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Romance D’A Pedra do Reino e O Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta by
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Matheus Mariani
is on page 697 of 800
“Cavaleiro, quem és? Que mistério?
Quem te força, na Morte, no Império,
pela Tarde assombrada a vagar?
— Sou o Sonho da tua Esperança,
tua Febre que nunca descansa,
o Delírio que te há de matar!''.
— Sep 06, 2026 08:16AM
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Quem te força, na Morte, no Império,
pela Tarde assombrada a vagar?
— Sou o Sonho da tua Esperança,
tua Febre que nunca descansa,
o Delírio que te há de matar!''.
Matheus Mariani
is on page 653 of 800
“Nós não precisaremos nunca de inventar uma imagem falsa da Vida para poder amá-la. Porque, na dureza e sob o Sol, nós aprendemos à força a amá-la, com o que ela tem de ardente e glorioso, mas também com o que possui de degradado, sangrento e sujo”.
— Sep 02, 2026 05:10PM
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Matheus Mariani
is on page 616 of 800
“Meu objetivo secreto era erguer, eu mesmo, o meu Castelo, conciliando aquelas opiniões, irredutivelmente contrárias e incompletas, de Samuel e Clemente. Eu escreveria uma Obra em prosa, como queria Clemente. Mas essa Obra em prosa seria animada pelo fogo subterrâneo da Poesia e pelo galope do Sonho, como queria Samuel”.
— Sep 01, 2026 03:56PM
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Matheus Mariani
is on page 593 of 800
“Essa população de almas do outro mundo, existe, mesmo, aqui, em nossas pedras, de noite, de dia e no pino do meio-dia! Bastariam as Onças, os Gaviões, os Carcarás, os Veados, os Bodes, as Cobras e os Morcegos sertanejos, para provar que o nosso Reino amuralhado de pedras está povoado de Deuses e Demônios, de Anjos e Divindades!”.
— Aug 31, 2026 06:24PM
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Matheus Mariani
is on page 529 of 800
"Aquela mulher é toda entre parênteses! Tem a cara entre parênteses, por causa do cabelo. Tem o corpo entre parênteses, por causa dos braços de macaco raquítico. E, por causa das pernas finas, cabeludas e meio arqueadas para dentro, tem, até, a perseguida entre parênteses!".
— Aug 29, 2026 07:13AM
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Matheus Mariani
is on page 421 of 800
“(…) porque Vicente de Carvalho afirma, ainda, que, quando se põe diante do Mar, ergue imprecações, clamores e blasfêmias contra a Mão desconhecida que traçou nosso Destino: ‘Crime absurdo o crime de nascer’, diz ele. ‘Foi o meu Crime, e eu o expio vivendo’”.
— Aug 25, 2026 04:34PM
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Matheus Mariani
is on page 396 of 800
“Isso eu conto ao senhor, já, já! Por enquanto, fique anotado aí, nos papéis de Margarida, que corriam notícias de que meu Padrinho tinha deixado um tesouro de prata, ouro e pedras preciosas, uma fortuna incalculável, enterrada e perdida numa furna deste Sertão velho e pedregoso de meu Deus (…)”.
— Aug 24, 2026 02:56PM
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Matheus Mariani
is on page 325 of 800
“Perdoar é coisa dura, difícil e complicada! Uma vez vi meu amigo Eusébio Monturo dizer uma frase que me impressionou muito a esse respeito. Ele deu uma tapa na cara de um inimigo, dizendo depois que tinha feito isso para poder perdoá-lo! Ele queria primeiro provar a si mesmo que não era por fraqueza e covardia que perdoava!”.
— Aug 19, 2026 05:23PM
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Matheus Mariani
is on page 306 of 800
“Que esculhambação arretada, duelo com penico!”.
— Aug 18, 2026 06:21PM
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Matheus Mariani
is on page 252 of 800
"Sabe o Rei que vive um Sonho
pois, aqui, de nada é Dono,
que nós surgimos do Nada
e a Vida acaba num Sono,
pois a Morte é nosso Emblema
e a Sepultura é seu Trono!"
— Aug 15, 2026 10:47AM
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pois, aqui, de nada é Dono,
que nós surgimos do Nada
e a Vida acaba num Sono,
pois a Morte é nosso Emblema
e a Sepultura é seu Trono!"
Matheus Mariani
is on page 175 of 800
“Corria entre o Povo, primeiro em Portugal e depois no Brasil, que Dom Sebastião não morrera: encantara-se, e voltaria para o Sertão, um dia, pelo Mar, numa Nau, entre nevoeiros, para restaurar o Reino e instaurar definitivamente a felicidade do Povo”.
— Aug 09, 2026 08:54AM
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Matheus Mariani
is on page 152 of 800
“Aquele anfiteatro antigo e bruto parecia exigir que eu misturasse meu sangue às pedras, para ver se, assim, ao mesmo tempo que recebia algo de pétreo nele, comunicava àqueles rochedos alguma coisa de humano, decifrando o enigma e desencantando o tesouro que me espreitavam de dentro deles”.
— Aug 07, 2026 03:40PM
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Matheus Mariani
is on page 128 of 800
“E dormi, naquela noite, com um sono do qual as dores do corpo, já transformadas em simples doído, só me despertavam para que eu remergulhasse no prazer mais gostoso de sentir que estava deitado e dormindo, e não acordado e andando a cavalo”.
— Aug 05, 2026 03:58PM
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Matheus Mariani
is on page 105 of 800
“Minha vida, cinzenta, feia e mesquinha, de menino sertanejo reduzido à pobreza e à dependência pela ruína da fazenda do Pai, enchia-se dos galopes, das cores e bandeiras das Cavalhadas, dos heroísmos e cavalarias dos folhetos”.
— Aug 04, 2026 02:54PM
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Matheus Mariani
is on page 79 of 800
“Nem relata que, além das pessoas, meu bisavô mandava também degolar cachorros que, no dia da Ressurreição, deveriam voltar, transformados em dragões, para devorar todos os proprietários, repartindo-se então as terras dos finados com os pobres”.
— Jul 30, 2026 07:25PM
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Matheus Mariani
is on page 53 of 800
No movimento literário de Samuel é assim: Onça, é "jaguar", anta, é "Tapir", e qualquer cavalinho esquelético e crioulo do Brasil é logo explicado como "um descendente magro, ardente, nervoso e ágil das nobres raças andaluzas e árabes, cruzadas na Península Ibérica e para cá trazidas pelos Conquistadores fidalgos da Espanha e de Portugal, quando realizaram a Cruzada épica da Conquista".
— Jul 28, 2026 02:32PM
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Flávio
is on page 417 of 800
Que baita leitura! Suassuna pega a sua mão logo na primeira página e não a solta mais.
— Jul 06, 2026 09:18AM
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