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“RATO: E adianta muito, eu me doer por ti? Bereco, eu não conto. Nem eu, nem tu, nem ela. As coisas acontecem sem a gente poder miar. A vontade da gente não conta. Nunca contou. Se os homens vão te apagar, não adianta eu estrilar. Ninguém vai dar pelota. Tu que é tu não vai ter chance. Vai pro beleléu e e fim. Se acaba. E fica por isso mesmo. Nenhum puto vai perder o sono por teu presunto.”
― Plínio Marcos: Obras Teatrais - Vol. 1 - Atrás desses muros
― Plínio Marcos: Obras Teatrais - Vol. 1 - Atrás desses muros
“MARTA: (Carinhosa) Viu como consegui? Plantei você dentro deles! Juntaram-se todas as confrarias para trazerem você. Pelo medo, eu sei. Tantas orações, tanto amor inútil jogado às estrelas, deixou o mundo delas vazio, povoado só pelo medo. Fiquei olhando de longe, filho. Mas sentia todos aqueles pés caminhando em mim, cortando minha carne como arados. Carregavam você... e eu me sentia como se carregasse todos... há milhares de anos! Sabe por que o deixei naquele adro? Por que usei seu corpo? De repente, compreendi que quanto mais plena de sentido, quanto mais ligada a uma existência humana for a vida, tão menos terrível é a morte. E porque... se eu o enterrasse com as minhas mãos, esqueceriam que você viveu... e porque morreu. (Marta ajoelha-se e beija a terra) Aqui é o seu lugar. Daí veio, para aí tinha que voltar. Todos os homens, até mesmo Deus, voltam um dia à terra. Aqui, poderá contemplar as estrelas, o espaço infinito, as folhas, as flores e os frutos. Poderá vigiar o caminhar da luz que se aproxima cada vez mais de todos os homens. Ela é como a luz das estrelas: demora a chegar, mas chega. E terrível descobrir que nada existe além de nós, que nenhuma transferência pode ser feita: carregaremos o que somos até o último fim. Enquanto existir um homem na face da Terra, você não estará só. Deus morreu... para que você exista! Mais um pouco... e uma só será a confraria de todos!”
― Marta, a árvore e o relógio - ciclo completo (Coleção "O Teatro de Jorge Andrade" Livro 11)
― Marta, a árvore e o relógio - ciclo completo (Coleção "O Teatro de Jorge Andrade" Livro 11)
“When you love someone, they become a part of who you are. They're in everything you do. They're in the air you breathe and the water you drink and the blood in your veins. Their touch stays on your skin and their voice stays in your ears and their thoughts stay in your mind. You know their dreams because their nightmares pierce your heart and their good dreams are your dreams too. And you don't think they're perfect, but you know their flaws, the deep-down truth of them, and the shadows of all their secrets, and they don't frighten you away; in fact you love them more for it, because you don't want perfect. You want them. You want—"
He broke off then, as if realizing everyone was looking at him again.
"You want what?" said Dru with enormous eyes.
"Nothing," Julian said. "I'm just talking.”
― Lady Midnight
He broke off then, as if realizing everyone was looking at him again.
"You want what?" said Dru with enormous eyes.
"Nothing," Julian said. "I'm just talking.”
― Lady Midnight
“Pairo como o ar e desço como a chuva na terra. Desço lavando o sangue que derramaram sem piedade. O sangue do passado corre feito um rio. Corre nos sonhos, primeiro. Depois chega galopando, como se andasse a cavalo.”
―
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“ABELARDO I: [...] Foi a bala do cano que penetrou profundamente, a primeira... As outras rodearam o coração! Que dor... Decerto é porque o coração ficou intacto... O coração, esse útero do homem, onde a gente gera os filhos mais caros... a ambição, o desespero, a vontade de viver... a literatura...”
― O Rei da Vela
― O Rei da Vela
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