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Camilo Castelo Branco Camilo Castelo Branco > Quotes

 

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“Se viveres, um dia serás livre; a pedra do sepulcro é que nunca se levanta.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“Amou, perdeu-se e morreu amando.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
tags: amor
“A felicidade é parecida com a liberdade, porque toda a gente fala nela e ninguém a goza.”
Camilo Castelo Branco
tags: humor
“Não pense em jazigos! Coma e beba; a vida é um pagode, uma asneira alegre que se vai numa gargalhada. Quem cá ficar que nos enterre onde quiser.”
Camilo Castelo Branco, Eusébio Macário
“Lá não se diz ama; é querem-se. "Querem-me" é outra coisa; é amalgamarem-se num só ser, em uma só vontade, numa identidade de alma e corpo tal, e tão uma que nem sequer cogitam se há desgraça com força de desuni-los aquém da morte. E para lá da sepultura ainda eles têm como segura a vida imortal em união de penas ou glórias.”
Camilo Castelo Branco, Coração, Cabeça e Estômago
“A verdade é algumas vezes o escolho de um romance.
Na vida real recebemo-la como ela sai dos encontrados casos ou da lógica
implacável das coisas; mas, na novela, custa-nos a sofrer que o autor, se inventa, não invente melhor; e, se copia, não minta por amor da arte.
Um romance que estriba na verdade o seu merecimento é frio, é impertinente, é uma coisa que não sacode os nervos, nem tira a gente, sequer uma
temporada, enquanto ele nos lembra, deste jogo de nora, cujos alcatruzes somos, uns a subir, outros a descer, movidos pela manivela do egoísmo.
A verdade! Se ela é feia, para que oferecê-la em painéis ao público!?
A verdade do coração humano! Se o coração humano tem filamentos de
ferro que o prendem ao barro donde saiu, ou pesam nele e o submergem no charco da culpa primitiva, para que é emergi-lo, retratá-lo e pô-lo à venda!?
Os reparos são de quem tem o juízo no seu lugar; mas, pois que eu perdi o
meu a estudar a verdade, já agora a desforra que tenho é pintá-la como ela é, feia e repugnante.
A desgraça afervora ou quebranta o amor?
Isto é que eu submeto à decisão do leitor inteligente. Fatos e não teses é o
que eu trago para aqui. O pintor retrata uns olhos, e não explica as funções ópticas do aparelho visual.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“Não deve custar a morte a quem tiver o coração tranquilo. O pior é a saudade, saudade daquelas esperanças que tu achavas no meu coração.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“O coração é a víscera, ferida de paralisia, a primeira que falece sufocada pelas rebeliões da alma que se identifica à natureza, e a quer, e se devora na ânsia dela, e se estorce nas agonias da amputação, para as quais a saudade da ventura extinta é um cautério em brasa; e o amor, que leva ao abismo pelo caminho da sonhada felicidade, não é sequer um refrigério.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“Ama-me assim desgraçada, porque me parece que os desgraçados são os que mais precisam de amor e de conforto.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“Estava o estômago no mais activo de sua chilificação. Havia uma insólita claridade no meu espírito. Nenhum devaneio dos que arrombam poetas em ermos e sombras me perturbava o cozimento das pingues substâncias em que abundara o jantar. As minhas meditações eram pachorrentas, terra a terra, sem enlevos que me deslocassem da felicidade do momento para que transportarem ao passado, onde estava a saudade, ou ao futuro donde me podia estar mentido a esperança”
Camilo Castelo Branco, Coração, Cabeça e Estômago
“O que me resta do passado é a coragem de ir buscar uma morte digna de mim e de ti.”
Camilo Castelo Branco
“Eu comparo o cair das alturas do coração à queda que se dá dum garboso cavalo: quem nos vê cair pode ser que nos deplore; mas decerto não nos acha ridículos. Ora, o cair da baixeza dos cálculos racionais é coisa que faz riso aos outros, e por isso muito comparável ao tombo que damos dum ignóbil burro.”
Camilo Castelo Branco, Coração, Cabeça e Estômago
“Felizes os que podem ver de longe a pátria nas garras do abutre. O padre parecia dizer-se a si próprio esta melancólica profecia. A guerra, que devia ser nesta época o móvel de todas as conversações, foi assunto raras vezes tratado pelo padre. Aquele espírito era alto de mais para pascer-se na luta de sórdidas ambições, em que o timbre das bandeiras era o sangue, que esperdiçavam, uns como reses levadas ao açougue do «patriotismo», e outros como aventureiros devorados duma fome que legitima quaisquer princípios, quando a vida é o mais que pode perder-se em comparação ao muito que pode ganhar-se. O padre tinha razão...”
Camilo Castelo Branco
“Ninguém sente em si o peso do amor que se inspira e não comparte. Nas máximas aflições, nas derradeiras horas do coração e da vida, é grato ainda sentir-se amado quem já não pode achar no amor diversão das penas, nem soldar o último fio que se está partindo. Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão nós graduamos o que valemos em nossa consciência.”
Camilo Castelo Branco
tags: amor
“Sinto-me morto, mas não sei quando vivi.”
Camilo Castelo Branco, Onde Está a Felicidade?
“Direi, todavia, que o descaridoso gravame que flagela o preso, se uma justiça misericordiosa o não aliviar, a cadeia continuará a ser como fogo a que se aquilata a extrema maldade do criminoso. Assim, é matar-lhe a alma, se os legisladores crêem na alma. É roubar a Deus o que é de Deus, na hipótese de que o Criador há-de chamar a si o que deu de sua imagem ao homem, quer este se chame santo, quer demónio.”
Camilo Castelo Branco, Memórias do Cárcere
“Mulheres más por aqui é uma casa sim e outra não à ida pra cima, mas à vinda pra baixo são todas”
Camilo Castelo Branco, BIS - Maria Moisés
“O discurso não dá pega a debates que não sejam filológicos. Estes não vêm aqui de molde. Retórica, gramática e lógica, se alguém quiser tratá-las neste prédio, entretenha-se lá em baixo no pátio com o porteiro, ou com as viúvas e órfãos, que pedem pão com a lógica da desgraça, e com a retórica das lágrimas; gramática não sei eu se a fome a respeita: parece-me que não, porque na representação nacional há famintos que a não exercitam primorosamente.”
Camilo Castelo Branco, A Queda de um Anjo
“O pão do trabalho de cada dia e o teu seio para pousar uma hora a face, pura de manchas: não pedi mais nada ao Céu. Achei-me homem aos dezasseis anos. Vi a virtude à luz do teu amor. Cuidei que era santa a paixão que absorvia todas as outras, ou as depurava com o seu fogo sagrado. Nunca os meus pensamentos foram denegridos por um desejo, que eu não possa confessar alto diante de todo o mundo. Diz tu, Teresa, se meus lábios profanaram a pureza de teus ouvidos. Pergunta a Deus quando quis eu fazer do meu amor o teu opróbrio.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“A retórica é a arte de falar bem; mas os vícios são a arte de viver bem e alegremente. Assim se pensa, embora não se diga.”
Camilo Castelo Branco, A Brasileira de Prazins
“Prevejo os cruéis desgostos que te vai aí dar, além das vergonhas. Disse-lhe que não fosse, sem se vestir ao estilo das senhoras de Lisboa. Não quer. Aparece-te aí goticamente vestida, com o fatal vestido do casamento, e o fatal chapéu, que é um monstro de palha. Há dois anos te dizia eu que vestisses tua mulher senhorilmente. Respondias-me que os melhores enfeites de uma virtuosa são as virtudes. Agora, atura-a. Se ela aí for vestida de virtudes, dize lá a essa gente que se não ria dela.”
Camilo Castelo Branco, A Queda de um Anjo
“«O coração faz milagres e, se não faz milagres, concebe desejos prodigiosamente extravagantes.»”
Camilo Castelo Branco
“Este amor tinha assumido as dimensões honestas do matrimônio; mas semelhante palavra não ousava escrevê-la o meu pulso plebeu.”
Camilo Castelo Branco
“De que tens tu medo, rapaz? É da alma do capitão-mor? Não sejas tolo. As almas boas dos que morrem são de Deus, não fazem mal a ninguém; e as más são do diabo, que as não larga das unhas.”
Camilo Castelo Branco, Maria Moisés / O Cego de Landim / A Morgada de Romariz
“Não esperava tanto o académico. O que ele pedia era falar-lhe da rua para a janela do seu quarto, e receava impossível este prazer, que ele avaliava o máximo. Apertar-lhe a mão, sentir-lhe o hálito, abraçá-la talvez, cometer a ousadia de um beijo, estas esperanças, tão além de suas modestas e honestas ambições, igualmente o enlevavam. Enlevo e susto em corações que se estreiam na comédia humana são sentimentos congeniais.
À hora da partida, Simão tremia, e a si mesmo pedia contas da timidez, sem saber que os encantos da vida, os mais angélicos momentos da alma, são esses lances de misterioso alvoroço que aos mais serôdios de coração sucedem em todas as sazões da vida, e a todos os homens, uma vez ao menos.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“Amou, perdeu-se, e morreu amando.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“O Presente é este sincero desgosto de muitos e intermitente embriaguez da felicidade de poucos. O Futuro é um descuido do maior número e uma aflição de poucos espíritos que vieram sãos a um mundo cheio de aleijados.”
Camilo Castelo Branco, Cavar em Ruínas
“Naquele tempo, enflorava-se a pústula; agora, a carne com vareja pendura-se na escápula e vende-se bem, porque muita gente não desgosta de se narcisar num espelho fiel.”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“- Agora vamos rezar, sim?... Tu não és inimiga dele, não? Olha, Constança, se eu casar com ele, tu vais para a nossa companhia. Verás como és feliz, Queres ir, não queres? - Sim, minha senhora, vou. Mas ele conseguirá livrar-se da morte?”
Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição
“Mulheres são os melhores juízes de mulheres.
Disseram filósofos e moralistas, uns grandes santos como S. Paulo, e outros
grandes ateus como Voltaire, que a mulher é um ser exuberante de sensibilidade, e
apoucado de raciocínio.
Daí vem o denegarem-lhe acesso às ciências abstractas, às políticas, aos
parlamentos, ao magistério, às regiões intelectivas do maquinismo social, e mandaremnas cuidar dos filhos, e fiar na roca.
Se o absurdo vinga, se, por alvitre grosseiro do mais forte, a mulher é um ente
inepto para exercitar a razão, com que direito as julgamos e sentenciamos, segundo a
razão, sendo as suas culpas demasias de sentimento.
A injustiça é flagrante e odiosa.
Privam-nas de razão para as excluírem das funções que a requerem; sentenciamnas pela razão, se o sentimento, seu dom essencial, as desvia do piso demarcado por ela.
Isto é uma tirania, uma inquisição, uma crueza turca.
A mulher não pode ser julgada por nós. Somos os senhores feudais da razão. A
nossa alçada respira a prepotência do braço e cutelo. Estamos em insurreição
permanente contra o santíssimo apostolado de Jesus, que baixou seu divino braço por
igual sobre o homem e mulher.
Não podemos superintender no foro do coração, porque a nossa jurisprudência é
toda de cabeça, e o nosso código em pleitos de alma é estúpido ou hipócrita.
Quem é o juiz da mulher? O homem que a despenha do abismo, onde a lançou o
amor, ao abismo do opróbrio.
É o homem, que lhe entalha o ferrete da ignomínia na face onde imprimira o beijo
da perdição.
O altar onde se adora uma mulher é ao mesmo tempo a asa onde ela se dá em
holocausto. Pecadora por muito sentir e chorar, amar e crer, quando nos abre céus e céus
de alegria e glória, abrimos-lhes nós o inferno dos desenganos, e o suplício extremo do
descrédito. O mundo não as exija, mas afronta-as; o coração não as incrimina, mas
agoniza na horrível soledade para onde a razão o desterra.
E somos nós os juízes, porque entramos numa herança usurpada pela força
primeiro, e legalizada depois pelo sofisma escrito.
A mulher foi escrava do braço, antes de o ser da superioridade moral.
Quando o homem chamou a ciência a dar um testemunho falso da sua primazia, a
mulher, quebrantada pela escravidão do braço, não pôde remir-se com as forças do
espírito.
Ainda assim, o tirano, receoso da emancipação, fez em redor da escrava as trevas
da ignorância, para que a razão da mulher não pudesse conceber da luz o germe que a
reabilitasse.
Pegou da formosa flor, cercou-a de estevas, cobriu-a de sombras por onde o sol
não podia coar uma réstia reanimadora.
Esta maquinação arteira sobreviveu a todas as borrascas sociais. Os fautores, e
ainda os mártires da igualdade perante Deus e perante a lei, nunca proferiram uma
palavra, nem verteram gota de sangue para o resgate moral da mulher.
O Filho de Maria disse que a mulher era igual ao homem, e levou para o céu o
segredo da sua emancipação.
Ficámos nós cá, os açambarcadores do entendimento escrevendo livros, que
sacrilegamente denominamos de moral derivada do Evangelho, e neles demarcamos a
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profunda raia que estrema RAZÃO de SENTIMENTO. A razão para nós, o sentimento
para elas. Se, todavia, o sentimento claudica nos preceitos da razão pautada e insofrida,
condenamos a mulher pela culpa de se deixar perder na obscuridade, à míngua duma
lâmpada que lhe negáramos.”
Camilo Castelo Branco, O Que Fazem Mulheres
tags: mulher

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Eusébio Macário Eusébio Macário
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