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Erico Verissimo Erico Verissimo > Quotes

 

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“O amor que ainda não se definiu é como uma melodia do desenho incerto. Deixa o coração a um tempo alegre e perturbado e tem o encanto fugidio e misterioso de uma música ao longe…”
Erico Verissimo
“É curioso: tenho notado que as pessoas em geral simpatizam comigo à primeira vista. No entanto, sou um tipo arisco e distante. Não que eu queira mal aos homens ou que os tema a ponto de procurar fugir-lhes ao contato. Alguém já disse que na minha atitude para com o mundo há muito de orgulho. Engano. Não tenho atitude nem orgulho. Uma paisagem bela tem a força de me comover até as lágrimas. Mas a paisagem humana é a que mais me interessa. O mistério das almas me seduz. Esta vaga sensação de desconfiança que me envolve quando estou em companhia dos homens vai por conta de velhas decepções.”
Erico Verissimo
“Era uma melodia lenta e meio fúnebre. O agudo do som do instrumento penetrou Ana Terra como uma agulha, e ela se sentiu ferida, trespassada. Mas notas graves começaram a sair da flauta e aos poucos Ana foi percebendo a linha da melodia... Reagiu por alguns segundos, procurando não gostar dela, mas lentamente foi se entregando e deixando embalar. Sentiu então uma tristeza enorme, um desejo amolecido de chorar. (...)
De repente Ana Terra descobriu que aquela música estava exprimindo a tristeza que lhe vinha nos dias de inverno quando o vento assobiava e as árvores gemiam - nos dias de céu escuro em que, olhando a soledade dos campos, ela procurava dizer à mãe o que sentia no peito, mas não encontrava palavras para tanto. Agora a flauta do índio estava falando por ela...”
Érico Veríssimo
“- Ir às livrarias para ele era cumprir um rito. Adorar os bons livros, uma
religião.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Eu me sentia como um personagem que tinha entrado por engano numa peça, a cujo elenco não pertencia. Eu me movia num palco estranho, sem ter ideia do meu papel, e tudo ao meu redor parecia impreciso, absurdo e relativo…”
Erico Veríssimo , Incidente em Antares
“- Não sei... não sei. .. Tu é que resolves. Eu morreria de tédio numa
colina como Nova Itália.(...)Não queiras saber a angústia que eu sentia quando via anoitecer. E note-se que andávamos sempre metidos em festas.
- A gente foge da solidão quando tem medo dos próprios pensamentos,
da própria memória...
- Talvez...
- Mas se tu soubesses como a solidão nos pode enriquecer...
Eugênio encolheu os ombros. A palavra solidão lembrava-lhe estranhamente a sua angústia de entaipado das noites de tempestade.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Tu uma vez comparaste a vida a um transatlântico e te perguntaste a ti mesmo: estarei fazendo uma viagem agradável? Mas eu asseguro que o mais humano seria perguntar: estarei sendo um bom companheiro de viagem?”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Podia ser considerada uma criatura boa apenas porque não matava, porque não roubava, porque não agredia? A bondade não deve ser uma virtude passiva.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Há na Terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão.(...) Quando falo em conquista, quero dizer a conquista de uma situação decente para todas as criaturas humanas, a conquista da paz digna, do espírito de cooperação.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Não esquecer que o exemplo individual é uma poderosa arma de propaganda.
Estar disposto ao sacrifício e nunca fugir à luta.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Você sabe que nunca aparece quem disse... Vem uma pessoa com ar
amigo e conta que alguém lhe falou que um certo fulano andava dizendo... No
fim de contas, ninguém disse nada, mas o boato fica.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Lembrou-se das palavras de Olívia, numa das suas cartas: «Tu uma vez comparaste a vida a um transatlântico e te perguntaste a ti mesmo: estarei fazendo uma viagem agradável? Mas eu asseguro que o mais humano seria perguntar: estarei sendo um bom companheiro de viagem?» Realmente, os homens, em geral, eram maus companheiros de viagem. Apesar da imensidão e das incertezas do mar, apesar do perigo das tempestades, do raio e da fragilidade do navio, eles ainda se obstinavam em ser inimigos uns dos outros. O sensato seria que se unissem numa atitude de defesa e que se trocassem gentilezas, a fim de que a viagem fosse mais agradável para todos.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Procurar a nossa felicidade através da felicidade dos outros - aconselhava Olívia noutra carta sem data. - Não estou pregando o ascetismo, a santidade, não estou elogiando o puro espírito de sacrifício e renúncia. Tudo isso seria inumano, significaria ainda uma fuga da vida. Mas o que procuro, o que desejo, é segurar a vida pelos ombros e estreitá-la contra o peito, beijá-la na face. Vida, entretanto, não é o ambiente em que te achas. As maneiras estudadas, as frases convencionais, o excesso de conforto, os perfumes caros e a preocupação do dinheiro são apenas uma péssima contrafação da vida. Buscar a poesia da vida será coisa que tenha nexo?”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso, nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Só foge da solidão quem tem medo dos próprios pensamentos, das próprias lembranças.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Há na Terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão.”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“No fim de contas a vida é uma aventura. O essencial é ter coragem.”
Érico Veríssimo, Um Lugar Ao Sol
“o mundo seria insuportável se as criaturas tivessem boa memória”
Érico Veríssimo, Olhai os Lírios do Campo
“Comunista é o pseudônimo que os conservadores, os conformistas e os saudosistas do fascismo inventaram para designar simplisticamente todo o sujeito que clama e luta por justiça social”
Erico Verissimo, Incidente em Antares
“E a pantera açaimada fica no seu canto, encolhida mas viva, alerta, esperando a hora da libertação. Se um dia alguém lhe tirar o açaimo ou ela própria arrancá-lo num momento de revolta… que poderá acontecer? Decerto saltará faminta sobre a vida, sairá correndo livre… e o juíz morrerá de susto e vergonha.

Mas não! Os dois filhos do casal mantêm nas mãozinhas a corrente que prende a pantera. E, haja o que houver, ela continuará enrodilhada no seu borralho. Que lástima! Não me conformo com a ideia de que esse magnífico espécime humano tenha de passar o resto da vida fazendo o papel de gata doméstica. Não há justiça na Terra.”
Erico Verissimo, Incidente em Antares
“Tu uma vez comparaste a vida a um
transatlântico e te perguntaste a ti mesmo: estarei fazendo uma viagem agradável? Mas eu asseguro que o mais humano seria perguntar: estarei sendo
um bom companheiro de viagem?”
Erico Verissimo, Olhai os Lírios do Campo
“Como dizem os provérbios: "Aquele que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma de grandes apertos".”
Erico Verissimo, Clarissa
“Romantismo e naturalismo foram e são as duas grandes constantes na história da literatura brasileira. São — e sua síntese sobretudo — os estilos-mentalidades em que é possível dizer o que o brasileiro sente e pensa sobre si mesmo. É com isso que o leitor brasileiro é capaz de se identificar. É para esse brasileiro que Erico Verissimo escreve, e é este o segredo do seu sucesso.”
Erico Verissimo, Incidente em Antares
“Nem todos os homens tem ouvidos para perceber o aviso do destino. Coitados! Porque nem sempre Ele nos traz a morte e o desespero. Muitas vezes está nos esperando à porta com uma braçada de flores e de felicidade.”
Érico Veríssimo, Saga
“Os homens complicaram muito a vida. Veja... Rádio, jornais sensacionalistas, televisão, aviões. Pressa, muita pressa. Vive-se depressa, morre-se depressa, come-se depressa, ama-se depressa. É como se quiséssemos chegar o quanto antes a um ponto determinado. No fim veremos que não há nenhum objetivo sério.”
Érico Veríssimo, Saga
“Parece que é assim que o Brasil inteiro está reagindo. Somos todos uns sentimentais, Tibé. Um povo como o nosso adora as meias soluções, as compressas d’água quente. Nada é sério mesmo neste país.”
Erico Verissimo, Incidente em Antares
“O melhor seria morrer num baile, com as ideias ainda claras, cair de repente sem vida no meio duma tirana ou duma chimarrita, como uma vela nova de chama brilhante que o minuano apaga com um sopro, e não como um coto que se queima até o fim, numa agonia triste.”
Erico Verissimo, O Continente - Volume II
tags: morte
“E a pantera açaimada fica no seu canto, acolhida mas viva, alerta, esperando a hora da libertação. Se um dia alguém lhe tirar o açaimo ou ela própria arrancá-lo num momento de revolta… que poderá acontecer? Decerto saltará faminta sobre a vida, sairá correndo livre… e o juíz morrerá de susto e vergonha.

Mas não! Os dois filhos do casal mantêm nas mãozinhas a corrente que prende a pantera. E, haja o que houver, ela continuará afrodisíaca no seu borralho. Que lástima! Não me conformo com a ideia de que esse magnífico espécime humano tenha de passar o resto da vida fazendo o papel de gata doméstica. Não há justiça na Terra.”
Erico Verissimo, Incidente em Antares
“(...) saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.”
Érico Veríssimo
“Os esnobadores de Erico não resistiriam a cinco minutos de verdades gritadas pelos mortos naquela praça de Antares.”
Erico Verissimo, Incidente em Antares

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