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“- É o tormento mais cruel que o destino pode reservar ao homem. Ser diferente do que somos, de tudo o que somos, é o desejo mais nefasto que pode queimar num coração humano. Pois a única maneira de suportar a vida é se conformar em ser o que somos aos nossos olhos e aos do mundo. Devemos nos contentar em sermos feitos de uma certa maneira e em sabermos que, uma vez aceita essa realidade, a vida não nos louvará por nossa sabedoria, ninguém nos conferirá uma medalha de honra ao mérito só porque nos conformamos em ser vaidosos e egoístas, ou calvos e barrigudos - não, em troca dessa tomada de consciência não obteremos prêmios nem louvores. Devemos nos suportar tais como somos, este é o único segredo. Suportar nosso caráter, nossa natureza profunda, com todos os seus defeitos, seu egoísmo e sua cupidez, que não serão corrigidos nem com a experiência nem com boa vontade. Devemos aceitar que nossos sentimentos não são correspondidos, que as pessoas que amamos não nos retribuem o nosso amor, ou pelo menos não como gostaríamos. Devemos suportar a traição e a infidelidade, e sobretudo a coisa que nos parece mais intolerável: a superioridade intelectual ou moral de outro.”
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“Assisti hoje a um diálogo extraordinariamente comovedor de um marinheiro americano e um cabo brasileiro. Nenhum dos dois fala 10 palavras da língua do outro, mas trocaram cigarros e chocolate, com amplos gestos de gentileza. Depois disso um tirou uma fotografia do bolso e mostrou ao outro. O outro na mesma hora puxou suas fotografias de família e mostrou também. E ficaram ali os dois homens, cada um olhando em silêncio o retrato da noiva ou da mulher do outro - duas pobres mulheres distantes, em Minas e no Nebraska. Cada um murmurou um delicado comentário que o outro não entendeu. E é evidente que, depois desse diálogo mudo, eles ficaram muito amigos e se acharam muito distintos.
[...] Todo mundo agora está escrevendo cartas para a família, e o capitão que faz a censura me diz que todos falam bem da comida e do tratamento. Um deles - me conta o censor, sem violar o seu segredo profissional - fez um enorme lero-lero sentimental de começo a fim, disse que está morrendo de saudades, viver sem ti é uma desgraça, eu não sei como aguento essa separação, é uma agonia medonha, choro pensando em ti, e no fim de tudo isso meteu esse P.S. - "manda me contar o resultado do jogo do Bangu".”
― Crônicas da Guerra na Itália
[...] Todo mundo agora está escrevendo cartas para a família, e o capitão que faz a censura me diz que todos falam bem da comida e do tratamento. Um deles - me conta o censor, sem violar o seu segredo profissional - fez um enorme lero-lero sentimental de começo a fim, disse que está morrendo de saudades, viver sem ti é uma desgraça, eu não sei como aguento essa separação, é uma agonia medonha, choro pensando em ti, e no fim de tudo isso meteu esse P.S. - "manda me contar o resultado do jogo do Bangu".”
― Crônicas da Guerra na Itália
“Para se compreender um autor não é necessário conhecer-lhe a vida ou estudar-lhe as obras. Impõe-se sentir em profundidade o que lhe toca a sensibilidade. Não há compreensão de um autor sem afinidade profunda com seu modo de sentir, espécie de adivinhação posterior de seus mecanismos de adaptação ao impacto de viver. O processo de afinidade com a obra de um autor independe até do conhecimento que dela ou dele tenhamos. A afinidade é um sentimento que independe de regras conscientes e é alheio ao tempo. Une pessoas sem necessidade de convivência ou concordância. Quantas vezes, até, a pessoa do autor, por suas reações e comportamentos, não conduz a afinidades só possíveis à obra. A obra não é um produto plenamente controlado. Vai além do autor. Pertence mais ao leitor, ao mistério ou ao tempo.”
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