundo esquisito por isso,
    muito esquisito mesmo
    E depois sorrir levemente para ele com os seus
    mistérios...

    Que coisa maravilhosa, exclamar. Que mundo
    maravilhoso, exclamar.
    Como tudo é tão belo e tão cheio de encantos!
    Olhar para todos os lados, olhar para as coisas mais
    pequenas,
    E descobrir em todas uma razão de beleza.”
    Manoel de Barros
    tags: poesia

  • #4
    Jorge Luis Borges
    “Los espejos y la cópula son abominables, porque multiplican el número de los hombres.”
    Jorge Luis Borges, Ficciones

  • #5
    Chico Buarque
    “Custei a aprender que para conhecer uma cidade, melhor que percorrê-la em ônibus de dois andares é se fechar num aposento dentro dela. Não é fácil, e eu sabia que entrar em Budapeste não seria fácil.”
    Chico Buarque, Budapeste

  • #6
    Chico Buarque
    “Busquei abrigo num quiosque, e me perguntei se algum dia saberia viver longe do mar, em cidade que não terminasse assim num acidente,
    mas agonizando para todos os lados.”
    Chico Buarque, Budapeste

  • #7
    Chico Buarque
    “Ali por uns segundos tive a sensação de haver desembarcado em país de língua desconhecida, o que para mim era sempre uma sensação boa, era como se a vida fosse partir do zero.”
    Chico Buarque, Budapeste

  • #8
    Donna Tartt
    “When you feel homesick,’ he said, ‘just look up. Because the moon is the same wherever you go.”
    Donna Tartt, The Goldfinch

  • #9
    Rosa Montero
    “Dicen que la Humanidad se puede dividir entre aquellos cuya infancia fue un infierno, en cuyo caso siempre vivirán perseguidos por ese fantasma, y aquellos que disfrutraron de una niñez maravillosa, que lo tienen aún mucho peor porque perdieron para siempre el paraíso”
    Rosa Montero, La ridícula idea de no volver a verte

  • #10
    Patti Smith
    “Why do we write? A chorus erupts.
    Because we cannot simply live.”
    Patti Smith, Devotion



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