Thaís Freire

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Felicidade ordinária
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A Contagem dos So...
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Jun 24, 2025 12:35PM

 
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Vera Iaconelli
“Não podendo salvar a mim e à minha família de sua própria tragicidade — porque nunca me pediram e porque, se o tivessem, eu não teria os meios para isso —, acabei por aspirar a “salvar” pacientes. Gesto pretensioso de quem precisa ser ajudada mais do que imagina, haja vista a fantasia onipotente — e antianalítica — de que haveria um salvador, de que haveria salvação para a vida. Foi meu segundo analista, winnicottiano, que muito habilmente apontou a falácia de sentir dó do outro. Quando lembro a merda na qual eu estava afundada enquanto me arvorava no lugar de quem salva, sinto um misto de constrangimento pela empáfia e gratidão por ele ter me ajudado a desmontar essa boneca de Olinda da minha autoimagem: inflacionada, frágil e oca.
Não que não houvesse força e capacidade em mim, mas eu apostava minhas fichas justamente naquilo que mais nos empalidece diante da vida: negação do desamparo que é comum a todos, que é estrutural e que, portanto, ninguém elimina de si, tampouco do outro. Meu analista não estava lá para me dar palavras de incentivo ou inflar meu ego, ao contrário, ele me convidava, com seu silêncio, a perder o medo de encarar o que eu mais temia: meu desamparo, outro nome da castração. Quanto antes eu pudesse encará-lo, melhor enfrentaria os perrengues da vida. Mas demorou.”
Vera Iaconelli, Análise

Vera Iaconelli
“As entrevistas iniciais — sempre mais de uma, pois também se trata de avaliar os efeitos que cada entrevista tem sobre a seguinte — servem para tornar claro que o paciente só poderá ser tomado em análise na medida em que se colocar em questão. “Por que eu?” “Por que eu perdi um filho, um olho, um casamento, um emprego, anos da minha vida?” Não se trata de uma pergunta retórica.
As respostas que damos para as insondáveis causas dos acontecimentos em nossa vida são de nossa responsabilidade e nos orientam. É por isso que, é terrível, por mais que a sua vida tenha sido um show de horrores, o analista quer saber qual a sua parte nesse latifúndio.”
Vera Iaconelli, Análise

Jonathan Safran Foer
“It was the feeling of not wanting to live in the world, even if it was the only place to live.”
Jonathan Safran Foer, Here I Am

Vera Iaconelli
“Qual a sua parte naquilo de que você se queixa? Qual o gozo que sustenta o seu sintoma? O que insiste em querer gozar/sofrer ali mesmo onde você se queixa? As interpretações/cortes não apareciam como frases eloquentes ou perguntas elaboradas, podiam ser um “Ah! Tá!”, uma risada ou um silêncio sepulcral seguido da abertura da porta. Às vezes, uma afirmação desconcertante e teatral: “Não é isso!”. Uma intervenção que encerrava a sessão num ponto em que você se via obrigado a analisar o que havia dito sem muita reflexão. A interrupção era tão sutil quanto a antiga expressão “A porta da rua é a serventia da casa”.
A analista regia a cadência da fala, os silêncios, as intervenções, levando a um desfecho preciso que lembrava a estrutura de um conto. Concisão e precisão fundamentais para que o efeito pudesse ocorrer entre as sessões. Assim como apenas o ponto-final de um texto literário — tão esperado quanto temido — é capaz de nos fazer recuperar tudo o que foi dito até então e de nos fazer estremecer. Se o livro cumpre sua função, permanecemos arrebatados ao virar a última página, precisando de um tempo para que a transmissão de algo novo possa ocorrer.”
Vera Iaconelli, Análise

Jonathan Safran Foer
“Let's go to bed. Those four words differentiate a marriage from every other kind of relationship. We aren't going to find a way to agree, but let's go to bed. Not because we want to, but because we have to. We hate each other right now, but let's go to bed. It's the only one we have. Let's go to our sides, but the sides of the same bed. Let's retreat into ourselves, but together. How many conversations had ended with those four words? How many fights?”
Jonathan Safran Foer, Here I Am

179584 Our Shared Shelf — 222845 members — last activity Apr 30, 2026 03:29PM
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