Status Updates From Der Zitronentisch
Der Zitronentisch by
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Christina
is on page 233 of 241
'I go out by myself to dine alone and reflect upon mortality. Or I go to the Kämp, the Societetshuset, the König to discuss the subject with others. The strange business of Man lebt nur einmal. I join the lemon table at the Kämp. Here, it is permissible—indeed, obligatory—to talk about death. It is most companionable. A. does not approve.'
— Jun 15, 2026 02:06PM
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Christina
is on page 230 of 241
An unfinished Eighth symphony, a government pension, "my music had been used in the The Jazz Singer," a letter from K. worried about tempo markings—I believe the narrator in "The Silence" is Jean Sibelius.
— Jun 15, 2026 01:40PM
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Christina
is on page 164 of 241
'Now, dear Barnes, alas! The only book of yours you told me not to read was the only one available at the library. "Before She Met Me" has been taken out eleven times since January, you will be fascinated to know, and one reader has heavily scored through the word "fuck" whenever it occurs. However, he has condescended to read it all the way to the last "fuck" on p. 178.'
— Jun 14, 2026 02:07PM
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Christina
is on page 94 of 241
'...Delacour continued, "Every man should have three lives. This is my third."
Bachelorhood, marriage, widowerhood, Lagrange supposed. Or perhaps gambling, gourmandism, the tontine. But Lagrange had been contemplative for long enough to recognize that men were often provoked to universal statement by some everyday event whose significance was being exaggerated.
"And her name?" he asked.'
— Jun 14, 2026 11:52AM
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Bachelorhood, marriage, widowerhood, Lagrange supposed. Or perhaps gambling, gourmandism, the tontine. But Lagrange had been contemplative for long enough to recognize that men were often provoked to universal statement by some everyday event whose significance was being exaggerated.
"And her name?" he asked.'
Christina
is on page 94 of 241
'He despised himself for the way he'd pretended with that tart. Do you still want what you've come for? Oh yes, he still wanted what he'd come for, but that wasn't anything she could possibly know about. He and Babs hadn't done it for, what, five, six years? ... He liked her to put on that mumsie nightie he was always teasing her about, climb into bed with him, turn out the light and talk about the old days.'
— Jun 10, 2026 01:05PM
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Christina
is on page 64 of 241
'This didn't seem right either, so she added, "That's what Bill used to say." Bill hadn't said anything of the kind, as far as she could remember, but his posthumous corroboration was useful when she got flustered.'
— Jun 05, 2026 07:16PM
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Christina
is on page 4 of 241
'He didn't like not being allowed to be afraid. It was simpler at the dentist's: your mother always came with you, the dentist always hurt you, but afterwards he gave you a boiled sweet for being a good boy, and then back in the waiting room you pretended in front of other patients that you were made of stern stuff.'
— Jun 03, 2026 08:49PM
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Leonor
is on page 195 of 208
Saio sozinho para jantar só e reflectir sobre a mortalidade.(.)Junto-me aos da mesa limão, no Kämp. Aqui é lícito - obrigatório, aliás - falar da morte.(.)
Para os chineses, o limão é o símbolo da morte. Aquele poema de Anna Maria Lengren: "Enterrado com um limão na mão."(.)
Hoje em dia, quando os meus amigos me abandonam, já não sei se é por causa do meu sucesso ou por causa do meu fracasso. É assim a velhice.
— Mar 03, 2026 03:06PM
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Para os chineses, o limão é o símbolo da morte. Aquele poema de Anna Maria Lengren: "Enterrado com um limão na mão."(.)
Hoje em dia, quando os meus amigos me abandonam, já não sei se é por causa do meu sucesso ou por causa do meu fracasso. É assim a velhice.
Leonor
is on page 191 of 208
Silêncio
"Por vezes a ignorância dos jovens apaixona-me. Essa ignorância é uma espécie de silêncio."
— Mar 03, 2026 02:50PM
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"Por vezes a ignorância dos jovens apaixona-me. Essa ignorância é uma espécie de silêncio."
Leonor
is on page 181 of 208
Porquê supor que o coração se atrofia como os órgãos genitais? Porque queremos ou precisamos de ver a velhice como um tempo de serenidade? Penso agora que esta é uma das grandes conspirações da juventude. Não só da juventude, mas também da maturidade, de cada ano até ao momento em que admitimos em que nós próprios somos velhos.
— Mar 03, 2026 02:21PM
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Leonor
is on page 176 of 208
A Gaiola da Fruta
"A minha mãe falava em termos práticos das Últimas Quatro Coisas. O que equivale a dizer as Últimas Quatro Coisas da vida moderna: fazer testamento, planear a velhice, encarar a morte e não acreditar na vida futura."
— Mar 03, 2026 02:05PM
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"A minha mãe falava em termos práticos das Últimas Quatro Coisas. O que equivale a dizer as Últimas Quatro Coisas da vida moderna: fazer testamento, planear a velhice, encarar a morte e não acreditar na vida futura."
Leonor
is on page 168 of 208
Casca - 4⭐
Saber Francês - 5⭐
Apetite - 5⭐
— Mar 03, 2026 01:22PM
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Saber Francês - 5⭐
Apetite - 5⭐
Leonor
is on page 162 of 208
Apetite
"Quando isto começou, pensei: bem, podiam ter-lhe acontecido coisas piores. É pior do que algumas, melhor do que outras. E, embora venha a esquecer-se das coisas, lá no fundo será sempre ele. Será como uma segunda meninice, mas será a sua meninice, não é? Foi o que pensei. Mesmo que a coisa piore e não me reconheça, eu reconhecê-lo-ei sempre e isso basta."
— Mar 03, 2026 01:10PM
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"Quando isto começou, pensei: bem, podiam ter-lhe acontecido coisas piores. É pior do que algumas, melhor do que outras. E, embora venha a esquecer-se das coisas, lá no fundo será sempre ele. Será como uma segunda meninice, mas será a sua meninice, não é? Foi o que pensei. Mesmo que a coisa piore e não me reconheça, eu reconhecê-lo-ei sempre e isso basta."
Leonor
is on page 151 of 208
17 de Janeiro de 1989
Acho que, se estamos Loucos e morremos e se há uma Explicação à espera, têm primeiro de nos desenlouquecer para que possamos entendê-la.
S.W
19 de Janeiro de 1989
Então, Senhor Romancista Barnes,
Se eu lhe perguntasse "O que é a vida?", provavelmente respondia-me, com o mesmo número de palavras, que tudo não passa duma coincidência.
Por isso, fica a pergunta: Que tipo de coincidência?
S.W.
— Mar 03, 2026 10:41AM
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Acho que, se estamos Loucos e morremos e se há uma Explicação à espera, têm primeiro de nos desenlouquecer para que possamos entendê-la.
S.W
19 de Janeiro de 1989
Então, Senhor Romancista Barnes,
Se eu lhe perguntasse "O que é a vida?", provavelmente respondia-me, com o mesmo número de palavras, que tudo não passa duma coincidência.
Por isso, fica a pergunta: Que tipo de coincidência?
S.W.
Leonor
is on page 148 of 208
-,Já estou morta? - perguntava. E às vezes: - Há quanto tempo estou morta?- As suas últimas palavras foram: -Já estou morta há um bocado. Não sinto diferença nenhuma.
Não há ninguém com quem falar da morte. É mórbido, sabe, não é agradável. Elas não se importam de falar de fantasmas, espíritos e afins mas, sempre que eu começo a falar do verdadeiro tema, a directora e o sargento -mor dizem-me que não devo assustá-las
— Mar 03, 2026 10:25AM
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Não há ninguém com quem falar da morte. É mórbido, sabe, não é agradável. Elas não se importam de falar de fantasmas, espíritos e afins mas, sempre que eu começo a falar do verdadeiro tema, a directora e o sargento -mor dizem-me que não devo assustá-las
Leonor
is on page 147 of 208
Saber Francês
"5 de Outubro de 1987
Caro Julian,
Não acha que a linguagem é feita para comunicar?(.)Na minha "escola" ensinavam-nos sobretudo frases, sem analisar os tempos verbais.(.)
Não sei se as longas cartas que escrevo não começaram já a cair na tagarelice senil. A questão, Senhor Romancista Barnes, é que Saber Francês é diferente de Gramática e isso aplica-se a todos os aspectos da vida."
— Mar 03, 2026 07:06AM
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"5 de Outubro de 1987
Caro Julian,
Não acha que a linguagem é feita para comunicar?(.)Na minha "escola" ensinavam-nos sobretudo frases, sem analisar os tempos verbais.(.)
Não sei se as longas cartas que escrevo não começaram já a cair na tagarelice senil. A questão, Senhor Romancista Barnes, é que Saber Francês é diferente de Gramática e isso aplica-se a todos os aspectos da vida."
Leonor
is on page 127 of 208
Casca
"- O carácter do meu pai não mudou - retorquiu Charles em tom severo - não mudou. Agora é velho e está viúvo. Naturalmente os seus prazeres diminuíram e os seus interesses alteraram-se um pouco. No entanto, dedica a mesma energia de espírito e a mesma lógica àquilo que agora lhe interessa, como fazia com o que lhe interessava antes. O carácter não mudou."
— Mar 02, 2026 03:32PM
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"- O carácter do meu pai não mudou - retorquiu Charles em tom severo - não mudou. Agora é velho e está viúvo. Naturalmente os seus prazeres diminuíram e os seus interesses alteraram-se um pouco. No entanto, dedica a mesma energia de espírito e a mesma lógica àquilo que agora lhe interessa, como fazia com o que lhe interessava antes. O carácter não mudou."
Leonor
is on page 118 of 208
É tudo uma questão de respeito, não é? E, se o não temos, temos de ser ensinados. A verdadeira prova, a única prova, é saber se estamos ou não a ficar mais civilizados. Não concordam?
Higiene - 3⭐
Reviver - 3⭐
Vigilância - 3⭐
— Mar 02, 2026 11:50AM
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Higiene - 3⭐
Reviver - 3⭐
Vigilância - 3⭐
Leonor
is on page 116 of 208
Vigilância
"- Que idade tens?
- Devias saber. Esqueceste-te do meu último aniversário.
- Isso só mostra como sou velho. Diz lá.
- Três anos mais velho do que tu.
- Logo?
- Sessenta e dois.
- Mas, e corrige -me se estou errado, tu não foste sempre assim.
- Não, doutor.(.)
- São os outros que se portam pior ou és tu que estás mais sensível, com a idade?"
— Mar 02, 2026 11:34AM
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"- Que idade tens?
- Devias saber. Esqueceste-te do meu último aniversário.
- Isso só mostra como sou velho. Diz lá.
- Três anos mais velho do que tu.
- Logo?
- Sessenta e dois.
- Mas, e corrige -me se estou errado, tu não foste sempre assim.
- Não, doutor.(.)
- São os outros que se portam pior ou és tu que estás mais sensível, com a idade?"
Leonor
is on page 97 of 208
O que cura a dor? Tempo, respondem os velhos sabichões.Mas vocês sabem. Têm a sabedoria necessária para saber que o tempo nem sempre cura a dor.
— Feb 27, 2026 04:39PM
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Leonor
is on page 87 of 208
Reviver
"Como a maior parte dos seus escritos, a peça falava de amor. E nos seus escritos,como na sua vida, o amor não funcionava. O amor podia ou não provocar bondade , satisfazer a vaidade e embelezar a pele, mas não dava felicidade; havia sempre uma desigualdade de sentimento ou de intenção.Tal era a natureza do amor." Claro, "funcionava" no sentido em que causava as emoções mais profundas da vida(...)"
— Feb 27, 2026 03:15PM
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"Como a maior parte dos seus escritos, a peça falava de amor. E nos seus escritos,como na sua vida, o amor não funcionava. O amor podia ou não provocar bondade , satisfazer a vaidade e embelezar a pele, mas não dava felicidade; havia sempre uma desigualdade de sentimento ou de intenção.Tal era a natureza do amor." Claro, "funcionava" no sentido em que causava as emoções mais profundas da vida(...)"









