“RELÓGIO
Dama pequeníssima
moradora no coração de um pássaro
sai de manhã a pronunciar uma sílaba
NÃO”
―
Dama pequeníssima
moradora no coração de um pássaro
sai de manhã a pronunciar uma sílaba
NÃO”
―
“A JAULA
Lá fora faz sol.
Não é mais que um sol
mas os homens olham-no
e depois cantam.
Eu não sei do sol.
Sei a melodia do anjo
e o sermão quente
do último vento.
Sei gritar até a aurora
quando a morte pousa nua
em minha sombra.
Choro debaixo do meu nome.
Aceno lenços na noite
e barcos sedentos de realidade
dançam comigo.
Oculto cravos
para escarnecer meus sonhos enfermos.
Lá fora faz sol.
Eu me visto de cinzas.”
―
Lá fora faz sol.
Não é mais que um sol
mas os homens olham-no
e depois cantam.
Eu não sei do sol.
Sei a melodia do anjo
e o sermão quente
do último vento.
Sei gritar até a aurora
quando a morte pousa nua
em minha sombra.
Choro debaixo do meu nome.
Aceno lenços na noite
e barcos sedentos de realidade
dançam comigo.
Oculto cravos
para escarnecer meus sonhos enfermos.
Lá fora faz sol.
Eu me visto de cinzas.”
―
“ANÉIS DE CINZA
São minhas vozes cantando
para que não cantem eles,
os amordaçados cinzentos na aurora,
e os vestidos de pássaro desolado na chuva.
Há, na espera,
um rumor de lilás se rompendo.
E há, quando chega o dia,
uma partição do sol em pequenos sóis negros.
E quando é noite, sempre,
uma tribo de palavras mutiladas
busca asilo em minha garganta,
para que não cantem eles,
os funestos, os donos do silêncio.”
―
São minhas vozes cantando
para que não cantem eles,
os amordaçados cinzentos na aurora,
e os vestidos de pássaro desolado na chuva.
Há, na espera,
um rumor de lilás se rompendo.
E há, quando chega o dia,
uma partição do sol em pequenos sóis negros.
E quando é noite, sempre,
uma tribo de palavras mutiladas
busca asilo em minha garganta,
para que não cantem eles,
os funestos, os donos do silêncio.”
―
“Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.”
― Hour of the Star
― Hour of the Star
“É que tudo o que eu tenho não se pode dar. Nem tomar. Eu mesma posso morrer de sede diante de mim. A solidão está misturada à minha essência...”
― Near to the Wild Heart
― Near to the Wild Heart
muna’s 2025 Year in Books
Take a look at muna’s Year in Books, including some fun facts about their reading.
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