Carlyle
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a palavra horrenda que não podemos nem sequer soletrar até o fim! a palavra a que aludimos apenas pela abreviação que ela própria inventou antes de ser internada para fazer os exames: C-A. E genug! O n, o c, o e e o r, a gente nem precisa
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“guia, Sra. Saeki, tem cerca de 45 anos e é magra. É também alta em comparação às demais mulheres da sua geração. Usa vestido verde com um cardigã creme claro jogado sobre os ombros. Seu porte é elegante. Seus cabelos, longos, estão arrebanhados frouxamente na nuca. O rosto é delicado e inteligente. Tem olhos bonitos. E também um sorriso suave como uma sombra brincando sempre em seus lábios. Um sorriso que não sei descrever direito, mas que me parece conclusivo. Lembra uma pequena e ensolarada poça de luz, de formato único e que só se encontra em lugares secretos. No jardim de minha casa em Nogata, havia um cantinho e uma poça semelhantes, e desde muito pequeno sempre os amei. A Sra. Saeki desperta em mim uma sensação forte, mas, ao mesmo tempo, de comovente nostalgia. Como seria bom se ela fosse minha mãe, penso eu. O mesmo pensamento me ocorre toda vez que vejo uma mulher bonita (ou apenas simpática) de meia-idade. Como seria bom se ela fosse minha mãe… Mas nem é preciso dizer, a chance da Sra. Saeki ser minha mãe é praticamente nula. Mas do ponto de vista teórico a possibilidade existe, embora mínima. Afinal, não conheço nem o rosto nem o nome da minha mãe. Em outras palavras, não existe nenhuma razão para ela não ser minha mãe. Da visita guiada participamos apenas eu e um casal de meia-idade proveniente de Osaka. A mulher é rechonchuda e usa óculos de grau forte. O marido é magro e seu cabelo, duro, parece ter sido deitado à força com cerdas de ferro. Os olhos finos e as maçãs de rosto largas trazem à mente certas figuras esculpidas de ilhas meridionais, sempre a fitar o horizonte com intensa ferocidade. A mulher assume a maior parte do diálogo; o marido apenas murmura respostas automáticas. Além disso, acena a cabeça em concordância, emite exclamações admiradas e vez ou outra resmunga palavras soltas, ininteligíveis. O vestuário de ambos é mais apropriado para escalar montanhas do que para visitar bibliotecas: colete impermeável cheio de bolsos, sapatos de meio-cano fechados”
― Kafka à Beira-Mar
― Kafka à Beira-Mar
“Meu avô costumava dizer sempre que a vida tem sua graça porque as coisas não saem do jeito que a gente quer. E ele tem certa razão. Se os Dragões Chunichi vencessem todas as partidas, quem é que se daria o trabalho de assistir aos”
― Kafka à Beira-Mar
― Kafka à Beira-Mar
“Desde pequeno, sempre matei o tempo em bibliotecas. Quando uma criança não tem vontade de voltar para casa, encontra poucos lugares para ir. Lanchonetes e cinemas são locais proibidos para um moleque desacompanhado. Resta-lhe apenas a biblioteca. Você não paga para entrar, e ninguém reclama pelo fato de estar sozinho. Pode se sentar numa cadeira e ler todos os livros que quiser. Depois de voltar da escola, eu costumava ir de bicicleta a uma biblioteca municipal existente perto de casa. Era lá que eu passava sozinho muitas horas por dia, mesmo nos feriados. Lendas, romances, biografias ou história, eu devorava tudo que me caía nas mãos. Depois”
― Kafka à Beira-Mar
― Kafka à Beira-Mar
English Translations of Scandinavian/Nordic Mysteries & Thrillers
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A place to discuss Scandi Crime novels, which includes novels from: Sweden, Norway, Finland, Iceland, Denmark. Whether it's Smilia from Peter Hoeg's S ...more
The Mystery, Crime, and Thriller Group
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“It was a dark and stormy night. Lightning flashed and thunder rolled across the sky. Rain spattered a mysterious, hooded stranger who peered over the ...more
Carlyle’s 2025 Year in Books
Take a look at Carlyle’s Year in Books, including some fun facts about their reading.
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