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Puta feminista: Historias de una trabajadora sexual by
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Paula Mota
is on page 258 of 264
"Frequentemente, quando se fala de trabalho sexual, recorre-se à desconsideração. Estamos habituadxs a ser confrontadxs com perguntas inquisitoriais (..)que estigmatizam e que também sugerem que a dignidade parece residir nos genitais e não noutras partes do corpo que são utilizadas para vender a força de trabalho.
Uma puta vai reformar-se de que trabalho?
As contribuições fazem-se com base na quantidade de broches?"
— Aug 12, 2026 03:55AM
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Uma puta vai reformar-se de que trabalho?
As contribuições fazem-se com base na quantidade de broches?"
Paula Mota
is on page 239 of 264
A Marlena,filha da(.)trabalhadora sexua (.)não suportou ver como uma abolicionista afirmava nas redes sociais que nenhuma mulher nascia para ser puta(como se alguma nascesse para ser empregada doméstica ou polícia,como se nascêssemos para andar a fiscalizar as decisões das outras) (.)"Por a minha mãe exercer o trabalho sexual, posso comer todos os dias. (..)Nunca nos faltou nada,xs 4 filhxs completaram os estudos.
— Aug 11, 2026 04:44AM
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Paula Mota
is on page 212 of 264
- Há muitos ramos do feminismo, não existe uma única maneira de sermos feministas - afirmou Débora Daich da outra ponta da mesa.
- Como é que não existe um único feminismo?
— Aug 10, 2026 02:38PM
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- Como é que não existe um único feminismo?
Paula Mota
is on page 195 of 264
"Recordei-lhe que isso tinha acontecido no mês anterior, a 25 de Novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, para denunciar os atropelos constantes sofridos pelxs traalhadorxs sexuais dos bordéis, onde havia rusgas violentas, encerramentos e processos judiciais, consequência da lei do tráfico humano e do facto de não se fazer a distinção entre isso e o trabalho sexual.
— Aug 10, 2026 05:15AM
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Paula Mota
is on page 127 of 264
Pedi novamente a palavra, para propor que se incluísse nas conclusões um ponto sobre a nossa necessidade de sindicalização como trabalhadorxs sexuais.(...)Nem consegui terminar de falar, porque me interromperam para dizer que o meu discurso servia o patriarcado. Que diacho será o patriarcado, pensava, enquanto uma uma voz que vinha do fundo gritava que não havia nada de mais indigno e violento do que a prostituição.
— Aug 09, 2026 11:41AM
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Paula Mota
is on page 103 of 264
"E assim que lhe concedi a minha exclusividade, comecei a sentir saudades da esquina, dos meus outros clientes, do dinheiro que ganhava e da minha autonomia, de não prestar contas da minha vida a ninguém.(...)Só aguentei dois meses.(...)Também me dei conta que não era na esquina que iria encontrar o príncipe encantado e que deveria deixar de fantasiar com o "Pretty Woman". Ser salva ou conduzir o meu próprio destino?
— Aug 08, 2026 10:30AM
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Paula Mota
is on page 41 of 264
- Se mostras em cima, não mostras em baixo e vice-versa - aconselhou-me.
[Regra de ouro!]
— Aug 05, 2026 07:53AM
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[Regra de ouro!]
Paula Mota
is on page 37 of 264
Perguntei se não tinha medo de entrar num carro, de estar com gente desconhecida. A minha pergunta fê-la rir-se tanto que me deixou novamente perplexa. (..)
- E tu, conheces aqueles com quem f*** depois de saíres do bar, todos os sábados?
- É diferente - disse-lhe e ela subiu a parada.
- Sim, parva, tu f*** com eles de graça e eu, pelo menos, cobro-lhes.
— Aug 04, 2026 08:20AM
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- E tu, conheces aqueles com quem f*** depois de saíres do bar, todos os sábados?
- É diferente - disse-lhe e ela subiu a parada.
- Sim, parva, tu f*** com eles de graça e eu, pelo menos, cobro-lhes.
Paula Mota
is on page 27 of 264
"Durante muito tempo, quando alguém aludia àquele que é o meu trabalho há 15 anos, fazia-o usando o eufemismo da profissão "mais antiga", mas para mim, o que a humanidade tem de mais antigo é a condenação das mulheres, das lésbicas, das travestis, das trans e das prostitutas que bem condenadas temos sido - e continuamos a ser - nesta sociedade machista e patriarcal."
— Aug 03, 2026 12:14PM
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fran
is on page 148 of 264
"Porque aqui, eu negoceio, respondi a mim própria, mas quando o amor romântico se apodera de mim, o feminismo vai para o maneta. O patriarcado fodeu-me, levando-me a cumprir a lei de ceder perante o seu desejo e o seu prazer, grata e por amor. Serviço completo. Sexo grátis, trabalho não remunerado. "
— May 18, 2026 02:49PM
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fran
is on page 71 of 264
"Compreendi que TODAS estamos sujeitas a sofrer violência de género pelo simples facto de sermos vistas como 'mulheres' e de disputaremos a livre utilização e circulação do espaço público, cujo monopólio os homens parecem deter."
— May 16, 2026 11:16AM
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fran
is on page 70 of 264
"Quando penso em todas as situações que as mulheres enfrentam diariamente na via pública, nos transportes, no trabalho, nos bares, nas discotecas, nas nossas próprias casas, regressa a pergunta:
- Não tens medo?"
— May 16, 2026 11:10AM
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- Não tens medo?"
fran
is on page 70 of 264
"Quando penso em todas as situações que as mulheres entregam diariamente na via pública, nos transportes, no trabalho, nos bares, nas discotecas, nas nossas próprias casas, regressa a pergunta:
- Não tens medo?"
— May 16, 2026 11:07AM
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- Não tens medo?"











