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tiago.
is on page 228 of 250
«Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!»
O último soneto de Bocage, ditado «entre as agonias do seu trânsito final».
— Dec 06, 2019 04:20PM
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Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!... Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!»
O último soneto de Bocage, ditado «entre as agonias do seu trânsito final».
tiago.
is on page 207 of 250
«Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões, que me arrastava;
Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana. (...)
Prazeres, sócios meus e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus, oh Deus!... Quando a morte à luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.»
— Dec 06, 2019 01:05PM
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Do tropel de paixões, que me arrastava;
Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana. (...)
Prazeres, sócios meus e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.
Deus, oh Deus!... Quando a morte à luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.»
tiago.
is on page 196 of 250
«Só me cercam fantasmas da tristeza.
Que silêncio! Que horror! Que escuridade!
Parece muda ou morta a natureza.»
— Dec 06, 2019 12:28PM
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Que silêncio! Que horror! Que escuridade!
Parece muda ou morta a natureza.»
tiago.
is on page 149 of 250
«Louca, cega, iludida Humanidade
Miserável de ti! Não consideras
Que o barro te gerou; como que esperas
Evadir-te à geral fatalidade!
Pó que levanta o sopro da vaidade,
Homem caduco e frágil, não poderás
Que teus bens, teus brasões, tuas quimeras
Nenhum valor terão na Eternidade?»
— Dec 05, 2019 03:48AM
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Miserável de ti! Não consideras
Que o barro te gerou; como que esperas
Evadir-te à geral fatalidade!
Pó que levanta o sopro da vaidade,
Homem caduco e frágil, não poderás
Que teus bens, teus brasões, tuas quimeras
Nenhum valor terão na Eternidade?»
tiago.
is on page 78 of 250
«Esse, a que astuto engano um vício chama,
Benigno sentimento em nós disposto,
Brota o desejo, precursor do gosto,
Cria o preciso ardor, que a tudo inflama.
Doira a negra existência ao desgraçado,
Do peito arranca as serpes da tristeza,
A que inda o mais feliz não foi vedado.
Ventura, ao doce Amor tu andas presa;
É de todo o vivente instinto e fado,
É teu quinto elemento, oh Natureza!»
— Dec 04, 2019 04:08AM
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Benigno sentimento em nós disposto,
Brota o desejo, precursor do gosto,
Cria o preciso ardor, que a tudo inflama.
Doira a negra existência ao desgraçado,
Do peito arranca as serpes da tristeza,
A que inda o mais feliz não foi vedado.
Ventura, ao doce Amor tu andas presa;
É de todo o vivente instinto e fado,
É teu quinto elemento, oh Natureza!»
tiago.
is on page 77 of 250
«Razão feroz, o coração me indagas,
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.
Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objectos de horror co'a ideia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.»
— Dec 04, 2019 01:47AM
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De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.
Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objectos de horror co'a ideia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.»
tiago.
is on page 54 of 250
«E vós, oh cortesãos da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coração de horrores.»
— Dec 03, 2019 04:11PM
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Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!
Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar meu coração de horrores.»
















