Status Updates From Ana de Amsterdam (Portugues...

Ana de Amsterdam (Portuguese Edition) Ana de Amsterdam (Portuguese Edition)
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Ana
Ana is on page 112 of 224
(...) encontrei uma amiga que não via há muito tempo. Deixei de lhe falar. (...) Trocamos meia dúzia de palavras. Foi então, assim do nada, de uma forma extraordinária e directa, que ela disse que me achava egoísta. E sorriu, com um misto de desdém e piedade. «És profundamente egoísta», disse-me. (...) Por breves momentos, pensei esbofetear a minha amiga. Ou afogá-la na água esverdeada do lago
Sep 01, 2022 07:53AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Ana
Ana is on page 112 of 224
(...) encontrei uma amiga que não via há muito tempo. Deixei de lhe falar. (...) Trocamos meia dúzia de palavras. Foi então, assim do nada, de uma forma extraordinária e directa, que ela disse que me achava egoísta. E sorriu, com um misto de desdém e piedade. «És profundamente egoísta», disse-me. (...) Por breves momentos, pensei esbofetear a minha ami ga. Ou afogá-la na água esverdeada do lago que fica no meio do la
Sep 01, 2022 07:51AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Ana
Ana is on page 60 of 224
2007-09-26
O UMBIGO É UMA COISA MUITO FEIA. Acumula bocadinhos de cotão, cria crostas, e quando a gente enterra nele um dedo traz um cheiro sujo, levemente azedo. Nem os mais atentos conse guem mantê-lo limpo e asseado. É a cova que esconde o nosso corpo. É um ponto que se esquece. Faz lembrar a cratera de um vulcão. É uma costura. Um remate. Um ponto final cheio de in terrogações.
Aug 31, 2022 08:21AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Rita
Rita is on page 120 of 224
A Lurdes é a coquete . Loira, cheia de pulseiras de pechisbeque, tem um Smart e já leu quatro vezes o livro da Carolina Salgado. Tais factos, o carro da moda e o gosto pela leitura, conferem-lhe certo ascendente sobre as outras.
Apr 20, 2022 02:10PM Add a comment
Ana de Amsterdam

Rita
Rita is on page 85 of 224
[Em Bombaim, ao anoitecer]

Chegarão então os habitantes dos passeios, os corpos-sombra, quase invisíveis, quase mortos, os intocáveis que nascem, vivem e morrem na rua.
O porteiro observa-os (...) e agradece aos deuses a sua sorte.
Apr 20, 2022 06:04AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Rita
Rita is on page 63 of 224
O Chefe Silva faz parte das melhores memórias da minha infância. Passei tardes a folhear os volumes da teleculinária, apreciando os pudins, as gelatinas, as galantines, os estufados, os profiteroles, os biscoitos, os fritos de Natal.

Quem nunca?
Apr 20, 2022 01:09AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Ana
Ana is on page 130 of 224
Mar 19, 2022 02:52AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Ana
Ana is on page 39 of 224
Ena. Ainda agora comecei, mas já percebi que vai ser um dos melhores do (meu) ano :)
Mar 12, 2022 07:08AM 1 comment
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 204 of 224
« não há maior tragédia na vida de uma mulher do que a renúncia; antes o desespero e a loucura.»
Dec 06, 2021 01:37PM Add a comment
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 200 of 224
Pensei também na frase que li ontem à noite: «Camilo gostava das pessoas que choram.»

Pág. 200
Dec 06, 2021 03:01AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 195 of 224
«PELA MANHÃ, AO PEQUENO-ALMOÇO, li um conto da Katherine Mansfield. (...) De imediato, me aflorou ao espírito o alívio que a minha mãe sente quando o meu pai parte sozinho para Goa.»
Dec 06, 2021 02:50AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 180 of 224
O FLAUBERT ACONSELHAVA a ter cuidado com a tristeza. Cuidado com a tristeza, dizia ele, pode tornar-se um vício. (...) É preciso força de vontade para nos livrarmos de um vício e eu não a tenho. Sou de vícios e fraquezas.»
Dec 05, 2021 11:26AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 117 of 224
«Amo o meu pai como se fosse uma mendiga. Peço-lhe amor como se pede uma esmola. É um modo tão errado de amar alguém.»

Pág. 116
Dec 02, 2021 10:12AM 2 comments
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 65 of 224
«O desejo é literário, o prazer simplesmente pornográfico. É uma teoria que me convém. Gosto de literatura e de pornografia. Sei, no entanto, que posso viver sem o detalhe cirúrgico da pornografia, mas acabo por definhar, mirrando até desaparecer, sem a liberdade da literatura.»
Dec 02, 2021 04:04AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 54 of 224
«DEIXEI HÁ MUITO DE IR À FEIRA DO LIVRO. A Feira deixou de ser a festa que era quando, na minha meninice, trazia sacos cheios de livros da Enid Blyton e da Agatha Christie. (...) A idade aburguesou-me. Gosto de comprar livros, ainda que mais caros, em livrarias (apesar de Lisboa ser uma cidade de poucas e más livrarias.)»

Setembro 2007
Dec 01, 2021 08:51AM 2 comments
Ana de Amsterdam

Celeste   Corrêa
Celeste Corrêa is on page 15 of 224
«Tem um ar queirosiano, o senhor doutor. Há nele uma certa afectação, uma certa sofisticação, que me faz lembrar o Carlos da Maia.»
Dec 01, 2021 06:21AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 208 of 224
"Li duas novelas do Stefan Zweig, e um estudo da Ana Luísa Amaral sobre escrita feminina. Passava pouco das duas da manhã quando apaguei a luz. Durante a noite comi duas gelatinas de ananás, três laranjas e cem gramas de chouriço fatiado."
Nov 10, 2021 02:38AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 169 of 224
Há certamente, no edifício onde trabalho, muitos outros leitores, gente que gosta de ler, que encontra na literatura uma companhia silenciosa e que define alguns critérios de exigência literária para escolher um livro. Porém, só eu e o rapaz das arcadas gostamos de mostrar os livros que lemos. Mostramo-los um ao outro, num jogo diário, absurdo e inconsequente.
Nov 08, 2021 04:24PM Add a comment
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 130 of 224
"Habituei-me à tristeza, que é como a solidão, fere, mas deixa em nós qualquer coisa, bela e única, que não se sabe explicar. Quem não tem dentro de si alguma tristeza e solidão não é gente. É personagem de anúncio de televisão. (...) Hoje, não sei explicar porquê, voltei a acordar triste. Não me importo que a tristeza volte. Se vier, abro-lhe a porta, deixo-a instalar-se dentro de mim. É o desespero que me assusta."
Nov 06, 2021 04:42PM 2 comments
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 109 of 224
"Espreito dentro da terrina chinesa colocada no centro da mesa da sala de jantar. Espanto-me sempre com a quantidade de coisas que a minha mãe consegue guardar dentro dos bibelots lá de casa: lápis de pintura estalada, canetas, clips, papéis, corta-unhas, alfinetes, agulhas de crochet, cadeados, porcas e parafusos, fotografias, elásticos, brincos, pulseiras, batons do cieiro, bulas de medicamentos (...)."
Nov 04, 2021 05:07PM Add a comment
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 95 of 224
"Durante a noite, quando as luzes se apagam, a mulher arranca os drenos. Sai da enfermaria, cruza-se com os espectros dos padres jesuítas (..). Procura o aquário da entrada principal. Olha os peixes por serem como ela. Serenos e sem lembranças. A mulher da cama nº 39, se pudesse, transformar-se-ia num enorme peixe prateado e nadaria para sempre entre cardumes de atuns e robalos."
Nov 03, 2021 04:59PM Add a comment
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 80 of 224
"Trago ao pescoço um lenço de lã preto, velho, que herdei da minha avó.É um dos lenços que ela costumava usar na cabeça.(.)Toco no lenço e lembro que,durante a adolescência,tive vergonha da minha avó, do seu ar provinciano do seu lenço de luto, sobretudo das suas mãos.Mãos de bruxa, mãos em garra,nodosas, ásperas, mãos de terra,de tanto e tanto que passou.Saber-me assim,ainda que num passado distante,é coisa que dói.
Nov 02, 2021 05:55PM 3 comments
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 56 of 224
"A minha depressão é crónica. A tristeza em mim é um estado latente. Conheço-a desde sempre. Cresceu comigo. É uma espécie de melhor amiga que se impõe nos meus dias. (...) É uma dor invisível, de tal forma intensa que se sobrepõe a tudo e a todos. Como se mata uma amiga, a melhor, que vive dentro de nós?"
Nov 02, 2021 05:16AM Add a comment
Ana de Amsterdam

Paula Mota
Paula Mota is on page 21 of 224
"Quero trocar de corpo", digo à imagem que o espelho reflecte. "Este não me serve. Está morto." A imagem olha-me enquanto repito gestos matinais. Lavar o rosto. Esfregar os dentes. Espalhar o creme hidratante. (..) Volto a olhar a imagem do espelho. Tem os olhos rasos de água. Uma escuridão dentro deles. Estende os braços. (...) Fujo-lhe. (...) Era o que mais faltava. Detesto cenas de comiseração logo pela manhã."
Nov 01, 2021 04:46AM 2 comments
Ana de Amsterdam

Cristiana
Cristiana is on page 100 of 157
Aug 23, 2020 02:17AM Add a comment
Ana de Amsterdam (Portuguese Edition)

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