Marina Muller
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não há de ser nada, mas bati um recorde escroto: três meses sem ver o mar. as montanhas foram boas madrinhas, a floresta me acolheu bem, embora eu e o frio tenhamos muitas questões – as quais sinto que não resolveremos nessa vida –, mas
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“precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de companhia. este resto de vida, américo, que eu julguei já ser um excesso, uma aberração, deu-me estes amigos. e eu que nunca percebi a amizade, nunca esperei nada da solidariedade, apenas da contingência da coabitação, um certo ir obedecendo, ser carneiro. eu precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de amizade.”
― A máquina de fazer espanhóis
― A máquina de fazer espanhóis
“You can be lonely anywhere, but there is a particular flavour to the loneliness that comes from living in a city, surrounded by millions of people.”
― The Lonely City: Adventures in the Art of Being Alone
― The Lonely City: Adventures in the Art of Being Alone
“Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos, metade do peito e metade das pernas, metade da casa e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas. Via-se metade ao espelho e achava tudo demasiado breve, precipitado, como se as coisas lhe fugissem, a esconderem-se para evitar a sua companhia. Via-se metade ao espelho porque se via sem mais ninguém, carregado de ausências e de silêncios como os precipícios ou poços fundos. Para dentro do homem era um sem fim, e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade. Para dentro do homem o homem caía.”
― O Filho de Mil Homens
― O Filho de Mil Homens
“I always had understood that dying of love was mere poetic license. That afternoon, back home again without the cat and without her, I proved that it was not only possible but that I myself, an old man without anyone, was dying of love. But I also realized that the contrary was true as well: I would not have traded the delights of my suffering for anything in the world. I had spent more than fifteen years trying to translate the poems of Leopardi, and only on that afternoon did I have a profound sense of them: Ah, me, if this is love, then how it torments.”
― Memories of My Melancholy Whores
― Memories of My Melancholy Whores
“Havia achado, sempre, que morrer de amor não era outra coisa além de licença poética. Naquela tarde, de regresso para casa, outra vez, sem o gato e sem ela, comprovei que não apenas era possível, mas que eu mesmo, velho e sem ninguém, estava morrendo de amor. E também percebi que era válida a verdade contrária: não trocaria por nada neste mundo as delícias de meu desassossego.”
― Memories of My Melancholy Whores
― Memories of My Melancholy Whores
Marina’s 2025 Year in Books
Take a look at Marina’s Year in Books, including some fun facts about their reading.
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