Patricia’s Reviews > Obra Completa de Álvaro de Campos > Status Update
Patricia
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Carnaval
(…)
Cada momento é um carnaval imenso,
Em que ando misturado sem querer.
Se penso nisto maça-me viver
E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso
De mais… balbúrdia que entra pela cabeça
Dentro a quem quer parar um só momento
Em ver o que é que faz ao pensamento
Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça…
— Nov 28, 2023 03:33PM
(…)
Cada momento é um carnaval imenso,
Em que ando misturado sem querer.
Se penso nisto maça-me viver
E eu, que amo a intensidade, acho isto intenso
De mais… balbúrdia que entra pela cabeça
Dentro a quem quer parar um só momento
Em ver o que é que faz ao pensamento
Antes que o ser e a lucidez lhe esqueça…
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Patricia
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Opiário
‘É antes do ópio que minh’alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um Oriente ao oriente do Oriente.
(…)
Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento.
E ver passar a Vida dá-me tédio.’
— Nov 12, 2023 04:53PM
‘É antes do ópio que minh’alma é doente.
Sentir a vida convalesce e estiola
E eu vou buscar ao ópio que consola
Um Oriente ao oriente do Oriente.
(…)
Por isso eu tomo ópio. É um remédio.
Sou um convalescente do Momento.
Moro no rés-do-chão do pensamento.
E ver passar a Vida dá-me tédio.’
Patricia
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‘Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanta a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.’
— Nov 12, 2023 04:30PM
Tenho tanta a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.’
Patricia
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The beginning of Álvaro de Campos
Tão pouco heráldica a vida!
Tão sem tronos e ouropéis quotidianos!
Tão de si própria oca, tão do sentir-se despida
Afogai-me, ó ruído da ação, no som dos vossos oceanos! (..)
Levai-me para longe de eu saber que vivo e que sinto
Enchei de banal e de material o meu ouvido vosso
A vida que vivo é a vida que me minto
Só tenho aquilo que, e só quero o que ter não posso
— Nov 12, 2023 04:22PM
Tão pouco heráldica a vida!
Tão sem tronos e ouropéis quotidianos!
Tão de si própria oca, tão do sentir-se despida
Afogai-me, ó ruído da ação, no som dos vossos oceanos! (..)
Levai-me para longe de eu saber que vivo e que sinto
Enchei de banal e de material o meu ouvido vosso
A vida que vivo é a vida que me minto
Só tenho aquilo que, e só quero o que ter não posso

