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Dulce Maria Cardoso Dulce Maria Cardoso > Quotes

 

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“Não há nada por que nos rirmos mas se nos rirmos não estamos sozinhos. A maneira de a directora falar não dá vontade de rir, se não estivéssemos nesta situação não nos teríamos começado a rir. Tempos conturbados. Não conseguimos parar de nos rir, as gargalhadas pegam-se umas às outras, rimo-nos, alto, mais alto, não me lembro de termos rido tanto e tão alto. São tempos conturbados, se nos rirmos não estamos sozinhos e talvez consigamos adormecer.”
Dulce Maria Cardoso, O Retorno
“A cabeça e o corpo da avó estavam a morrer, qualquer pessoa podia ver isso, só que a cabeça estava a morrer mais depressa do que o corpo e, se isso não magoava o corpo da avó, magoava o meu.”
Dulce Maria Cardoso, Eliete
“родих те, за да съм сигурна, че има някой способен да ме наскърби”
Dulce Maria Cardoso, Os Meus Sentimentos
“Ser feliz é estar distraído.”
Dulce Maria Cardoso, Em Busca da Felicidade: Dez Histórias
“Os dias de férias eram demasiado longos para as miúdas, o cansaço arrastava-os ainda mais, a infância era, como sempre, demasiado longa na sua brevidade. A infância longa e a vida breve.”
Dulce Maria Cardoso, Eliete
“Então a metrópole afinal é isto”
Dulce Maria Cardoso, O Retorno
“Nunca tendo sabido tratar desse bicho frágil e espantadiço a que chamavam felicidade, preocupava-me apenas em exibi-lo, deixara-o morrer à fome e à sede, mas continuava a exibir o seu cadáver, esperando que todos fizessem o favor de não me dizerem que haviam dado conta do mau cheiro.”
Dulce Maria Cardoso, Eliete
“Amanhã saio de casa"
e vais para onde se a única coisa que tens neste mundo é a sombra e mesmo assim é preciso que faça Sol?”
Dulce Maria Cardoso
“Tantas maçãs diferentes e os dias todos iguais.”
Dulce Maria Cardoso
“Gosto de conhecer pessoas. Não tenho a nossa espécie em grande
conta mas gosto de conhecer pessoas.”
Dulce Maria Cardoso, Coisas Que Acarinho E Me Morrem Entre Os Dedos
“Conheço o amor de ouvir falar”
Dulce Maria Cardoso
“Carregamos pela vida fora o amor que recebemos na infância. Como uma armadura indestrutível.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“усмивката е най-евтиното нещо, което можем да дадем на другите”
Dulce Maria Cardoso, Os Meus Sentimentos
“Nessa altura, eu era quase só o meu corpo, e o meu corpo era tão eterno como o vaivém das estações, nessa altura, a morte, a minha e a dos que eu amava, não passava de uma peça mal desenhada que eu nem tentava encaixar no parco entendimento da vida.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“Quando a verdade rasga, a mentira também serve para coser. Ou para cicatrizar.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“tenho a certeza de que aquilo que me liga ao Luís e ele a mim é um gigante invisível que nos distorceu as leis da amizade e do amor. Uma distorção indescritivelmente prazerosa. Como aquela que acontece quando uma poltrona é moldada, dia após dia, pelo peso de um corpo, transformando-se no seu ninho.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“Precisei de anos para perceber que estar desatenta é estar também desarmada, e que isso é mau. Precisei de décadas para perceber que estar desatenta é estar também desarmada, e que isso é bom.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“Os que sobrevivem aos que amam também morrem um bocadinho, pode-se morrer aos poucos e com vagar, a morte pode não ter pressa.”
Dulce Maria Cardoso, Os Meus Sentimentos
“Se um ano fosse um dia, setembro seria o seu fim de tarde.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“(talvez só só morra mesmo quando todos desistem de nós)”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“A metrópole é velha e já não tem um pedaço de terra selvagem onde a mãe possa inventar um coração.”
Dulce Maria Cardoso, O Retorno
“Era então tristemente verdade que não há maior nem mais intransponível distância do que a que existe entre duas pessoas, pensar que se conhece o outro é um disparate. Ou talvez se conheça o outro num determinado lapso de tempo, talvez a passagem do tempo traga sempre mudança e a mudança faça necessariamente desconhecidos”
Dulce Maria Cardoso, Uma Dor Tão Desigual
“O teu pai não se devia ter metido com aquela gente que andava a pintar paredes com foices e martelos, parasitas que não trabalhavam, filhinhos dos papás, que agora são administradores de empresas, chefes disto, patrões daquilo, antes só queriam as casas e as coisas dos ricos fascistas, agora querem tudo de todos e nem os pobres escapam”
Dulce Maria Cardoso, Eliete
“(talvez não tenham importância os princípios das histórias e sejamos mais felizes estando sempre a esquecê-los)”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“На фара никой изобщо не разбра колко много съм плакал, както по-късно никой изобщо не узна, че мислех за Дориш като за ангел. Много разговаряхме помежду си, но не и за да си кажем най-важното. Не можехме да поемем риска от сближаване, стигаше ни проклятието, че не можем да избягаме един от друг. Вярно е също, че някои неща могат да се кажат едва когато станат други или поне когато имат вече друго значение.
В деня, когато Дориш дойде, онова място вече ме беше обсебило, както беше обсебило другите пазачи на фара, и аз вече не плачех и не усещах пясъка по тялото си. Не бях избягнал и слепотата на пазачите на фара, слепота, която помрачаваше всички цветове с изключение на синьото. На фара всичко беше винаги само синьо, искрящо при слънчево време, наситено при дъжд, бледо при мъгла, рехаво при вятър, плътно при мрак, винаги само синьо, синеещо море, синееща скала, синееща пяна, в онова място всички неща бяха пагубно сини.”
Dulce Maria Cardoso, Tudo São Histórias de Amor
“Но книгите не лекуват проклетията. Никога не са лекували, нито някога ще излекуват. Не помага желанието да вярваш в противното. Книгите не подбират и се предлагат на всеки, който иска да ги прочете. И ако носят спасение, правят го тъй безразборно и тъй непонятно, че никой не може изобщо да се надява на това.”
Dulce Maria Cardoso, Tudo São Histórias de Amor
“Nunca conheci nada mais desapiedado do que a carne saciada”
Dulce Maria Cardoso, Os Meus Sentimentos
“Entre reprovação e indiferença, vergonha e vaidade, o silêncio é a gentil arma com que, em família, ora nos protegemos, ora atacamos.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“Hoje estou convencida de que não fugimos de um sítio, mas para um sítio. Para a quimera que nos estende a mão. É sempre para a quimera que fugimos. Senão deixamo-nos estar. Enquanto desconhecemos o que não temos, o que temos nunca nos é insuportável. Ainda que estejamos mal e que nos maltratem. Recusarmos a promessa do que sabemos possível e desejamos, isso sim, é insuportável. Então, é preciso ter coragem e fugir, fugir, fugir. Fugir para… Que o verbo se relacione mais frequentemente com o sítio de onde fugimos do que com aquele para onde fugimos deve-se à confrade de mantermos secreta a quimera. Tem de ser essa a razão.”
Dulce Maria Cardoso, Autobiografia Não Autorizada
“Não me apetecia sair de casa porque nunca me apetece sair de casa. Uma vez na rua, também nunca me apetece sair da rua e voltar para casa.”
Dulce Maria Cardoso, Coisas Que Acarinho E Me Morrem Entre Os Dedos
tags: casa, sair, vida

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