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Márcio ten Cate
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"No porão, onde a luz custava muito a chegar, Dorica dava o seio ao filho pela primeira vez. Vai ser Fortunato, como a Zuleica quer, disse." p. 260
Feb 10, 2026 06:35AM
A Barca dos Homens

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Márcio’s Previous Updates

Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 244 of 260
"Um menino. Ah, eu sabia, gritou Zuleica, tinha de ser hoje, não podia passar de hoje. Dona Eponina disse quieta minha filha, não começa! Não podia passar de hoje, continuava Zuleica. Morre um, nasce outro. É sempre assim, esta raça não acaba nunca! Por que, por que deixou que ela engrossasse, que ela parisse?"
Feb 10, 2026 06:33AM
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Márcio ten Cate
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"De minha parte é sempre assim, sei que o Fedento existe de verdade, na hora não dou conta, vou engrossando meus pecados."
Feb 10, 2026 06:30AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 140 of 260
"Esta era a voz que ele devia escutar sempre. Margarida, que gozava gritando, que sabia fingida quando dizia me espera um pouco, neguinho, mas não o humilhava." p. 140
Feb 10, 2026 06:27AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 105 of 260
"(...) E aqueles santos, aquele Deus novo para quem às vezes apelava, não podiam salvá-la. Suas mãos tateavam o escuro: como o primeiro homem ao descobrir o primeiro raio, a primeira morte, o primeiro corpo apodrecendo, a primeira gravidez, a primeira doença, o primeiro fogo, o primeiro sacrifício, o primeiro coração doendo miúdo. A construção desabava e só lhe restavam as mãos e as coisas." p. 105
Feb 10, 2026 06:24AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 104 of 260
"Não voltava os olhos para o céu, mergulhava-os na terra, nas coisas inanimadas que de repente adquiriam vida e feriam ou salvavam, por um processo estranho de simpatia e proximidade. As coisas viviam e feriam. Toda a alma negra, todo o continente africano que repousava fundo no seu peito sofrido, como sepultado, ganhava força, surgia das trevas, para viver em gritos, terrível (...)" p. 104
Feb 10, 2026 06:22AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 76 of 260
"O soldado Deodato reparou nos olhos do soldado mais novo. Disse, mais de maldade, vc sabe como é uma pessoa levar um balaço?Os olhos de Domício desfaleciam. É assim: vc está quieto, crente na sua arma. Vc sente um zunido, um baque, às vezes nem o zunido. É um baque danado, como um choque elétrico. Na hora não dói, mas o choque é pior que se a coisa doesse. Então vc fica sabendo que foi atirado. Só isso. Mais nada.
Jan 19, 2026 02:55AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 46 of 260
"(...) os olhos cegos voltados para o escuro daquela dor que sentia no fundo da alma, os olhos como neblina. Nem Tônho lhe valia naquelas ocasiões. Era esperar passar. Passava. Mas doía de morte." p. 46
Jan 19, 2026 02:40AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 45 of 260
"Andava descalço, feria os pés, varava a ilha de um extremo ao outro, uivava, andava, corria nas praias desertas, não podia dormir enquanto não sentisse o corpo molambo. Mesmo com o corpo molambo, só conseguia dormir uma ou duas horas. Para depois tornar a andar, a uivar, a correr, a uivar, a andar, a gritar, a correr, a uivar sem eco. Quando andava, no seu seu delírio, não enxergava nada, os olhos cegos (...)"
Jan 19, 2026 02:39AM
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Márcio ten Cate
Márcio ten Cate is on page 21 of 260
"À noite, quando a barca estava de quilha para o céu, na areia, era como uma dona dormindo o seu ventre cheio de crianças. Mas a barca Madalena há muito estava encostada nos encolhos, o casco pedindo breu e remendo. A barca só servia para abrigar Tônho quando bêbado vinha bamboleando à sua procura, como um menino procura o seio de sua mãe, para dormir no seu bojo, para sonhar grandes peixes." p. 21
Jan 19, 2026 02:36AM
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