Na escola, chamávamos-lhe o Urso. Penso que, ao princípio, era por ele não ter pai. O senhor não é daqui, de modo que, se calhar, não sabe, mas é uma tradição nos nossos vales. As crianças sem pai são filhos do urso, e pronto. E para nós, miúdos, era por isso que ele tinha tanta força e aquelas patas possantes. Além disso, não sabia falar, apenas rosnar. Portanto, era o Urso, nada mais evidente para alcunha.
— Jul 04, 2026 12:56PM
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