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Gorete
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“Ficámos de novo sem assunto. Olhei à minha volta. O branco é triste como o negro, nunca antes o tinha sentido. (...) Não lhe acariciei a mão, nem lhe pus a minha sobre a testa, num gesto de consolação. Não fiz nada disso. E devia-o ter feito. Mas que a tristeza me dominou, que apeteceu chorar, por ver o meu pai tão doente, isso era verdade. Ele tê-lo-ia compreendido?
Decerto é ilusão julgarmos que outras pessoas podem compartilhar dos nossos sentimentos através de simples palavras. Se eu dissesse que vejo na memória um homem encolhido na cadeira, metido num fato largo demais como se não pertencesse, com as mãos amarelo torcidas sobre o ventre e o olhar fixo no chão, alguém o verá como eu o vi?”
― O Mundo Em Que Vivi
Decerto é ilusão julgarmos que outras pessoas podem compartilhar dos nossos sentimentos através de simples palavras. Se eu dissesse que vejo na memória um homem encolhido na cadeira, metido num fato largo demais como se não pertencesse, com as mãos amarelo torcidas sobre o ventre e o olhar fixo no chão, alguém o verá como eu o vi?”
― O Mundo Em Que Vivi
“Todas as pessoas que viajam apreciam essa sensação de andar pelas ruas de uma cidade que não é aquela em que se vive, sem pressa, sem hora de voltar para casa. Por quê? Porque não há casa, lar doce lar, para onde voltar. A casa é uma prisão, mesmo se você vive sozinho. Uma prisão à qual você se acostuma, como os animais do jardim zoológico se acostumam com as suas jualas.”
― Os Prisioneiros
― Os Prisioneiros
“Gente que anda descalça. Que calça a terra que pisa.
(...)
Embora admita que, de algum modo, esta orfandade de pertença desenhou nele uma tatuagem cardíaca.
(...)
é o que acontece quando fazemos turismo; baixamos a guarda.
(...)
A cidade é um mar que nos pode engolir a qualquer momento, um monstro que nos pode golpear sem aviso, um inferno de variáveis incertezas.
(...)
Se a velhice me ensinou algo, é isto: a consciência plena dos desperdícios em favor das nossas próprias tolices.”
― Granta Portugal N.º 4: África
(...)
Embora admita que, de algum modo, esta orfandade de pertença desenhou nele uma tatuagem cardíaca.
(...)
é o que acontece quando fazemos turismo; baixamos a guarda.
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A cidade é um mar que nos pode engolir a qualquer momento, um monstro que nos pode golpear sem aviso, um inferno de variáveis incertezas.
(...)
Se a velhice me ensinou algo, é isto: a consciência plena dos desperdícios em favor das nossas próprias tolices.”
― Granta Portugal N.º 4: África
“A morte dos outros anula uma parte das nossas liberdades, de não haver eco do amor que lhes temos, da impossibilidade de aço que se nos coloca de chegar até eles. Ninguém colmata a falta que o meu pai me faz, como ninguém preencherá o vazio de alguém que já não pisa o mesmo chão que nós. A crença é uma boa forma de lidar com a morte, mas a falta de garantias de que a vida depois da morte é como preconizam traz sempre um lastro de dor. De saudade. E da memória do que de mais belo a vida teve.”
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Art Lovers
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To reciprocate the appreciation of different artists and discuss their lives and works.
Leitores do Cariri
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Grupo de Leitores do Cariri Juazeiro do Norte Crato Barbalha Caririaçu
Jane Austen
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Established July 2007. Readers of Jane, gather here to discuss anything from Frank Churchill's secrets to Lady Catherine's whims. What finally "persua ...more
Gorete’s 2025 Year in Books
Take a look at Gorete’s Year in Books, including some fun facts about their reading.
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