“A felicidade que sentira apenas alguns instantes antes agora dava lugar a uma terrível certeza de que a iria perder”
― Snow
― Snow
“Pode-se, pois, curar perfeitamente toda uma série de fobias sem nenhuma análise: basta, por exemplo, que o marido morra e que a era. Althusser volte a ser Lucienne Berger e tudo entra em ordem, talvez não a ordem do desejo e da liberdade, mas pelo menos a do prazer, que, como princípio de prazer, de fato tem seriamente, segundo Freud, algo a ver com a libido, esse Espírito Santo dos crentes.”
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“Desde então, creio ter aprendido o que quer dizer amar: ser capaz não de tomar essas iniciativas 'exageradas' sobre si, mas de ser atento ao outro, respeitar seu desejo e seus ritmos, nada pedir mas aprender a receber e receber cada presente como uma surpresa da vida, e ser capaz, sem nenhuma pretensão, do mesmo presente e da mesma surpresa para o outro, sem lhe fazer a menor violência. Em sua, a simples liberdade.”
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“O que é, afinal, poder amar? É dispor da integridade de si, de sua 'potência', não para o prazer ou por um excesso de narcisismo, mas muito pelo contrário para ser capaz de um dom, sem ausência, resto, nem falha, quiçá defeito. O que é então ser amado, senão ser capaz de ser aceito e reconhecido como livre em seus próprios dons, e que ele 'passem', encontrem sua via e caminho de dons, a fim de recebermos em troca outro dom desejado no fundo da alma: precisamente ser amado, trocar o livre dom de amor? Mas para ser o livre 'sujeito' e 'objeto' dessa troca, é preciso, como dizer, poder detoná-la, é preciso começar dando sem restrição caso se queira, em troca (um troca que é o extremo oposto de um cálculo contábil de utilidade), receber o mesmo dom, ou maior ainda do que aquele que se dá. Para isso é preciso, é claro e evidente, não estar limitado na liberdade de sua alma, é preciso, digamos-lo, não ser 'castrado', mas dispor de sua potência de ser (pensemos em Spinoza) sem ser amputado de nenhuma parte, sem ser destinado a compensá-lo no ilusório ou no vazio.”
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“Durante toda minha vida me senti perdido e só como um animal ferido. Talvez se eu não tivesse abraçado com tal violência, não a teria irritado tanto, e talvez não tivesse destruído um trabalho de doze anos, terminando exatamente onde comecei. Mas cá estou eu, abandonado e definhando; trago comigo as cicatrizes de um sofrimento insuportável em cada centímetro de meu corpo. Às vezes eu acho que não perdi apenas você, mas tudo no mundo.”
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