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Marta Silva
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Desistir
“Uma única vida é pouco. Para se fazer aquilo que se sabe, se pode, se quer e se deve fazer é preciso deixar muitas outras coisas para trás. Essa é a conclusão a que se chega logo no fim da adolescência.”
Feb 23, 2025 02:18PM
Abraço

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Marta’s Previous Updates

Marta Silva
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Um escritor sem caneta
“Continuo a caminhar e chego ao carro.Está um polícia com um bloco de multas.Diz-me que não deixei moedas suficientes no parquímetro.Pergunta-me o nome,(…). Pergunta-me a profissão e,depois de algum silêncio,não sei o que lhe responder.Escreve:desempregado.Depois pede-me para assinar.Olho para ele, as suas mãos a estenderem-me o bloco de multas, e digo-lhe que não tenho caneta.”
Feb 28, 2025 12:37PM
Abraço


Marta Silva
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Debaixo da roupa, estamos todos nus
“Desde que cobri o braço esquerdo com tatuagens que sei aquilo que sentem as mulheres com decotes. É muito frequente o olhar das pessoas que estão a falar comigo fugir-lhes para o meu braço. Depois, disfarçam.”
Feb 09, 2025 08:52AM
Abraço


Marta Silva
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Os meus pecados
“Apesar de ser óbvio para todos que as meninas tinham menos pecados do que os rapazes, tentávamos avaliar a gravidade dos seus pecados pelo tempo que demoravam a rezar ave-marias e pais-nossos. As meninas rezavam de olhos fechados.”
Jan 25, 2025 05:21AM
Abraço


Marta Silva
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Os malucos
“As pessoas diziam “os malucos”. Eu era pequeno. Era livre, mas tinha medo. As pessoas diziam “os malucos”, e metiam medo às crianças: o mudo, o Cabeça Torta, a Albina, o Octávio, a mulher que fala muito, o Firmino.”
Jan 14, 2025 12:12AM
Abraço


Marta Silva
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As distracções dos cachopos
“Eu e os outros cachopos da Rua de S. João jogávamos muito à bola. Na maior parte das vezes, usávamos as portas das pessoas como balizas e, de cada vezes que marcávamos um golo, tínhamos que fugir, porque vinha lá de dentro a dona da casa para ralhar connosco. As mulheres estavam sempre a queixar-se: “Os cachopos não param quietos” ou “Ai, os cachopos”.
Jan 07, 2025 01:13PM
Abraço


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