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Ana
Ana is on page 149 of 616 of Poemas
hoje poderia sentir a exaltação, comer
polpa de flores, argila,
deitar-me no verão e serem
asas todo o veneno

contigo caminho até à margem. todos os dias
atordoa a memória do entardecer,
como se um vento alheio
os dispersasse

a língua é vagarosa sabe
um sabor de saibro
então acontece pensar, é

uma corola, é o sol, é
um muito elementar milagre,
um favor exaltado.
Aug 04, 2023 01:14PM Add a comment
Poemas

Ana
Ana is on page 53 of 132 of No Longer Human
Once in a while, it is true, I have experienced a vague sense of regret at losing something, but never strongly enough to affirm positively or to contest with others my rights of possession. This was so true of me that some years later I even watched in silence when my own wife was violated.
Aug 04, 2023 01:08PM Add a comment
No Longer Human

Ana
Ana is on page 107 of 616 of Poemas
como viver com estas minúsculas
intempéries, a régua sobre a mesa, a chuva
pendurada nos altos telégrafos da paciência?
o passado levanta as lajes, dentro
do ar as sapatilhas vivem a sua luz ausente.
como nos escapa o que não há ainda!, os barcos
verde claro, e o retrato da sua casa iluminada,
(...)
Jul 30, 2023 02:29AM Add a comment
Poemas

Ana
Ana is on page 123 of 288 of Fundação e Império (Foundation #2)
Mas o que mantém forte um imperador? O que manteve Cleon forte? É óbvio. Ele é forte porque não permite súbditos fortes. Um cortesão que se torne demasiado rico, ou um general que se torne demasiado popular, é perigoso. Toda a história recente do Império prova isso a qualquer imperador suficientemente inteligente para ser forte.
Jul 30, 2023 02:21AM Add a comment
Fundação e Império (Foundation #2)

Ana
Ana is on page 400 of 449 of Diário - Volume 2 1959-1969
Será a realidade por natureza obsessiva? Assim sendo, construirmos os nossos mundos associando fenómenos não me surpreenderia se, no início dos tempos, houvesse uma dupla associação. É ela que define a direcção no caos e é o início da ordem.
Existe algo na consciência como se fosse uma armadilha para si mesma.
Jul 21, 2023 05:48AM Add a comment
Diário - Volume 2 1959-1969

Ana
Ana is on page 297 of 449 of Diário - Volume 2 1959-1969
O amor é dignidade. Foi o que me quis parecer, com a minha idade; quanto maior a derrota biológica, mais de torna necessária a paixão do fogo ardente, é melhor uma pessoa queimar-se do que se extinguir devagarinho como um cadáver (...)
Jul 16, 2023 12:35PM Add a comment
Diário - Volume 2 1959-1969

Ana
Ana is on page 100 of 449 of Diário - Volume 2 1959-1969
A arte é tão pessoal que, em verdade, todo o artista a começa do princípio ー e cada um fá-la por si, para si mesmo ー é a descarga de uma existência, de um destino, de um mundo à parte. Nos seus efeitos, nos mecanismos do seu impacto ー social; na sua concepção e no seu espírito ー é individual, singular, concreta, única.
Jul 09, 2023 02:49AM Add a comment
Diário - Volume 2 1959-1969

Ana
Ana is on page 205 of 256 of A Prática da Natureza Selvagem
Por muito humilde que seja a sua categoria social, o trabalhador qualificado possui dignidade e orgulho - e as suas competências são necessárias e respeitadas. (...) A mística da aprendizagem de uma arte no Extremo Oriente acabou por alcançar todos os cantos da cultura japonesa (...) O zen (...) A sua vida comunitária e a sua disciplina têm algo em comum com a aprendizagem de um ofício tradicional.
Jul 03, 2023 04:46AM Add a comment
A Prática da Natureza Selvagem

Ana
Ana is on page 107 of 256 of A Prática da Natureza Selvagem
(...)ilusão de que cada um de nós é uma espécie de "conhecedor solitário" - que existimos como inteligências desenraizadas, sem camadas de contextos localizados. Apenas um "eu" e o "mundo". Nesta visão, não há um verdadeiro reconhecimento de que os avós, o lugar, a gramática, os animais de estimação, os amigos, os amantes, os filhos (...), os poemas e as canções que recordamos são aquilo com que pensamos.
Jun 27, 2023 04:12AM Add a comment
A Prática da Natureza Selvagem

Ana
Ana is on page 155 of 288 of Fundação (Foundation #1)
Mas ele era rei. E os reis podiam mandar executar pessoas.
Até mesmo tios e primos.
Jun 25, 2023 12:32AM Add a comment
Fundação (Foundation #1)

Ana
Ana is on page 200 of 424 of O Eremita Viajante [haikus – obra completa]
partamos em viagem
contemplemos a lua
e durmamos ao ar livre!
Jun 18, 2023 09:39AM Add a comment
O Eremita Viajante [haikus – obra completa]

Ana
Ana is on page 100 of 424 of O Eremita Viajante [haikus – obra completa]
as ondas do mar azul
cheiram a saké ー
esta noite vai estar lua cheia
Jun 16, 2023 03:48AM Add a comment
O Eremita Viajante [haikus – obra completa]

Ana
Ana is on page 40 of 67 of A Estrada Menos Viajada
Leio, num
jornal ao
acaso, que
os anéis de
Saturno
emitem melodias,
quando atingidos
por meteoritos. Assim,
creio, também
a nossa vida,
os muitos
anéis da nossa
vida, emitem
melodias quando
algo que,
não sendo
interno à
própria vida, a
toca, a fende,
a atinge, a
estremece ou
a disseca.
(...)
Jun 13, 2023 03:57AM Add a comment
A Estrada Menos Viajada

Ana
Ana is on page 97 of 301 of O Japão Antes do Budismo
OKokijie oNihon Shoki os mais antigos documentos escritos do povo japonês (...), consideram de extrema antiguidade o culto da deusa Sol. Embora esta afirmação seja em grande parte reflexo do interesse de classe, parece realmente muito provável que se tenha praticado alguma forma de culto solar antes do povo do Iamato, autor destas narrativas, se ter organizado e ter penetrado na região.
May 28, 2023 08:40AM Add a comment
O Japão Antes do Budismo

Ana
Ana is on page 67 of 184 of O Labirinto da Saudade
O momento parece propício não apenas para um exame de consciência nacional que raras vezes tivemos ocasião de fazer, mas para um reajustamento, tanto quanto possível realista, do nosso ser real à visão do nosso ser ideal. Nenhum povo (...), pode viver sem uma imagem ideal de si mesmo. Mas nós temos vivido sobretudo em função de uma imagem irrealista, o que não é a mesma coisa.
May 25, 2023 04:48AM Add a comment
O Labirinto da Saudade

Ana
Ana is on page 420 of 614 of Moby Dick
A despeito da sua idade e da sua barbatana mutilada, dos seus olhos cegos, o animal estava votado ao assassínio para fornecer claridade aos festivos casamentos e a outras alegrias humanas - para não falar da iluminação das igrejas onde tudo rescende a bondade.
May 11, 2023 04:50AM Add a comment
Moby Dick

Ana
Ana is on page 87 of 128 of Sol e aço
Palavras acabam assim que pronunciadas, assim que escritas. Através da acumulação destes "encerramentos", através da ruptura momento-a-momento do senso de continuidade da vida, palavras adquirem um certo poder. No mínimo, diminuem numa certa medida o terror omnipotente das vastas paredes brancas da sala de espera onde aguardamos a chegada do médico, o absoluto.
May 08, 2023 04:51AM Add a comment
Sol e aço

Ana
Ana is on page 125 of 160 of Cartas a Um Jovem Poeta
Não se observe em demasia. Não tire conclusões demasiado apressadas do que lhe acontece; deixe simplesmente que aconteça. Caso contrário, chegará com demasiada facilidade a olhar com censuras (quer dizer: moralmente) o seu passado, o qual está naturalmente envolvido em tudo o que agora vem ao seu encontro.
May 06, 2023 04:00AM Add a comment
Cartas a Um Jovem Poeta

Ana
Ana is on page 232 of 614 of Moby Dick
Vem, que Ahab envia-te cumprimentos; vem ver se me podes vergar! (...) Vergar-me? O caminho da minha resolução é um caminho de ferro onde a minha alma se encontra carrilada. Para além das gargantas insondáveis, através do coração árido das montanhas, sob o leito das torrentes, eu avanço implacavelmente. Nada me pode deter no meu caminho de ferro, nem obstáculo nem travessa.
May 01, 2023 05:00AM Add a comment
Moby Dick

Ana
Ana is on page 111 of 614 of Moby Dick
É provável que tenham visto muitas embarcações no decurso da vossa existência: lugres com a ponta quadrada, montanhosos juncos japoneses e galeotas semelhantes a caixas de manteiga, além do mais; mas, acreditem-me, nunca viram um navio tão estranho como o velho e singularPequod.

Loving the humor, the irony and the writing.
Apr 26, 2023 08:34AM Add a comment
Moby Dick

Ana
Ana is on page 116 of 214 of Apresentação do Rosto
Não se sabe bem então como é.
Como ciência rudimentar existe o terror, máquina apocalíptica do pressentimento.
Este sabor desordenado instala-se no sonho, é aí que trepida um velho motor furioso.
É o coração, imagine-se ー um órgão de profecia.
Apr 24, 2023 06:13AM Add a comment
Apresentação do Rosto

Ana
Ana is on page 107 of 181 of The Sailor Who Fell from Grace with the Sea
The room as a whole, feverish with a vestige of the noon heat, was as black as the inside of a large coffin, everywhere a shade of darkness, and alive with jostling particles of something Noboru had never seen, the blackest thing in all the world.
Apr 16, 2023 11:09AM Add a comment
The Sailor Who Fell from Grace with the Sea

Ana
Ana is on page 35 of 128 of Sol e aço
quando as palavras viram propriedade particular e o homem começa a usá-las de maneira pessoal e arbitrária, aí começa sua transformação em arte.
Apr 11, 2023 06:03AM Add a comment
Sol e aço

Ana
Ana is on page 69 of 160 of Sede de Amar
Havia qualquer coisa que perturbava Etsuco. Era como uma sede que a devorava ー uma sede como a do bêbado que, mesmo receando ficar doente por continuar a beber, acaba por erguer novamente a garrafa.
Apr 07, 2023 02:46PM Add a comment
Sede de Amar

Ana
Ana is on page 127 of 260 of Tarass Bulba
"Através do fumo denso que envolveu os dois exércitos, já não se viam as baixas nas fileiras de um lado e de outro, mas os polacos sentiram que as balas voavam muito densas e que a sorte não lhes sorria(...) Os cossacos tinham baixas ligeiras e continuavam a disparar, sem fazer uma pausa. (...) "Mas que bravos são os cossacos. Assim devem combater outros em outras terras!" "
Mar 29, 2023 02:47PM Add a comment
Tarass Bulba

Ana
Ana is on page 303 of 432 of Os Animais
Contemplando as ruínas da cabana de Bashô.
"eu primeiro !"
diz a rã saltando ー
velho tanque
Mar 26, 2023 10:48AM Add a comment
Os Animais

Ana
Ana is on page 303 of 432 of Os Animais
"
Contemplando as ruínas da cabana de Bashô.

<>
diz a rã saltando ー
velho tanque "
Mar 26, 2023 10:44AM Add a comment
Os Animais

Ana
Ana is on page 114 of 432 of Os Animais
no chão a sombra do meu chapéu
é um halo de santidade ー
uma cigarra chia
Mar 21, 2023 03:30PM Add a comment
Os Animais

Ana
Ana is on page 60 of 432 of Os Animais
a poeira deste mundo
pesa no meu corpo ー
voa borboleta!
Mar 19, 2023 04:43PM Add a comment
Os Animais

Ana
Ana is on page 67 of 140 of A Pedra-Que-Mata
Oculta pelos flocos de neve,
a cor das tuas pétalas
pode estar escondida:
contudo exala o teu perfume
para que os homens saibam que és uma flor.

ONO TAKAMURA
Mar 15, 2023 11:22AM Add a comment
A Pedra-Que-Mata

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