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Eglathren
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"Estou com nojo deste autor porque fala da escravatura como se só hoje fosse uma coisa má, mas além disso é pretensioso com a linguagem. Isto é história de Portugal altamente condensada, não precisava de estilização ridícula só porque certos homens de uma certa geração precisam de exercer toda a ginástica de palavras que conseguirem para se sentirem inteligentes e superiores. Will I ever be able to finish this book?" — Mar 16, 2024 05:00AM
"Estou com nojo deste autor porque fala da escravatura como se só hoje fosse uma coisa má, mas além disso é pretensioso com a linguagem. Isto é história de Portugal altamente condensada, não precisava de estilização ridícula só porque certos homens de uma certa geração precisam de exercer toda a ginástica de palavras que conseguirem para se sentirem inteligentes e superiores. Will I ever be able to finish this book?" — Mar 16, 2024 05:00AM
“For those of us who question, your whole life becomes a question. Do you then reach some level of understanding, and then it's static? I don't think so" (age twenty-two, unlabeled)”
― Sexual Fluidity: Understanding Women's Love and Desire
― Sexual Fluidity: Understanding Women's Love and Desire
“A repressão perfeita é a que não é sentida por quem a sofre, a que é assumida, ao longo duma sábia educação, por tal forma que os mecanismos da repressão passam a estar no próprio indivíduo, e que este retira daí as suas próprias satisfações. E se acaso a mulher percebe a sua servidão, e a rejeita, como, a quem, identificar-se? Onde reaprender a ser, onde reinventar o modelo, o papel, a imagem, o gesto e a palavra quotidianos, a aceitação e o amor dos outros, e os sinais de aceitação e amor? Bem sei, antepassada Maria Ana, de que te queixavas, do que eras incapaz: de inventares sozinha a mãe, a heroína, a ideologia, o mito, a matriz, que te pusesse espessura e significado perante os outros, que até aos outros abrisse caminho, se não de comunicação, pelo menos de inquietação.”
―
―
“(...)
Irmãs, vos quero dizer da crueldade; daquela que utilizo, dia seguido de outro dia, mesmo comigo, mesmo de castigo, de agasalho. Crueldade serena, quotidiana, em que me dispo: com que me dispo; me visto, prossigo de indiferença, rigor.
Que todo o rigor perante o homem será pouco e necessário é dizer-lhe isso.
Não nos tomarão mais como guerreiros tomavam castelos em vitória, a fim de os habitar não só com leis, espada, mas também com vinho: vigor deles, abastança.
Mulher: abastança de homem, sua semelhança, sua terra, seu latifúndio herdado.
De secretas coisas acusarão o trio; nós os assustaremos na recusa de lhes sermos presa.
(...)
Me afasto - repito - de tudo o que me exige, me prende, ou simplesmente mesmo me prende a atenção, o riso, a disponibilidade. Como disponível de mim ou de mim livre?
(porque surges meu amor sempre que me afasto? Porquê este perigo, este risco, este fio que sigo e te encontro em luta e desejo do outro lado?)
(...)
Quero-vos falar daquele homem que me disse durante uma longa tarde: «possuir-te só posso se vestida; de freira tu, se possível - acrescentou baixo desviando os olhos -, o hábito levantaria a enrolar-to nas pernas que me apareceriam virgens, despidas de pudor até às ancas, ao ventre desprotegido onde passearia demoradamente a língua. Possuir-te só posso se vestida; assim vestida - disse ainda e cada vez mais baixo - é assim que te quero violentar, mulher sem defesa e objecto. Deixa-me ao menos que te tenha numa igreja!»
Eis este: outro exercício da paixão, Mariana então minha irmã em pretendido objecto, ambas nos afirmando, embora por medidas diferentes: eu afirmando-me recusando, ela afirmando-se aceitando. A submissão da mulher, pois; o domínio sobre ela como paixão-desejo, nunca porém desligada da posse, da violentação, esta mesmo se apenas simulada.
- Frágeis no entanto são os homens em suas nostalgias, medos, rogos, prepotências, fingidas docilidades. Frágeis são os homens deste país de nostalgias idênticas e medos e desânimos. Fragilidade em tentativas várias de disfarce: o desafiar touros em praças públicas, por exemplo, os carros de corridas e lutas corpo-a-corpo. Ó meu Portugal de machos a enganar impotência, cobridores, garanhões, tão maus amantes, tão apressados na cama, só atentos a mostrar picha.
Mais duras mais cruéis, mais rigorosas. - De lésbicas por isso nos chamarão: tendo nós de mulher deles apenas o corpo, não a vontade, o desgosto. Que de homens precisamos mas não destes. (...)”
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Irmãs, vos quero dizer da crueldade; daquela que utilizo, dia seguido de outro dia, mesmo comigo, mesmo de castigo, de agasalho. Crueldade serena, quotidiana, em que me dispo: com que me dispo; me visto, prossigo de indiferença, rigor.
Que todo o rigor perante o homem será pouco e necessário é dizer-lhe isso.
Não nos tomarão mais como guerreiros tomavam castelos em vitória, a fim de os habitar não só com leis, espada, mas também com vinho: vigor deles, abastança.
Mulher: abastança de homem, sua semelhança, sua terra, seu latifúndio herdado.
De secretas coisas acusarão o trio; nós os assustaremos na recusa de lhes sermos presa.
(...)
Me afasto - repito - de tudo o que me exige, me prende, ou simplesmente mesmo me prende a atenção, o riso, a disponibilidade. Como disponível de mim ou de mim livre?
(porque surges meu amor sempre que me afasto? Porquê este perigo, este risco, este fio que sigo e te encontro em luta e desejo do outro lado?)
(...)
Quero-vos falar daquele homem que me disse durante uma longa tarde: «possuir-te só posso se vestida; de freira tu, se possível - acrescentou baixo desviando os olhos -, o hábito levantaria a enrolar-to nas pernas que me apareceriam virgens, despidas de pudor até às ancas, ao ventre desprotegido onde passearia demoradamente a língua. Possuir-te só posso se vestida; assim vestida - disse ainda e cada vez mais baixo - é assim que te quero violentar, mulher sem defesa e objecto. Deixa-me ao menos que te tenha numa igreja!»
Eis este: outro exercício da paixão, Mariana então minha irmã em pretendido objecto, ambas nos afirmando, embora por medidas diferentes: eu afirmando-me recusando, ela afirmando-se aceitando. A submissão da mulher, pois; o domínio sobre ela como paixão-desejo, nunca porém desligada da posse, da violentação, esta mesmo se apenas simulada.
- Frágeis no entanto são os homens em suas nostalgias, medos, rogos, prepotências, fingidas docilidades. Frágeis são os homens deste país de nostalgias idênticas e medos e desânimos. Fragilidade em tentativas várias de disfarce: o desafiar touros em praças públicas, por exemplo, os carros de corridas e lutas corpo-a-corpo. Ó meu Portugal de machos a enganar impotência, cobridores, garanhões, tão maus amantes, tão apressados na cama, só atentos a mostrar picha.
Mais duras mais cruéis, mais rigorosas. - De lésbicas por isso nos chamarão: tendo nós de mulher deles apenas o corpo, não a vontade, o desgosto. Que de homens precisamos mas não destes. (...)”
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“The contrast between genetic and environmental, between nature and nurture, is not a contrast between fixed and changeable. It is a fallacy of biological determinism to say that if differences are in the genes, no change can occur.”
― Biology as Ideology: The Doctrine of DNA
― Biology as Ideology: The Doctrine of DNA
“Antigay activists have historically maintained that same-sex sexuality is a lifestyle choice that should be discouraged, deemed illegitimate, and even punished by the culture at large. In other words, if lesbian/gay/bisexual people to not have to be gay but are simply choosing a path of decadence and deviance, then the government should have no obligation to protect their civil rights or honor their relationships; to the contrary, the state should actively condemn same-sex sexuality and deny it legal and social recognition in order to discourage others from following that path.
Not surprisingly, advocates for gay/lesbian/bisexual rights see things differently. They counter that sexual orientation is not a matter of choice but an inborn trait that is much beyond an individual's control as skin or eye color. Accordingly, since gay/lesbian/bisexual individuals cannot choose to be heterosexual, it is unethical to discriminate against them and to deny legal recognition to same-sex relationships.
(...)
Perhaps instead of arguing that gay/lesbian/bisexual individuals deserve civil rights because they are powerless to change their behavior, we should affirm the fundamental rights of all people to determine their own emotional and sexual lives.”
― Sexual Fluidity: Understanding Women's Love and Desire
Not surprisingly, advocates for gay/lesbian/bisexual rights see things differently. They counter that sexual orientation is not a matter of choice but an inborn trait that is much beyond an individual's control as skin or eye color. Accordingly, since gay/lesbian/bisexual individuals cannot choose to be heterosexual, it is unethical to discriminate against them and to deny legal recognition to same-sex relationships.
(...)
Perhaps instead of arguing that gay/lesbian/bisexual individuals deserve civil rights because they are powerless to change their behavior, we should affirm the fundamental rights of all people to determine their own emotional and sexual lives.”
― Sexual Fluidity: Understanding Women's Love and Desire
Campânula de Livros
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Um grupo de mulheres que lê mulheres. Todas as pessoas que se identificam como mulheres são bem-vindas.
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The Feminist Orchestra Bookclub
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Take a look at Eglathren’s Year in Books, including some fun facts about their reading.
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