Manuel Bandeira
Born
in Recife, Brazil
April 19, 1886
Died
October 13, 1968
Genre
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Libertinagem / Estrela da Manhã
—
published
1930
—
5 editions
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Estrela da Vida Inteira
—
published
1966
—
13 editions
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Libertinagem
—
published
1930
—
2 editions
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Estrela da Manhã
—
published
1936
—
2 editions
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Antologia Poética
—
published
1986
—
12 editions
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A Cinza das Horas
—
published
1917
—
3 editions
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Meus Poemas Preferidos
—
published
1970
—
6 editions
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Itinerário de Pasárgada
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Melhores Poemas
by
—
published
2003
—
8 editions
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50 Poemas Escolhidos pelo Autor
—
published
2006
—
2 editions
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“O BICHO
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.”
―
VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.”
―
“Poema de beco
Que importa a paisagem, a Glória, a baía
a linha do horizonte?
-O que vejo é o beco.”
―
Que importa a paisagem, a Glória, a baía
a linha do horizonte?
-O que vejo é o beco.”
―
“Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.”
―
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.”
―
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| Read a book from ...: Brazil | 23 | 555 | Nov 11, 2009 08:14AM |































