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Alexandra Lucas Coelho Alexandra Lucas Coelho > Quotes

 

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“Amor de cachorro é imortal, e cachorro sempre morre, o que é terrível para os humanos mas do ponto de vista do cachorro está certo, morrer quem ele ama seria insuportável. Amor é: ser evidente que preferimos morrer antes.”
Alexandra Lucas Coelho, Deus-dará
“Eu sei que se pode ser feliz como os gatos por causa do sol ou apesar da chuva. E pode não se ser feliz como os gatos faça chuva ou faça sol.”
Alexandra Lucas Coelho, E a Noite Roda
“Toda a memória é individual, toda a morte é em vão.”
Alexandra Lucas Coelho
“E o que elas dirão, se você quer mesmo saber, é o que as mães, as avós diriam, ou não diriam, porque não era o estilo: raro é o homem que chegou a entender onde entrou e de onde saiu. Aliás: raro o homem que achou que havia algo para entender. Pode perguntar pra elas, as internautas do terceiro milénio que gostam de homens, com toda a probabilidade vai ouvir que, na vida de uma mulher, homem e orgasmo são duas entidades independentes, que se complementam mais do que coincidem.”
Alexandra Lucas Coelho, Deus-dará
“men aiuni: quando alguém te pede qualquer coisa e tu queres mais que simplesmente dar, queres dizer que é com a tua alma que dás, ou quando dizes algo e queres dizer que é da tua alma que o dizes, então dizes men aiuni.”
Alexandra Lucas Coelho, E a Noite Roda
“«No dia seguinte recebo o teu livro […] um livro inteiro escrito por ti. Leio-o sem querer que acabe, para saber quem és, e não há estranheza. Desconheço a história, mas reconheço-te. És aquele que eu vi, um homem como um fogo preso.»”
Alexandra Lucas Coelho, E a Noite Roda
“Book: "e a noite roda"
ed. Tinta da China

«No dia seguinte recebo o teu livro […] um livro inteiro escrito por ti. Leio-o sem querer que acabe, para saber quem és, e não há estranheza. Desconheço a história, mas reconheço-te. És aquele que eu vi, um homem como um fogo preso. A nossa intimidade estava certa.
E amanhã, e depois?
As páginas seguintes do meu caderno têm notas sobre Dylan Thomas, então lembro-me. Uma madalena molhada no chá, não para que tudo seja como foi, mas para que tudo se torne real.
“E dormem lassos os amantes
com as dores todas entre os braços”
Dylan Thomas por Dylan Thomas, voz vibrante de muito álcool. Depois Brel, Ferre, Moreau, Poe. O meu primeiro disco para ti, noite dentro»”
Coelho, Alexandra Lucas
“Sempre me afligiu todo o processo que nos tenta reduzir, que nos tenta encaixar.”
Alexandra Lucas Coelho
“Planícies de oliveiras num horizonte azulíssimo. Tamanho é o frio que não se formam nuvens, será isso. Estamos a ir para Campo Criptana, desde o século XVI terra de moinhos, daqueles redondos e brancos com velas negras.

Foi aqui que Quixote os combateu. Eram 30 ou 40 contra um. Agora são dez, no cimo de uma colina, com a aldeia aos pés.

Deixamos o carro junto ao mais alto, e quando saímos é como se nos dessem um golpe na cabeça. Já estava frio, mas agora está frio com pazadas de vento. Nem na Sibéria, em dezembro, me doeu tanto.

Avançamos com os cachecóis por cima da cara e as mangas puxadas até a ponta dos dedos, a segurar caderno e caneta.

— Está ali um homem – gritas tu.

— Vamos lá – grito eu.

O homem são dois, Anastasio e Crisanto, nomes que quem-nos-dera, mesmo Cervantes chamava-lhes um figo. Um tem 75, o outro 68 e sentam-se como na praia ao poente. De tanto para aqui virem, o vento já nem lhes toca. Este é o melhor moinho de todos, dizem eles, “nem demasiado largo, nem torto.” Chama-se Burleta.

Os velhos do mar têm barcos. Os velhos de Campo Criptana têm moinhos.”
Alexandra Lucas Coelho, E a Noite Roda

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