Status Updates From Ferry
Ferry by
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Maria
is on page 161 of 168
“Quantos amantes são a mesma noite?”
— May 11, 2025 01:01PM
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Maria
is on page 99 of 168
“Quando não sabemos quem somos, o mundo é o mais excitante dos lugares. Tanta coisa nova a cada esquina, tanta novidade até em nossa casa. Nada é banal.”
— May 11, 2025 01:00PM
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Maria
is on page 97 of 168
“Vera: água, mulher que nada prendia, como alguns são vento e outros terra e outros fogo. Albano tentara adivinhá-la a vida intei-Ta, mas ela era uma coisa à vista, transparente e fresca, e outra por dentro, onde ninguém chegava, nem sequer ela mesma.”
— May 11, 2025 01:00PM
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Maria
is on page 96 of 168
“Vera e Albano, azul. Tudo em mim cessará de lutar contra mim.”
— May 11, 2025 01:00PM
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Maria
is on page 95 of 168
“O desconhecimento estava na raiz do amparo.Como podia ela entregar-se assim,sem salvaguarda, sem contrapartida?Como podia ele dar-lhe o que era e não guardar para si nenhuma parte?Eram dois corpos feitos de vidro.Esse modo de dois seres se entregarem, que ergue à sua volta, até onde se avista,terra salgada.Um modo de viver,diante do qual, em redor, só reina a treva.Vera e Albano eram um clarão no inferno.”
— May 11, 2025 12:59PM
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Maria
is on page 89 of 168
“De vez em quando, em casa, encontrar um caminho era pôr um disco a tocar e bailar na sala, sozinha. Braços para lá, braços para cá, um swing alegre, e a mão de Albano vinha e dançava com ela, fazia-a rodar sobre si, soltava sorrisos e cansava-se, por momentos alegre.”
— May 11, 2025 12:58PM
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Maria
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“Orgulhosas e destruídas, bonitas por fora, nada por dentro. Os arquitectos haviam-nas poupado à demolição, talvez por pena, porque a fachada é a última coisa numa mulher que se destrói.”
— May 11, 2025 12:57PM
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Maria
is on page 85 of 168
“Ninguém sabia que existiam duas Veras. Uma Vera cai no poço, a outra Vera puxa-a para cima. Ninguém sabia. A sua casa sabia.
Uma levanta-se para agarrar o dia pelos cornos. A outra rasteira-a.”
— May 11, 2025 12:57PM
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Uma levanta-se para agarrar o dia pelos cornos. A outra rasteira-a.”
Maria
is on page 83 of 168
“Albano era a sua casa e seria capaz de viver dentro dele. Vivia para se resguardar nesse esconderijo, que era o homem que a salvara. As voltas na roda dos dias tinham o interior de Albano como meta e tábua de salvação.
Albano vivera de a resgatar e Vera fugia para dentro de Albano para se refugiar da chuva.”
— May 11, 2025 12:56PM
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Albano vivera de a resgatar e Vera fugia para dentro de Albano para se refugiar da chuva.”
Maria
is on page 77 of 168
“ Tenho em mim a doçura daquilo que não perdi e a amargura de não me distinguir daquilo que me atingiu.”
— May 11, 2025 12:55PM
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Maria
is on page 77 of 168
“Tenho vergonha, ao reler-me, de me pensar um quarto escu-ro, quando penso nas pessoas que nos ajudam a preservar quem somos mesmo às escuras, permitindo que, ainda que entre rios, movidas dunas, não deixemos de ser alguma coisa que agarrar.”
— May 11, 2025 12:55PM
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Maria
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“Vera estava apaixonada pelo homem que Albano viria a ser. Albano apaixonado pela mulher que Vera seria um dia. O que os unia era a vontade de conhecerem esses seres do futuro, assim foi no come-ço. Mas quanto tempo demora o começo? Não sabiam e ninguém lhes disse. O tempo que dois corpos levam a deixarem de ser dois para se tornarem uma única criatura de quatro pernas.”
— Apr 27, 2025 01:23AM
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Maria
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“ Albano vira a mulher sofrer e sabia tudo sobre a guerra de Vera.
Era a guerra de uma mulher contra o que nela é essa mulher e mais nenhuma. O canto e Albano odiavam essa guerra. Haviam chegado para vencer o ódio.”
— Apr 27, 2025 01:23AM
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Era a guerra de uma mulher contra o que nela é essa mulher e mais nenhuma. O canto e Albano odiavam essa guerra. Haviam chegado para vencer o ódio.”
Maria
is on page 35 of 168
“Não era do amor que fu-giam, mas das formas como a vida havia sido contrária a essa coisa certa.”
— Apr 27, 2025 01:22AM
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Maria
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“Não era infeli-cidade, ressentimento, frustração, mas só uma imaginação demasiado viva. Desespero não, mas uma mulher ser uma laranja cheia de sumo e vontade de se cortar aos gomos e espremer.”
— Apr 27, 2025 01:21AM
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Maria
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“O mundo, uma esfera de silêncio em que barulho algum se intromete, só a saborosa mesa desfeita após a refeição, quando os convidados vão embora, que lhe parecia campo depois da batalha, manchado de vinho.”
— Apr 27, 2025 01:21AM
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Maria
is on page 16 of 168
“Esconder-se das pessoas da casa era a sua profissão. Arrastava-se para a varanda, enquanto o jantar cozinhava, e fumava dois cigarros. Só os cigarros na varanda a conheciam. Contar-lhes o quê, se não sabia sequer pôr-se em palavras? Estranho confessionário fumegante, não procurava falar-lhes, só estar na sua companhia, temperar-se, por cada cigarro cinco minutos de amnésia.”
— Apr 27, 2025 01:21AM
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Maria
is on page 15 of 168
“Tanto dia pela frente, os dias são, às vezes, argolas de fogo nas quais é preciso mergulhar como os leões fazem no circo.”
— Apr 27, 2025 01:20AM
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Maria
is on page 14 of 168
“Quem sabe o senhor dos carrinhos levou daqui o coração partido por uma beldade da terra como tu não partiste o meu.”
— Apr 27, 2025 01:20AM
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Maria
is on page 13 of 168
“A minha grande biblioteca são os meus antepassados. Passeio por eles, estante a estante. Cheiram a pó, estátuas perfiladas.(…) Levo as noites a arrumar a biblioteca, enquanto sonho.(…) Quanto mais tempo passa, mais a biblioteca engana. Quanto menos sei do lugar de onde vim menos lhe escapo.”
— Apr 27, 2025 01:19AM
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Maria
is on page 12 of 168
“Por momentos, escassos que sejam, o velho está menos sozinho, pertence-lhe alguém, alguma vida, por momentos o carrinho de bebé é o princípio de uma morada.”
— Apr 27, 2025 01:18AM
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Maria
is on page 11 of 168
“O cego surdo erra pela rua sem ver ou ouvir quem o ajuda. Eu erro pela vida e não sei quem me corrige. Que somos nós para ver e ouvir a mão que nos salva? Tantas as aflições, tamanha cegueira. Já me contenta não deixar que comas a mão que te estendo.”
— Apr 27, 2025 01:18AM
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Maria
is on page 9 of 168
“Quantas vezes as visões quotidianas não reflectem a forma dos erros, o destino, o que não se quer ver, o que se foi sem-pre? Uma árvore ou um vizinho por quem passo todos os dias.
O ferry, à nossa janela. As palavras comuns.”
— Apr 27, 2025 01:17AM
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O ferry, à nossa janela. As palavras comuns.”




