E P Thompson Quotes

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E.P. Thompson
“History is a cultural form within which we fight and many have fought before us. Nor are we alone when we fight there for we are historians because we know that the past is not dead, inert, and confining, but is strong with energies which can brought once again to our side."”
Edward Palmer Thompson

Leszek Kołakowski
“In fact, you cannot condemn torture on political grounds, because in most cases it is perfectly efficient and the torturers get what they want. You can condemn it only on moral grounds and then, necessarily, everywhere in the same way, in Batista's Cuba or in Castro's Cuba, in North Vietnam and in South Vietnam.”
Leszek Kołakowski, My Correct Views On Everything

“Seis anos depois da publicação do "Dentro da baleia" [de George Orwell], formou-se o Grupo de Historiadores do Partido Comunista britânico, que contava com Hobsbawm, Christopher Hill, Maurice Dobb, Rodney Hilton e Edward P. Thompson, entre outros. Desse grupo, após a invasão soviética da Hungria, em 1956, nasceria o núcleo da dissidência intelectual que constituiu o movimento da Nova Esquerda dos anos 1960. O trecho do ensaio de Orwell sobre o comunismo britânico, escrito durante a vigência do Pacto Germano-Soviético, equivalia a um holofote apontado para um período sombrio na trajetória dos historiadores de esquerda britânicos. Mais que uma vingança, a difamação de Orwell funcionaria como uma espécie de queima de arquivo.
O toque da corneta foi o ensaio "Fora da baleia", de E. P. Thompson, publicado em 1960, que atribuía tolamente a "Dentro da baleia" a responsabilidade por desiludir uma geração inteira de jovens radicais, empurrando-os à passividade. Segundo o diagnóstico verdadeiramente orwelliano do historiador, o desencanto com a esquerda tinha mais relação com as linhas críticas produzidas por um jornalista e escritor que com a montanha de ruínas (e de prisioneiros, e de cadáveres) acumulada desde os Processos de Moscou até a supressão da Revolução Húngara pelos blindados do Pacto de Varsóvia.
Thompson dedicou-se, incessantemente, a apontar o dedo para os intelectuais que chamavam o totalitarismo soviético pelo seu nome. Em meados da década de 1970, seu alvo foi o filósofo polonês Leszek Kolakowski, a quem qualificou como traidor dos ideais socialistas. Kolakowski, ao contrário de Orwell, não estava morto e ofereceu-lhe uma resposta divertida, mas devastadora, identificando a oscilação oportunista do historiador entre argumentos morais, contra o capitalismo, e argumentos políticos, a favor do socialismo. O polonês exigia consistência argumentativa, ou seja, a escolha de um critério único, moral ou político, na condução da polêmica.”
Demétrio Magnoli, A Vida Louca dos Revolucionários