Cães Quotes

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Diego Guerra
“Os cães lutavam pelos seus e Jhomm Krulgar estava cansado de fugir.”
Diego Guerra, O Teatro da Ira

Jack London
“Ele tinha sido derrotado (disso sabia muito bem), mas não estava vencido. Percebeu, de uma vez por todas, que não tinha chance contra um homem que sabia manejar um porrete. Tinha aprendido a lição e não a esqueceria pelo resto de sua vida. Aquele porrete fora uma revelação. Fora a sua apresentação ao reino da lei mais primitiva e ele estava a meio caminho dele. Os fatos da vida assumiram um aspecto mais feroz; e, ao mesmo tempo em que encarava isto sem se acovardar, ele enfrentava com o despertar de toda a esperteza latente de sua natureza canina. À medida que transcorriam os dias, chegavam outros cães, dentro de gaiolas ou amarrados com cordas, alguns deles bastante dóceis, outros brigando e urrando como ele havia feito ao chegar; e Buck observou, um a um, todos eles submeterem-se ao domínio do homem do suéter vermelho. E de novo, e mais uma vez, enquanto observava cada desempenho brutal, a lição era incutida na mente de Buck: um homem com um porrete era um legislador, um mestre a ser obedecido, embora não necessariamente respeitado. E disto Buck jamais foi culpado, embora tivesse visto cães espancados adularem o homem, sacudirem as caudas e lamberem-lhe a mão. E também viu um cão que nem respeitava nem obedecia ser finalmente morto na luta pelo domínio.”
Jack London, The Call of the Wild
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Jack London
“Dave tinha mordido os dois tirantes de Sol-leks até cortá-los e agora estava parado exatatamente à frente do trenó, no lugar que lhe pertencia de direito.
Suplicou com o olhar que o deixassem permanecer ali. O condutor ficou perplexo. Seus camaradas começaram a conversar sobre como um cão podia ficar magoado somente por lhe negarem o trabalho que justamente o estava matando, e lembraram de casos que tinham testemunhado ou de que haviam ouvido falar sobre cães velhos demais para trabalhar, ou afastados por causa de ferimentos, que tinham morrido ao serem desencilhados das correias. E começaram a considerar que seria um ato de misericórdia, no final das contas, deixar que Dave morresse atrelado, com o coração leve e cheio de contentamento, já que ia mesmo morrer de qualquer jeito. Assim, ele foi arreado novamente e orgulhosamente puxou como sempre fizera, embora mais de uma vez ganisse involuntariamente, ao sentir a dor da ferida que o remoía por dentro.”
Jack London, The Call of the Wild
tags: cães

Jack London
“À medida que Buck foi ficando mais forte, eles o atraíram para todo tipo de brincadeira ridícula, das quais o próprio Thornton não se furtava de participar; e desta forma, Buck irrompeu de sua convalescença e entrou em uma nova vida. Era a primeira vez que sentia amor, um amor genuíno e apaixonado. Era uma coisa que não tinha experimentado nem na casa do juiz Miller, no ensolarado vale de Santa Clara. Com os filhos do juiz, sempre caçando ou se aventurando pelas matas, tinha sido uma sociedade comercial; para os netos do juiz ele tinha sido uma espécie de guardião imponente; e seu relacionamento com o próprio juiz tinha sido o de uma amizade digna e altiva. Porém um amor febril e apaixonado, uma adoração que chegava às raias da loucura somente havia sido despertada por John Thornton.”
Jack London, The Call of the Wild
tags: cães

Jack London
“Por muito tempo após seu resgate, Buck não queria que Thornton saísse de sua vista. A partir do momento em que ele saía da tenda até a hora que se recolhia de novo, Buck seguia junto a seus calcanhares. A rapidez com que trocara de amo desde que chegara às terras do Norte tinha feito nascer dentro dele um medo de que não houvesse um senhor permanente. Tinha medo de que Thornton saísse de sua vida como tinha acontecido com Perrault, François e o mestiço escocês. Mesmo à noite, durante seus sonhos, era perseguido por este terror. Em ocasiões como esta, ele afastava o sono com um safanão e caminhava lentamente através do vento frio até a lona que fechava a tenda, onde ficava parado por um longo tempo a escutar o ressonar de seu amo.”
Jack London, The Call of the Wild
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Arturo Pérez-Reverte
“Mataria por muito poucas coisas, mas mataria quem fizesse mal a um cão. Sem qualquer remorso, com as minhas próprias mãos. -- Entrevista ao Expresso, publicada em 29/01/2021 na Edição nº 2518 da Revista”
Arturo Pérez-Reverte
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