Magda Pais's Blog
January 1, 2023
2022 em livros
Já não aparecia aqui há um ano. Trabalho, muito trabalho e tenho optado por, no tempo livre, ler em vez de escrever sobre livros. Não é uma má opção (direi eu) mas, de vez em quando, lembro-me do blog e apetece-me voltar. Bem, hoje volto para deixar o registo dos livros lidos em 2022.
[Error: Irreparable invalid markup ('<img [...] Ûed>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<p style="text-align: justify;">Já não aparecia aqui há um ano. Trabalho, muito trabalho e tenho optado por, no tempo livre, ler em vez de escrever sobre livros. Não é uma má opção (direi eu) mas, de vez em quando, lembro-me do blog e apetece-me voltar. Bem, hoje volto para deixar o registo dos livros lidos em 2022.</p><p><img alt="Pode ser uma imagem de 1 pessoa, livro e texto que diz "My Year in Books 34,143 pages read 76 books read Magda Ûed less than a minute ago."" height="173" referrerpolicy="origin-when-cross-origin" src="https://scontent.flis11-2.fna.fbcdn.n..." style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="173" /></p><p style="text-align: justify;">De forma resumida, foram 34143 páginas e 76 livros lidos. De forma menos resumida, estas foram as leituras do ano que terminou</p><p><img alt="imagem1.png" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B5d17d6ab..." style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p><p><img alt="imagem2.png" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B8e177df2..." style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p><p><img alt="imagem3.png" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bef174c21..." style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p><p style="text-align: justify;">Dos 76 livros lidos em 2022, 53 são e-books (morde a língua, Magda, morde a língua. Tu que dizias tão mal dos livros digitais....). Desses 53, 42 foram lidos através do <a href="https://www.kobo.com/pt/pt/plus" rel="noopener">Kobo Plus.</a></p><p style="text-align: justify;">A <a href="https://www.mariadaspalavras.com/" rel="noopener">Maria</a> criou o <a href="https://discord.gg/CuxwE56D" rel="noopener">Book Club das Palavras</a> no Discord e ainda me desgraçou mais na leitura (como se eu precisasse de ajuda, não é?...) Alguns dos livros que lemos, neste book club, foram uma agradável surpresa (a Rede de Alice de Kate Quinn, por exemplo), outros, como <span aria-level="4">As Histórias Que Não Se Contam </span>de Susana Piedade, foram lidos com esforço e apenas e só porque tinha o compromisso de o ler.</p><p style="text-align: left;">Agora vamos aos favoritos de 2022</p><p style="text-align: center;">A Saga Bardos Guerreiros de Juliet Marillier (são 3 livros)<br />Cuidado com o cão de Rodrigo Guedes Carvalho<br />O caso Alaska Sanders de Joël Dicker;<br />As Armas da Rainha de Anne Bishop<br />Mãe doce Mar, de João Pinto Coelho<br />O homem que passeava livros de Carsten Henn<br />Branco Letal e Sangue Turvo de Robert Galbraith (aka JK Rowling)</p><p style="text-align: justify;"><br />(Juliet Marillier, Anne Bishop e Joel Dicker são aqueles autores que nem que escrevam só a lista de compras, estarão sempre no top 5. João Pinto Coelho e Rodrigo Guedes Carvalho estão sempre com um pé no top 5 e presença garantida no Top10)</p><p style="text-align: justify;">Em 2022 conheci novos autores e acho que uma delas, Sarah J. Maas, está a caminho de se tornar uma leitura obrigatória (para quem gosta de fantasia, claro). <span><br /></span></p><p style="text-align: justify;">No ano que acabou nasceu um novo adjectivo. <em>Magdar</em>. Cortesia do <a href="https://discord.gg/CuxwE56D" rel="noopener">Book Club das Palavras.</a> O que significa Magdar? bem, significa ler de seguida, ler muito, ler sem respeitar as metas estipuladas no clube, ler um livro num dia ou dois. Também significa esbardalhar muito mas isso agora não interessa nada. E oh p'ra eu muito orgulhosa por ter dado origem a este adjectivo.</p><p style="text-align: justify;">Para 2023 o meu objectivo continua a ser o mesmo de sempre: ler o máximo que conseguir, ler o que me apetecer e, acima de tudo, Magdar imenso (sem as quedas, de preferência...)</p><p style="text-align: justify;">E por ai? como foi 2022 em leituras e quais os planos para as leituras de 2023?</p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"><em>May we meet again</em></span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"> Que esperam para me acompanhar no <a href="https://www.facebook.com/StoneArtPort..." rel="noopener">facebook</a> e no <a href="https://www.instagram.com/omeunomenao..." rel="noopener">instagram</a>?</span><span></span><span></span><span></span></p><p style="text-align: left;"><span style="font-size: 8pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;">PS - Na pior das hipóteses, voltarei daqui a um ano. Até lá, boa Pascoa, boas férias, bom Natal e bom ano novo....</span></p>
January 1, 2022
2021 em livros
Já aqui não aparecia há quase um ano. Teletrabalho - sendo excelente em vários aspectos - é péssimo para as minhas leituras e pior ainda para o blog. Resolução de ano novo: tentar vir aqui sempre que acabar um livro (e ir para um ginásio...)
Ora falando das leituras de 2021. Foram 56 livros, dos quais 37 foram lidos no Kobo. Quem diria, eu, a pessoa que mais era contra os e-books e, vai-se a ver, em 2021 a maioria dos livros que li foram ebooks...E porquê?
Porque em Maio de 2021 cometi a loucura de subscrever o serviço Kobo Plus. Pago € 5,99 por mês e tenho acesso a todos os ebooks que a Kobo coloca nesse serviço. Dos 37 ebooks lidos, 33 estavam disponíveis no Kobo Plus. Considerando que só comecei a pagar em Junho, gastei, em 2021, € 41,93 tive, por isso, um custo médio, por livro, de € 1,27. Se isto não é poupar, não sei o que será...
(pronto, pronto, eu sei, ler um livro físico é muito melhor que um ebook. Mas a verdade é que a história está lá, não se perdem letras, poupamos imenso dinheiro e lemos à mesma)
Ao todo, em 2021, foram 20199 páginas. Do mais pequeno (O Tigre de Joël Dicker) ao maior (O Núcleo de Peter V. Brett) foram horas e horas de prazer, de boa companhia.
Este ano não reli nenhum livro. Mas li a melhor explicação de sempre sobre as releituras (e a explicação porque releio tantas vezes As Brumas de Avalon)
[Error: Irreparable invalid markup ('<img [...] opinião.>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img alt="Captura de ecrã 2022-01-01 124138.png" height="710" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bdc177275..." style="width: 960px; padding: 10px 10px;" width="960" /></p><p style="text-align: justify;">Já aqui não aparecia há quase um ano. Teletrabalho - sendo excelente em vários aspectos - é péssimo para as minhas leituras e pior ainda para o blog. Resolução de ano novo: tentar vir aqui sempre que acabar um livro (e ir para um ginásio...)</p><p style="text-align: justify;">Ora falando das leituras de 2021. Foram 56 livros, dos quais 37 foram lidos no Kobo. Quem diria, eu, a pessoa que mais era contra os e-books e, vai-se a ver, em 2021 a maioria dos livros que li foram ebooks...E porquê?</p><p style="text-align: justify;">Porque em Maio de 2021 cometi a loucura de subscrever o serviço Kobo Plus. Pago € 5,99 por mês e tenho acesso a todos os ebooks que a Kobo coloca nesse serviço. Dos 37 ebooks lidos, 33 estavam disponíveis no Kobo Plus. Considerando que só comecei a pagar em Junho, gastei, em 2021, € 41,93 tive, por isso, um custo médio, por livro, de € 1,27. Se isto não é poupar, não sei o que será...</p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">(pronto, pronto, eu sei, ler um livro físico é muito melhor que um ebook. Mas a verdade é que a história está lá, não se perdem letras, poupamos imenso dinheiro e lemos à mesma)</span></p><p style="text-align: justify;">Ao todo, em 2021, foram 20199 páginas. Do mais pequeno (<em>O Tigre <span class="by">de </span></em><span><em>Joël Dicker</em>) ao maior (<em>O Núcleo </em><em><span class="by">de </span></em></span><em>Peter V. Brett</em>) foram horas e horas de prazer, de boa companhia.</p><p style="text-align: justify;">Este ano não reli nenhum livro. Mas li a melhor explicação de sempre sobre as releituras (e a explicação porque releio tantas vezes <em>As Brumas de Avalon</em>)</p><p><img alt="Pode ser uma imagem de texto que diz "8·10DE14 com a livro Uma pessoa nunca lê um livro excecional duas vezes e fica mesma opinião. Um excecional surpreende-nos sempre e desperta-nos novas ideias, novas maneiras de ver o mundo, por mais vezes que as palavras tenham sido lidas."" class="ji94ytn4 d2edcug0 r9f5tntg r0294ipz" height="193" referrerpolicy="origin-when-cross-origin" src="https://scontent.flis11-1.fna.fbcdn.n..." style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="663" data-visualcompletion="media-vc-image" /></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">(in O Silêncio das Águas de Brittainy C. Cherry)</span></p><p style="text-align: justify;"><span><em>Margarida Espantada de Rodrigues Guedes de Carvalho</em>, foi, talvez, o melhor livro de 2021. Ali a par e passo com </span>O<em> Acordo da Rainha de Anne Bishop</em> (nem poderia ser de outro modo, até por ser um regresso ao mundo das Jóias Negras, uma das melhores séries de dark fantasy de sempre) e com <em>Beartown de Fredrik Backman.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>O Tigre de</em><span><em> Joël Dicker</em>, apesar de se dar o desconto por ter sido o primeiro livro que escreveu, quando tinha apenas 19 anos, desiludiu-me. Não pela história em si mas pelo desfecho. Acho que esperava mais (ou as minhas expectativas estavam lá muito em cima, afinal Joël Dicker é um dos meus autores favoritos). </span></p><p style="text-align: justify;"><em>Apneia de Tânia Ganho </em>é um livro a ler. Tem algumas partes de seca (e por isso não lhe dei 5 estrelas no Goodreads) mas, a determinada altura, torna-se avassalador, intenso e somos incapazes de ficar indiferentes.</p><p style="text-align: justify;">O ano terminou com <em>O Silêncio das Águas de Brittainy C. Cherry. </em>Não sendo o melhor livro do mundo (não é), é, sem dúvida, um livro que nos prende e que nos deixa, em vários momentos, sem fôlego. É um livro sobre amizade, sobre amor e, também, sobre a forma como os livros nos unem.</p><p style="text-align: justify;">Por fim e precisamente porque livros sempre serão livros, eu, a pessoa com mais medo de agulhas que possam imaginar, eu própria, fiz uma tatuagem... isso, uma tatuagem. E de quê? de livros, pois claro. Aqui fica o registo</p><p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img alt="20220101_132711.jpg" height="720" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bfd18115a..." style="width: 408px; padding: 10px 10px;" width="408" /></p><p style="text-align: center;">(não é simplesmente espectacular?)</p><p style="text-align: justify;"><span>E vocês, como foi o ano 2021 em livros?</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"><em>May we meet again</em></span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt; font-family: 'comic sans ms', sans-serif;"> Que esperam para me acompanhar no <a href="https://www.facebook.com/StoneArtPort..." rel="noopener">facebook</a> e no <a href="https://www.instagram.com/omeunomenao..." rel="noopener">instagram</a>?</span></p>
February 24, 2021
Últimas leituras
Isto de estar em casa a trabalhar faz com que tenha menos tempo para o blog. Vá lá que decidi a impor um horário de leitura que já estava a sentir falta dos meus livros. Dito isto, vamos lá à opinião sobre estes quatro livros.
O Homem em Busca de um Sentido de Viktor E. Frankl - primeiro livro recebido da quarta volta do livro secreto. As viagens pelos livros recomendados por outros tem sido fantástica. Em relação a este livro especifico, terei de dividir em duas partes: a primeira, em que o autor nos conta a sua história de vida (entre o antes e o depois do campo de concentração) e a segunda, em que o livro se transforma em auto ajuda. Gostei imenso da primeira parte e as estrelas que lhe vou atribuir são apenas e só por isso. Livros e frases de auto ajuda dão-me urticária... respeito quem goste (até porque não podemos gostar todos do roxo, não é) mas eu não consigo ler.
Classificação: 


Frágil de Jodi Picoult - Confesso que, se a história de Willow (que nasceu com osteogénese imperfeita) me marcou - pela história em si mas também pela mãe - foi a história de Amélia, a irmã mais velha, que se sente invisível e abandonada pelos pais uma vez que estes aparentam apenas se preocuparem com Willow. Amélia sofre de bulimia e começa a auto mutilar-se sem que os pais se apercebam. Frágil foi lido quase de uma vez mas com alguns momentos em que tive de me forçar a fazer um intervalo por me estar a deixar com um nó no estômago, sentindo-me impotente perante o sofrimento de Amélia. É engraçado quando uma personagem, aparentemente secundária, se torna, aos nossos olhos, na principal.
Classificação: 



A Escriba de António Garrido - Gosto de romances históricos que nos ensinam enquanto nos divertimos, que nos mostram como era a vida antes de todas as facilidades que temos hoje. Neste caso temos um livro que podia ser bastante interessante - até por contar a história duma mulher que quebrou algumas regras por saber ler e escrever numa altura em que a leitura e a escrita estavam reservadas a poucos homens - mas a verdade é que acabou por se tornar aborrecido e de leitura difícil.
Classificação: 

Margarida Espantada de Rodrigo Guedes de Carvalho - Este é, sem dúvida O livro deste conjunto de leituras. Ou mesmo O livro dos últimos meses. Seria o segundo a receber pela ronda do livro secreto mas sucede que o recebi de prenda de Natal e aproveitei para o começar a ler antes de o receber. O problema foi ter decidido começar a ler quando fui para a cama. E, de repente, sem dar por isso... eram 2h30 da manhã e eu não tinha pousado o livro ainda. E só não o acabei nessa noite porque o dia a seguir era de trabalho e teria de me levantar cedinho. A escrita encanta, a história prende, as personagens são profundas e bem construidas. Começa de forma pesada e de forma pesada termina passando por momentos menos pesados mas igualmente fortes. As surpresas surgem a cada virar de página, deixando-nos com vontade de saber mais, de ler só mais uma página. Este é, sem dúvida, um livro cuja leitura recomendo vivamente.
Classificação: 




May we meet again
January 24, 2021
A Menina Que Nunca Chorava
A Menina Que Nunca Chorava de Hayden Torey
ISBN: 9789722352604
Editado em 2014 pela Editorial Presença
Sinopse
Após ter figurado semanas consecutivas nas tabelas de livros mais vendidos em Portugal, A Criança Que Não Queria Falar é alvo de uma continuação. Com 8 500 000 exemplares vendidos no Reino Unido relativos ao primeiro livro, traça a história verídica de uma criança vítima de abusos que deixou de comunicar com o mundo. Neste segundo volume, encontramos Sheila já com treze anos e a professora que a ajudou na altura a lidar com o seu bloqueio. Inicialmente a adolescente mal se recorda da professora mas lentamente as memórias vêm à superfície reavivando sentimentos hostis como o abandono, insegurança e experiências traumáticas. Apesar de ser um relato com contornos negros, traz-nos surpreendentemente uma versão vencedora de coragem e perseverança. Inicialmente a autora não quis escrever a sequela, mas contrariamente às expectativas e num tributo a Sheila publicou a continuação de uma história de vida comovente.
A minha opinião
Quando li A Criança Que Não Queria Falar julgava que a história não tinha continuação e que íamos ficar sempre na dúvida sobre o que teria acontecido com Sheila. Mas afinal há a continuação e não, não fica tudo bem como gostamos de achar que acontece quando fechamos um livro.
A Menina Que Nunca Chorava conta-nos como foi a vida de Sheila depois de sair da escola de Torey. Conta-nos o que correu mal e o que correu ainda pior. Conta-nos como os primeiros anos de Sheila foram ainda piores do que imaginávamos.
A Menina Que Nunca Chorava é um murro no estômago, pondo a frio a incapacidade de algumas pessoas serem pais ou mães.
E mostra-nos como, às vezes, não basta termos boas intenções ou termos um QI acima de média. O ambiente em que vivemos, a família com quem nos relacionamos também tem muita influencia.
Não sendo o melhor livro do ano é certamente um livro que deixa marca. E que valeu a pena a ler.
Leia aqui as primeiras páginas
Classificação: 



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O Tesouro Secreto dos Templários
O Tesouro Secreto dos Templários de James Becker
O Tesouro Secreto dos Templários #1
ISBN: 9789897245350
Editado em 2020 pelo Clube do Autor
Sinopse
Uma viagem inesquecível pela História dos Templários, um romance histórico inteligente e bem documentado sobre a Idade Média. O poder e o fascínio intemporal da Ordem dos Templários.
Uma alfarrabista compra uma colecção de livros antigos e depara-se com uma frase em latim, Ipse Dixit, inscrita na capa de um dos volumes que tem a forma de um pequeno cofre. No interior encontra um pergaminho com uma mensagem codificada.
Apostada em investigar a origem do documento, Robin recorre a David Mallory, especialista em criptografia, para descodificar a mensagem.
No meio de uma série de aventuras, Mallory acaba por estabelecer a ligação do código aos Templários e a mensagem revela a localização de um mistério com mais de sete séculos, onde, ao que tudo indica, existirá um tesouro dos cavaleiros mais famosos da História.
A minha opinião
A minha primeira leitura de 2021 levou-me num passeio pela história. Gosto destes livros em que, a par da diversão que é ler, podemos aprender uma ou outra coisa de história.
(haverá quem diga que, basicamente, eu gosto é de ler e pronto)
Com O Tesouro Secreto dos Templários aprendi mais sobre a história e também um pouco sobre criptografia. A história está bem construida, com momentos de acção intercalados com momentos mais calmos. A esmagadora maioria dos diálogos está bem construida e é credível (há um ou outro que são mais "seca" e parece que estamos numa aula mas são pouquíssimos).
Em relação às personagens, houve apenas um ou outro detalhe que não gostei mas que espero ver esclarecidos nos próximos volumes. Talvez haja uma explicação lógica para a capacidade das personagens principais - Robin e David - conseguirem fazer determinadas coisas que não são explicadas apenas por um treino normal.
De resto é um livro que se lê muito bem e que foi a minha primeira leitura de 2021. Se o ano se mantiver assim, a colheita vai ser boa, de certeza.
leia aqui as primeiras páginas
Classificação: 



(este livro foi-me oferecido pelo Clube do Autor em troca duma opinião honesta e sincera)
May we meet again
December 26, 2020
Uma Vida Adiada
Uma Vida Adiada | Memórias da bibliotecária de Auschwitz de Dita Kraus
Tradução de Jorge Candeias
ISBN: 9789899033115
Editado em 2020 pelas Edições Desassossego
Sinopse
Um livro envolvente, em que memórias vívidas e detalhadas se entrelaçam com a narrativa de um dos períodos mais traumáticos da História
Nascida em Praga em 1929 no seio de uma família judaica, Dita Kraus viveu durante um dos períodos mais turbulentos do século xx. Neste livro ela relata com impressionante clareza os horrores e as alegrias de uma vida adiada pelo Holocausto: das suas primeiras memórias e amigos de infância em Praga antes da guerra, à ocupação nazi que a enviou a ela e à sua família para o gueto judaico de Terezín, ao medo inimaginável da sua detenção em Auschwitz e Bergen-Belsen, e à vida depois da libertação.
Dita escreve com rigor sobre as difíceis condições dos campos, sobre o seu papel como guardiã da mais pequena biblioteca do mundo e sobre o papel fundamental que os livros tiveram como escape da realidade. E vai além do Holocausto, apresentando a vida que reconstruiu depois da guerra: o seu casamento com o sobrevivente Otto B. Kraus, a nova vida em Israel e a maternidade.
Esta é a verdadeira história da bibliotecária de Auschwitz contada pela sua protagonista.
A minha opinião
Li, em 2015, A Bibliotecária de Auschwitz de António Iturbe livro baseado na história de Dita e, portanto, assim que vi que biografia de Dita ia ser editada o meu primeiro pensamento foi: quero! quero muito!
(entretanto tambem descobri o site https://www.ditakraus.com/ onde podemos conhecer ainda melhor a história extraordinária desta mulher)
Uma Vida Adiada é um livro bastante menos pesado que o anterior. O foco não é exactamente o que Dita passou nos campos de concentração mas toda a vida desta mulher que foi uma das mais novas sobreviventes dos campos de concentração.
A forma como Dita nos conta as suas memórias e tudo o que passou - antes, durante e depois da segunda grande guerra - faz com que nos sintamos na sua pele, que calcemos os seus sapatos e que soframos com ela.
Uma Vida Adiada é um livro de leitura obrigatória, não só pelos fãs de literatura sobre a segunda grande guerra mas também por todos os que se queixam da sua vida. Acreditem, a esmagadora maioria dos vossos problemas perdem a importância perante tudo o que Dita (e outras Ditas e Ottos) passou.
Ainda que eu seja um bloco de gelo, livros como este emocionam-me pela positiva. E fazem com que não nos esqueçamos do mais importante: é nossa obrigação tentar de tudo, ainda que contra a maré, para que nunca mais percamos a humanidade e deixemos que voltem a acontecer barbaridades como as que Dita viveu.
leia aqui as primeiras páginas
Classificação: 



(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)
May we meet again
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December 20, 2020
Uma Viagem Difícil
Uma Viagem Difícil de Jenni Hendriks e Ted Caplan
Tradução de Ana Mendes Lopes
ISBN: 9789897103742
Editado em 2020 pelas Edições Chá das Cinco
Sinopse
Veronica tem 17 anos e é uma aluna excelente com um futuro promissor… até ter nas suas mãos um teste de gravidez com duas linhas cor-de-rosa. Com todos os seus planos a desmoronarem, equaciona algo impensável: fazer um aborto. Mas há um problema: a clínica mais próxima fica a 1500 quilómetros e Veronica não tem carro. Desesperada, recorre à única pessoa que sabe que não a vai julgar: Bailey Butler, a rebelde da escola e a sua ex-melhor amiga. O plano é simples: catorze horas de viagem até à clínica, três horas para a intervenção e catorze horas de regresso.
O que poderá correr mal? Tudo, se pensarmos em três dias de carros roubados, caçadeiras e ex-namorados histéricos. Pior: a dor de uma amizade desfeita está demasiado presente e quando uma discussão leva a um brutal momento de verdade entre elas, Bailey abandona Veronica. E então a jovem terá de arriscar tudo - a sua hipótese de fazer o aborto, as suas esperanças e sonhos para o futuro - para reparar a dor que causou. É que ela já percebeu que o caminho para a vida adulta é duro… mas bem mais fácil quando se tem uma amiga ao lado.
A minha opinião
Regra: eu não leio na cama. Ou, quando leio, ligo o despertador. E porquê? bem, por causa de livros como este. Levei Uma Viagem Difícil para a cama e o resultado foi ter adormecido apenas às duas e pouco da manhã porque: vou só ler mais esta página. Ah vou mas é ler mais este capitulo. Olha, afinal tenho de ler mais isto. Oh Céus e o que vai acontecer agora?... pois, o que aconteceu foi que demorei uma noite a ler este livro.
Ri-me com Bailey e Veronica. Não chorei (porque não choro com livros) mas entristeci-me com ambas. Torci pela amizade que as une e tive vontade de lhes bater quando a casmurrice foi mais forte do que o que sentem.
Li por ai que este é um livro machista, que ensina que não se pode ter um bebé e, ao mesmo tempo, acabar um curso e ter uma carreira. A frase que li diz mais ou menos que "não temos de matar os nossos bebés para sermos bem sucedidos na vida". E também que este livro só mostra que as mulheres são fracas. Não, não somos fracas. E aos 17 anos, ter um filho, sem ter a própria vida organizada, é meio caminho andado para que tudo corra mal, para a mãe e para o filho
(sim, conheço alguns casos que correram bem, e que até foram mães bem mais cedo mas isso não prova que toda a gente o consegue fazer. Prova simplesmente que há excepções que confirmam as regras)
Considerações a comentários idiotas à parte, certo é que Uma Viagem Difícil nem sequer é sobre o aborto. É sobre duas amigas que mostram que, quando é mesmo necessário e apesar de andarem desavindas, conseguem recuperar a amizade que as unia. É sobre mostrar-nos que não temos de ser as mais bem sucedidas ou de andar só com as mais bonitas e fúteis da escola. É sobre namorados falsos e como nos devemos precaver para não cair nas esparrelas. É sobre lutar pelo futuro e por aquilo em que acreditamos. É sobre a mania de julgarmos os outros pelo que fazem sem saber porque o fazem.
Uma Viagem Difícil é, acima de tudo, um livro que trata temas sérios com humor, levando-nos a reflectir. E foi um livro que li numa noite, quando no dia a seguir era dia de trabalho. E isto, meus caros, perder o sono por causa dum livro, é seguramente um dos melhores elogios que posso fazer a um livro.
Classificação: 



(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)
May we meet again
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Últimas leituras
Assumo aqui, perante vós, o compromisso: em 2021 retomarei as leituras a um ritmo normal e, com isso, também retomarei as publicações regulares no blog.
Desde que fiquei em teletrabalho não consegui arranjar o tempo que tinha para ler. Mas faz-me falta esse mesmo tempo e terei, de alguma forma, de o reencontrar em 2021.
Mas adiante, deixem-me falar-vos, de forma rápida, destes últimos 4 livros que li:
A Mãe Não Me Deixa Contar de Cathy Glass
A historia do pequeno Reece de sete anos que, em poucas semanas - e depois de retirado dos pais pela protecção de menores - passa por algumas famílias de acolhimento que o devolvem ao sistema. Quando chega a casa de Cathy (a autora), Reece é uma criança caótica e sem regras, que não fala sobre o seu passado. Acompanhamos o esforço da autora para conseguir contrariar a violência intrínseca de Reece de modo a conseguir que Reece comece a ser uma criança o mais normal possível, pondo de parte todo o seu passado.
Tocam-me especialmente estes livros sobre crianças, principalmente quando mostram uns pais que, em vez de defenderem os seus próprios filhos, são os causadores de toda a maldade que cai sobre as crianças. Escapa-me esta incapacidade de amarem e protegerem os seus filhos, acabando por ser terceiros que o fazem.
Não foi uma leitura fácil mas é, sem duvida, uma leitura que vale a pena.
Classificação: 


Kingsbridge: O Amanhecer de uma Nova Era de Ken Follett
Ken Follett será sempre Ken Follett e será sempre um dos meus autores favoritos, principalmente quando são romances históricos, em que a realidade se mistura com a ficção. A'os Pilares da Terra e ao Mundo Sem Fim, junta-se agora este livro, todos passados no mesmo local, com séculos de diferença mas sempre, sempre com uma qualidade de escrita, de construção de personagens e de enredo que nos prende, da primeira à última página.
A escrita de Ken Follett transporta-nos, sem darmos conta, numa viagem pelo tempo. Sentimo-nos parte da trama, convivemos com as personagens e com elas sofremos e rimos.
Simplesmente fabuloso!
Classificação: 




Dormir Num Mar de Estrelas de Christopher Paolini
Este foi um livro que me deixou com mix feelings.
Por um lado, a escrita e as personagens são do melhor que se pode ler. Por outro, partes do livro são demasiado técnicas e a minha vontade foi saltar essas partes. E, por fim... bem, já vos disse que odeio séries quando não posso ler todos os livros de seguida? e agora, sabe-se lá quando sai o próximo?...
Ainda assim, creio que a qualidade do livro sobrepõe-se, claramente, ao resto.
Classificação: 


Imortal de José Rodrigues dos Santos (série Tomás Noronha #10)
JRS não escreve livros. Escreve calhamaços. E, se para muita gente, estes livros se tornam maçudos e cansativos, para mim têm exactamente o efeito contrário. Gosto de os ler pelo que aprendo enquanto me distraio e me divirto.
Imortal pode ser assustador por nos mostrar as vantagens e as desvantagens da inteligência artificial e da sua evolução. Uma distopia no presente, dando-nos conta do que nos pode esperar. Será mesmo esse o futuro?
Classificação: 



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September 27, 2020
Coração de Dragão
Coração de Dragão de Sherrilyn Kenyon
Predadores da Noite #24
Editado em Setembro de 2020 pela Saída de Emergência
ISBN: 9789897104220
Sinopse
Nas sombras, um inimigo aguarda pacientemente pelo confronto decisivo…
Há séculos que Maxis Drago vive em reclusão as consequências do seu trágico destino. O residente mais misterioso e reservado do Santuário perdeu a sua mulher, e tudo o que tinha, às mãos de um rival implacável que jurou vê-lo cair. Desde então, vagueia taciturno e com as suas enormes asas fechadas. Todos dizem que não pode voar. Mas o destino age de formas misteriosas e perversas e ainda tem reservadas algumas surpresas.
Quando os velhos inimigos de Maxis regressam com sede de vingança, o campo de batalha escolhido é a moderna Nova Orleães. Num confronto final há muito adiado, dois dragões irão enfrentar-se num conflito com consequências imprevisíveis...
A minha opinião
É quase impossível dizer algo de novo depois de 24 livros da saga predadores na noite com a qual – finalmente – estou em dia.
Coração de Dragão, mais uma vez, traz-nos uma história original com diálogos bem construídos. Algum humor misturado com drama. Personagens fortes e bem construídas e momentos de tensão em que tudo pode correr mal mas que acabam bem. Erotismo e fantasia, ambos em doses certas e sem excessos.
Acheron e Styxx – os meus favoritos – aparecem de relance neste livro. E confesso que, por eles, esta série pode continuar enquanto a caneta da autora queira. É verdade que, ao fim de tanto livro (24) há momentos em que se torna difícil relembrar quem é quem. Mas, felizmente, até agora, tem bastado continuar a leitura e as personagens – as boas e as más – acabam por se encaixar na perfeição.
Max e Seraphina também me conquistaram neste Coração de Dragão, mostrando que aceitar as diferenças é, às vezes, tão importante como encontrar as semelhanças.
Por fim, o final do livro deixa-nos com água na boca para o próximo. Esperemos que não demore muito...
Leia aqui as primeiras páginas
Classificação: 




(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)
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August 15, 2020
Nascimento mortal
Nascimento Mortal de J. D. Robb
ISBN: 9789897103698
Editado em 2020 pela Edições Chá das Cinco
Sinopse
A tenente Dallas debate-se com um assassino implacável numa luta contra o tempo.
Quando dois jovens amantes - ambos funcionários da mesma empresa de contabilidade - são assassinados, a tenente Dallas é encarregada de investigar os homicídios. A braços com a organização do chá de bebé para Mavis, Eve terá igualmente de lidar com outro pedido da sua amiga: encontrar Tandy Willowby, uma das gestantes das aulas de preparação para o parto, que entretanto desapareceu.
Normalmente, Eve não investigaria um caso destes. No entanto, Mavis é a sua melhor amiga, e a tenente não pode dizer que não. Dallas terá de encontrar Tandy ao mesmo tempo que desvenda os segredos ocultos nos ficheiros de alguns dos mais ricos e reservados cidadãos, numa corrida contra um assassino particularmente cruel. E enquanto o seu marido Roarke descobre informações cruciais para a resolução do caso, Eve enfrenta um perigo bem real...
A minha opinião
Estava com saudades dum bom livro. Dum daqueles livros que não queremos largar. Que nos faz sorrir e, ao mesmo tempo, nos arrepia. Que não queremos largar (mas temos de o fazer, mais não seja para dormir). Que junta humor, erotismo, crime, mistério e suspense. Que a história principal tem principio, meio e fim (ainda que o meio seja, no mínimo, arrepiante e a roçar o horrível). Com uma escrita fabulosa, personagens fortes e bem construidas e com diálogos muito realistas.
Nascimento Mortal é tudo isso, condensado em pouco mais de 300 páginas. E é também a prova da versatilidade de Nora Roberts. De um lado - romances românticos como Nora Roberts. Do outro, crime, mistério, ficção cientifica (sim, esta série tem lugar algures em 2060 ) como J.D. Robb. O erotismo, esse está sempre presente, com uma qualidade que muitos livros nem sequer em sonhos lá chegam (vá, na série Predadores da Noite temos a mesma qualidade na escrita erótica com outra autora que dá cartas, Sherrilyn Kenyon).
Mas Nascimento Mortal também mostra como se podem juntar várias histórias diferentes, por imensas coisas a acontecer ao mesmo tempo e, ainda assim, conseguir dar um final coerente e bem escrito a todas elas.
Ainda não tenho esta colecção completa... desconfio que é desta que vou procurar para ver quais é que tenho em falta para comprar. Eve, Roarke, Peabody, Mira, Mavis, Nadine Furst e Summerset esperam por mim em cada um destes livros para me divertirem e eu não os quero deixar pendurados muito mais tempo.
(este livro foi-me oferecido pela Saída de Emergência em troca duma opinião honesta e sincera)
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