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Poesias Ineditas e Poemas Dramaticos - Coleção L&PM Pocket Poesias Ineditas e Poemas Dramaticos - Coleção L&PM Pocket
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gab
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Oct 24, 2025 03:51AM Add a comment
Poesias inéditas e poemas dramáticos

gab
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Oct 22, 2025 03:49AM Add a comment
Poesias inéditas e poemas dramáticos

gab
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May 26, 2025 07:02PM Add a comment
Poesias inéditas e poemas dramáticos

Luís
Luís is on page 144 of 154
Sou o espírito da Treva,
A noite me traz e leva;

Moro à beira irreal da Vida,
Sua onda indefinida

Refresca-me a alma de espuma ...
Pra além do mar há a bruma ...

E pra aquém? há Cousa ou Fim?
Nunca olhei para trás de mim ...
Jan 15, 2021 10:10AM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 133 of 154
Já estou tranquilo. Já não espero nada.
Já sobre meu vazio coração
Desceu a inconsciência abençoada
De nem querer uma ilusão.
Jan 15, 2021 08:39AM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 120 of 154
Bem sei que há ilhas lá ao sul de tudo
Onde há paisagens que não pode haver.
Tão belas que são como que o veludo
Do tecido que o mundo pode ser.

Bem sei. Vegetações olhando o mar.
Coral, encostas, tudo o que é a vida
Tornado amor e luz, o que o sonhar
Dá à imaginação anoitecida.

Bem sei. Vejo isso tudo. O mesmo vento
Que ali agita os ramos em torpor
Passa de leve por meu pensamento
E o pensamento julga que é amor.
Jan 14, 2021 03:37PM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 107 of 154
As coisas que errei na vida
São as que acharei na morte,
Porque a vida é dividida
Entre quem sou e a sorte.

As coisas que a Sorte deu
Levou-as ela consigo,
Mas as coisas que sou eu
Guardei-as todas comigo.

E por isso os erros meus,
Sendo a má sorte que tive,
Terei que os buscar nos céus
Quando a morte tire os véus
À inconsciência em que estive.
Jan 14, 2021 02:15PM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 95 of 154
Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.

Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado

Mas, lento, vago, emerjo de meu dois
Disperto. Enfim: sou um, na realidade
Espreguiço-me. Estou bem ... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
Jan 14, 2021 08:49AM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 83 of 154
A lavadeira no tanque
Bate roupa em pedra bem.
Canta porque canta e é triste
Porque canta porque existe;
Por isso é alegre também.

Ora se eu alguma vez
Pudesse fazer nos versos
O que a essa roupa ela fez,
Eu perderia talvez
Os meus destinos diversos.

Há uma grande unidade
Em, sem pensar nem razão
E até cantando a metade,
Bater roupa em realidade ...
Quem me lava o coração?
Jan 14, 2021 07:56AM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 67 of 154
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Jan 13, 2021 04:04PM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 55 of 154
Cai amplo o frio e eu durmo na tardança
De adormecer.
Sou, sem lar, nem conforto, nem esperança,
Nem desejo de os ter.

E um choro por meu ser me inunda
A imaginação.
Saudade vaga, anónima, profunda,
Náusea da indecisão.

Frio do Inverno duro, não te tira
Agasalho ou amor.
Dentro em meus ossos teu tremor delira.
Cessa, seja eu quem for!
Jan 13, 2021 08:08AM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 41 of 154
No limiar que não é meu
Sento-me e deixo o irreflectido olhar
Encher-se, sem eu ver, de campo e céu.
Se é tarde ou cedo, deixo de notar.
Nada me diz de si qualquer cousa que eu
Possa gozar.

Pelos campos sem fim
Sinto correr, porque na face o sinto,
Um vago vento, estranho todo a mim.
Não sei se penso, ou em que dor consinto
Que seja minha ou desespero sem ter fim,
Ou se minto.
Jan 12, 2021 01:11PM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 30 of 154
O meu tédio não dorme.
Cansado existe em mim
Como uma dor informe
Que não tem causa ou fim.
Jan 12, 2021 08:41AM Add a comment
Novas Poesias Inéditas

Luís
Luís is on page 16 of 154
Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.

Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.

O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo devagar.
(...)
Jan 11, 2021 10:00AM Add a comment
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