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lalala Manel
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2 sistemas de significação exemplo (semiológico e mitológico): Palavra Populações;
Populações no sentido semiológico: significado normal/semiologico grupo pessoas etc, significante a sua materialização psíquica/linguistica/morfologica, ideia palavra som.
Populações no sentido mitológico, quando associada a comunicados do gov francês sobre colónias: Toma o significante semiológico como primeiro termo
Jan 25, 2026 04:30AM
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Jan 20, 2026 04:42AM
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Amélia se leres lê esta edição que vais gostar do prefácio
Jan 18, 2026 01:06PM
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lalala Manel Toma o significante semiológico como primeiro termo, como ponto de partida, ou seja, como significado, e constrói um significante que estabelece toda uma significação colonialista, onde a ideologia, dado a preocupação com descrição “fidedigna” da realidade ter sido ultrapassada, estando já presente no significado( que é já significante/signo completo do 1 sistema, o semiológico), constrói toda uma conotação (a denotação “fidedigna” já está presente graças ao 1 termo ser o signo do 1 sistema) que se aproveita do backdrop of meaning do significado(signo/significante semiológico do 1 sistema) para ter uma base mínima de história, realidade e geografia, que funcionam ao mesmo tempo como ponto de partida e como sombra pra se esconder atrás. Esvaziam essa primeira história pra introduzirem a sua própria, mas sem nunca o fazer por completo, mantendo uma relação mínima e dissimulada com a realidade, mantendo o mínimo da transparência e correspondência entre significantes e significados, e ocultando a mistificação, ie. todo um novo sistema que se ergue para mistificar as “representações originais”


lalala Manel ie: Hjelmslev


lalala Manel Ex: Negro salutar bandeja francesa, Ok, sei o que a palavra/imagem diz, o que significa, mas há claramente um surplus of meaning, of significação, que foge a economia de representação da imagem, que não é admitido e assimilado a 100% pelos leitores enquanto operários (😂), e que circula no Outro do significado, Outro neste caso social, que o usa para os explorar enquanto ideologia com óbvias consequências materiais/reais.


lalala Manel Aka, significa uma pessoa a salutar uma bandeira, mas significa o mito de um patriotismo colonialista, universaliza uma condição particular (e exploratória) e reduz o outro (técnicas pequeno burguesas par excellence). Paralelo com Sentido manifesto é latente Freud, à um sentido manifesto literal, homem bandeira, e outro latente, colonial imperialista, sendo que o sentido e Jouissance do 2 sentido circula no outro, não sendo subjectivizado, the other gets off on the symptom, mito enquanto sintoma, mas não será isto advocação escondida de transparência ingénua entre termos e significados e significantes e sistemas e etc??


lalala Manel Sentido latente e manifesto no que toca aos sonhos btw


lalala Manel “Literalmente, o conceito (significado 2 sistema mit.) deforma mas não leva à abolição do sentido (significante 1 sistema semiol.) : ele aliena-o.” Aqui o significado pode deformar o “referente”, porque há um sistema de meaning que o precede, um sentido prévio, no qual aliás este se baseia para criar novos sentidos e significacaoes, mas sempre sem o abolir completamente, mais uma vez relação codependente como a entre conteúdo latente e manifesto do sonho. Mais uma metáfora (alienação) pra levar a paralelismo marxista


lalala Manel “O ponto de partida do mito é constituído pelo ponto de chegada de um sentido”


lalala Manel Assim, o significante tem 2 faces, uma face cheia, que é a do sentido, e uma vazia, que é a da forma (significante do 2 sistema, o mitológico); assim, o mito tem um álibi perpétuo, duas faces pra dispor sempre de um alhures: o sentido está sempre disponível para apresentar a forma; a forma está sempre disponível para distanciar o sentido. Nunca à contradição pois nunca se encontram no mesmo ponto


lalala Manel “Do mesmo modo, se eu viajar de automóvel e olhar a paisagem através do vidro poderei acomodar à vontade a vista à paisagem ou ao vidro: tão depressa apreenderei a presença do vidro e a distância da paisagem como, pelo contrário, a transparência do vidro e a profundidade da paisagem; mas o resultado desta alternância será constante: o vidro será para mim simultaneamente presença e vazio, a paisagem será para mim igualmente irreal e plena. De igual modo no significante mítico: a forma é nele vazia mas presente, o sentido está nele ausente e contudo pleno. Não poderei admirar-me desta contradição, a não ser que suspenda voluntariamente este torniquete de forma e de sentido, que acomode a vista sobre cada um deles como se se tratasse de um objecto distinto do outro, e que aplique ao mito um processo estático de decifração: em resumo, a não ser que contrarie a sua mecânica própria, passando, numa palavra, do estado de leitor ao de mitólogo.”


lalala Manel


E é ainda esta duplicidade do significante que vai determinar os caracteres da significação. Sabemos, daqui por diante, que o mito é uma fala definida muito mais pela sua intenção (sou um exemplo de gramática) do que pela sua letra (chamo-me leão); e que, todavia, a intenção é nele de certo modo estereotipada, purificada, eternizada, tornada ausente pela letra. (O Império francês? Mas trata-se de um simples facto: este bravo negro que faz a saudação como um moço da nossa terra.) Esta ambiguidade constitutiva da palavra mítica vai acarretar para a significação duas consequências: vai apresentar-se ao mesmo tempo como uma notificação e como uma constatação.”


lalala Manel “Resta examinar um último elemento da significação: a sua motivação. Sabe-se que, na língua, o signo é arbitrário: nada obriga «naturalmente» a imagem acústica árvore a significar o conceito árvore: o signo, aqui, é imotivado. No entanto, esse arbitrário tem limites, que resultam das relações associativas da palavra: a língua pode produzir um fragmento de signo por analogia com outros signos (por exemplo, diz-se aimable¹ e não amable por analogia com aime). A significação mítica, essa, nunca é completamente arbitrária, é sempre em parte motivada, contém fatalmente uma parcela de analogia. Para que a exemplaridade latina reencontre a denominação do leão, é preciso uma analogia, que é a concordância do atributo: para que a imperialidade francesa se apodere do negro que saúda, é necessária uma identidade entre a saudação do negro e a saudação do soldado francês. A motivação é imprescindível à própria duplicidade do mito, pois o mito joga com a analogia do sentido e da forma: não há mito sem forma motivada².”

Do ponto de vista ético, o que há de embaraçante no mito é precisamente o facto de que a sua forma é motivada. Porque, se há uma «saúde» da linguagem, é a arbitrariedade do signo que a torna possível. O que há de repugnante no mito é o recurso a uma falsa natureza, é o luxo das formas significativas, como nesses objectos que decoram a sua utilidade com uma aparência natural. A vontade de carregar a significação de toda a caução da natureza provoca uma espécie de náusea: o mito é demasiado rico, e o que ele tem a mais é, precisamente, a sua motivação. Essa repugnância é a mesma que sinto perante as artes que não querem escolher entre a physis e a antiphysis, utilizando a primeira como ideal e a segunda como poupança. Eticamente, há uma espécie de baixeza em jogar nos dois tabuleiros.


lalala Manel Physis = naturalização do sentido
• Antiphysis = reconhecimento do artifício
• O mito = artifício que disfarçado de natureza


lalala Manel “O mito é um sistema ideológico puro, em que as formas são ainda motivadas pelo conceito que representam sem, contudo, mesmo de longe, recobrirem a sua totalidade representativa”


lalala Manel “A duplicidade do significante do mito, simultaneamente sentido e forma, significado e significante, graças à existência dos dois sistemas (mit. e semiol.)


lalala Manel “Para o leitor de mitos tudo se passa como se a imagem provocasse naturalmente o seu conceito, como se o significante fundasse o significado: o mito existe a partir do momento preciso em que a imperialidade francesa passa ao estado de natureza: o mito é uma fala excessivamente justificada”


lalala Manel “A poesia, pelo contrário, tenta reencontrar uma infra-significação, um estado pré-semiológico da linguagem; numa palavra, ela esforça-se por transformar de novo o signo em sentido: o seu ideal — tendencial — seria atingir, não o sentido das palavras, mas o próprio sentido das coisas. É por isso que ela perturba a língua, aumenta tanto quanto pode a abstração do conceito e o arbitrário do signo e distende até ao limite do possível a ligação do significante e do significado; a estrutura de «flutuação» do conceito é aqui explorada ao máximo: contrariamente à prosa, é todo o potencial do significado que o signo poético procura tornar presente, na esperança de atingir enfim uma espécie de qualidade transcendente da coisa, o seu sentido natural (e não humano).
Daí as ambições essencialistas da poesia, a convicção de que só ela apreende a coisa mesma, na medida precisamente em que se pretende uma antilinguagem. Em suma, de todos os utilizadores da palavra, os poetas são os menos formalistas, porque só eles crêem que o sentido das palavras não é mais do que uma forma, com a qual os realistas que eles são não poderiam contentar-se.
É por isso que a nossa poesia moderna se afirma sempre como uma morte da linguagem, uma espécie de análogo espacial, sensível, do silêncio. A poesia ocupa a posição inversa do mito: o mito é um sistema semiológico que pretende superar-se em sistema factual; a poesia é um sistema semiológico que pretende contrair-se em sistema essencial.


lalala Manel “Mas, ainda aqui, como na linguagem matemática, é a própria resistência da poesia que faz dela uma presa ideal para o mito: a desordem aparente dos signos, face poética de uma ordem essencial, é capturada pelo mito, transformada em significante vazio, que servirá para significar a poesia. Isto explica o carácter improvável da poesia moderna: recusando ferozmente o mito, a poesia entrega-se-lhe de pés e mãos atados. Inversamente, a regra da poesia clássica constituía um mito consentido, de que o arbitrário resplandecente tirava uma certa perfeição, dado que o equilíbrio de um sistema semiológico depende da arbitrariedade dos seus signos.

O consentimento voluntário ao mito pode, aliás, definir toda a nossa Literatura tradicional: normativamente, essa Literatura é um sistema mítico caracterizado: há um sentido, o do discurso; há um significante, que é esse mesmo discurso como forma ou escrita; há um significado, que é o conceito de literatura; há uma significação, que é o discurso literário.

Abordei este problema em O Grau Zero da Escrita, que não era, no fim de contas, mais do que uma mitologia da linguagem literária. Definia aí a escrita como significante do mito literário, isto é, como uma forma já plena de sentido e que recebe do conceito de Literatura uma significação nova. Sugeri que a história, modificando a consciência do escritor, tinha provocado, há cerca de uma centena de anos, uma crise moral da linguagem literária: a escrita revelou-se como significante, a Literatura como significação; rejeitando a falsa natureza da linguagem literária tradicional, o escritor deportou-se violentamente para uma antinatureza da linguagem.

A subversão da escrita foi o acto radical pelo qual um certo número de escritores tentaram negar a literatura como sistema mítico. Cada uma das suas revoltas foi uma morte da Literatura como significação: todas elas postularam a redução do discurso literário a um sistema semiológico simples, ou mesmo, no caso da poesia, a um sistema pré-semiológico; era uma tarefa imensa, que exigia atitudes radicais: sabe-se que alguns foram até ao desaparecimento puro e simples do discurso, manifestando-se o silêncio, real ou transposto, como a única arma possível contra o poder máximo do mito: a sua recorrência.

Revela-se, pois, extremamente difícil reduzir o mito desde o interior, porque o próprio movimento que fazemos para nos libertarmos dele, ei-lo que se torna, por sua vez, presa do…



Nota 13
Reencontramos, aqui, o sentido, tal como o entende Sartre, enquanto qualidade natural das coisas, situada fora de um sistema semiológico (Saint Genet, p. 283).”


lalala Manel A linguagem do escritor não tem por incumbência representar o real, mas significa lo. Isto impõe à crítica 2 métodos, idealmente conjugados: julgar o realismo como substância ideológica(temas marxistas na obra de bretch) ou como valor semiológico (objetos cores música na dramaturgia bretchiana)


lalala Manel “O que o mundo fornece ao mito é um real histórico, definido, remontando tão longe quanto seja necessário, pela maneira como os homens o produziram ou utilizaram; e o que o mito restitui é uma imagem natural deste real. E, da mesma forma que a ideologia burguesa se define pela defecção do nome burguês, também o mito é constituído pela perda da qualidade histórica das coisas: as coisas perdem nele a memória da sua fabricação. O mundo entra na linguagem como uma relação dialéctica de actividades, de actos humanos; sai do mito como um harmonioso quadro de essências. Operou-se uma prestidigitação que inverteu o real, que o esvaziou de história e o encheu de natureza, que retirou às coisas o seu sentido humano de modo a fazê-lhe significar uma insignificância humana. A função do mito é a de evacuar o real: ele é literalmente um escorrer incessante, uma hemorragia, ou, se se preferir, uma evaporação, em resumo, uma ausência sensível.

No caso do soldado-negro, por exemplo, o que é evacuado não é, certamente, a imperialidade francesa (bem pelo contrário, é ela que há que tornar presente), mas a qualidade contingente, histórica, numa palavra: fabricada, do colonialismo. O mito não nega as coisas, a sua função é, pelo contrário, falar delas; simplesmente, ele purifica-as, torna-as inocentes, funda-as enquanto natureza e eternidade, dá-lhes uma clareza que não é a da explicação, mas a da constatação: se eu constatar a imperialidade francesa sem a explicar, pouco basta para que eu a ache natural, óbvia: eis-me tranquilizado. Passando da história à natureza, o mito faz uma economia: provoca a abolição da complexidade dos actos humanos, dá-lhes a simplicidade das essências, suprime toda a dialéctica, toda a elevação para além do imediatamente visível, organiza um mundo sem contradições porque sem profundidade, as coisas tem a aparência de significar por si sós”


lalala Manel “O mito é sempre uma metalinguagem: a despolitização que ele opera intervém muitas vezes sobre um fundo já naturalizado, despoliticizado por uma metalinguagem geral


lalala Manel Leia-se, uma linguagem não contigente e histórica, mas universal e natural


lalala Manel “não há, na sociedade burguesa, um mito «de esquerda» sobre o casamento, a cozinha, a casa, o teatro, a justiça, a moral, etc. E, depois, é um mito acidental, o seu uso não faz parte de uma estratégia, como é o caso do mito burguês, mas somente de uma táctica, ou, no pior dos casos, de um desvio; se ele se produz, é um mito apropriado a uma comodidade, não a uma necessidade.

Enfim, e sobretudo, é um mito pobre, essencialmente pobre, não sabe proliferar; produz por encomenda e com um objectivo temporal limitado, inventa-se mal. Falta-lhe um poder capital: o da efabulação. O que quer que faça, algo de rígido e de literal nele persiste, um cheiro a mofo de palavra-de-ordem: como se diz de forma expressiva, ele permanece seco. Haverá algo de mais magro, na verdade, do que o mito estalinista? Nenhuma invenção, aqui, mas sim uma apropriação inábil: o significante do mito (essa forma de que conhecemos a infinita riqueza do mito burguês) não é de modo nenhum variado: reduz-se à litania. Fala da esquerda define se pela fala do oprimido, monótona e imediata por natureza, como a miséria , a meta linguagem é um luxo”


lalala Manel A pseudo physis burguesa constitui plenamente uma proibição ao homem de se inventar, traça os limites em que é permitido sofrer sem remexer o mundo, imóvel


lalala Manel “Parece tratar-se, não dos próprios mitólogos, mas da ideologia da mesma forma que o historiador se ocupa do próprio vinho. Hoje, e de momento, não há senão uma dificuldade própria da época: esta escolha só pode incidir sobre dois métodos igualmente excessivos: ou supor um real inteiramente permeável à história, e ideologizar; ou, inversamente, supor um real finalmente impenetrável, irredutível, desse caso, poetizar. Numa palavra, não vejo ainda uma síntese entre a ideologia e a poesia (entendo por poesia, de um modo muito geral, a busca de um sentido inalienável das coisas). Dá-nos sem dúvida a própria medida da nossa alienação: vogamos sem cessar entre um objecto e a sua desmistificação, impotentes para restituir a sua totalidade: porque, se penetramos no objecto, libertamo-lo mas destruímo-lo; se lhe deixamos o seu peso, respeitamo-lo mas restituímo-lo ainda mistificado. Pareceria que estamos condenados, por um certo tempo, a falar sempre excessivamente do real. E que, sem dúvida, o ideologismo e a exegese são atitudes mágicas, aterrorizadas e cegas e fascinadas pela dilaceração: uma reconciliação é isso que devemos desejar, e da explicação do real e dos homens, da descrição e da explicação do objecto e do saber.”


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