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Introdução a Jacques Lacan (Portuguese Edition) by
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“Há atos cuja inteligibilidade exige a introdução de um outro campo conceitual com sua lógica própria, um campo que desarticula distinções estritas entre prazer e desprazer por colocar o Eu sempre diante de uma certa dissolução de si, a qual produz, ao mesmo tempo, satisfação e terror. Indistinção entre satisfação e terror que Lacan chama de “gozo”.”
— Oct 15, 2026 10:52AM
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O nome lacaniano do modo de acesso ao Real é “gozo”.47 Lacan insiste que a lógica do comportamento humano não pode ser totalmente explicada a partir do cálculo utilitarista de maximização do prazer e de afastamento do desprazer.
— Oct 15, 2026 10:52AM
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“Por um lado, eles servem de fundamento para todo modo de inserção na ordem simbólica, todo modo de socialização do sujeito e de seu desejo. No entanto, por outro lado, o objeto a é algo que o sujeito deve “perder” para poder se constituir enquanto Eu, ou seja, exatamente para individualizar-se através dos processos de socialização”
— Oct 15, 2026 10:37AM
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Ou seja, o falo não é exatamente o pênis orgânico, ou algum signo de potência, mas um significante puro, uma diferença pura que organiza posições subjetivas (masculino/feminino) a partir da experiência de inadequação fundamental entre o desejo e as representações “naturais” da sexualidade. Nesse sentido, o falo é apenas: “um símbolo geral dessa margem que sempre me separa de meu desejo”
— Oct 07, 2026 08:32AM
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“Homem” e “mulher” são, antes de mais nada, significantes cuja realidade é eminentemente sociolinguística. Nesse sentido, é absolutamente possível uma mulher (anatomicamente falando) ocupar uma posição masculina na sua relação ao desejo.
— Oct 07, 2026 08:11AM
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“Homem” e “mulher” são, antes de mais nada, significantes cuja realidade é eminentemente sociolinguística.
— Oct 07, 2026 08:10AM
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Tudo se passa como se o declínio da imago paterna, a crise de investiduras em relação à autoridade, fosse condição sócio-histórica para o reconhecimento do desejo em sua inadequação. Como se o verdadeiro pai não fosse aquele que impõe uma norma a ser seguida, mas aquele que, por se calar diante das questões fundamentais da existência de todo sujeito, permite que um espaço de indeterminação se abra.”
— Oct 07, 2026 08:03AM
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''Por ser uma prática baseada no uso da palavra, a psicanálise depende da capacidade de simbolizar desejos e situações que até então não teriam encontrado lugar como representação da consciência.''
— Oct 07, 2026 06:42AM
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“A Lei organiza distinções e oposições que, em si, não teriam sentido. A Lei da estrutura de parentesco pode determinar topicamente vários lugares, como “filho de...”, “pai de...”, “cunhada de...”, mas esses lugares não têm em si nenhuma significação normativa, nenhuma referência estável. Nunca sei claramente o que significa, por exemplo, ser “pai de...”, mesmo tendo consciência de que ocupo atualmente tal lugar. ”
— Oct 07, 2026 06:31AM
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« Nesse sentido, a clínica opera fundamentalmente com a reorientação da palavra do sujeito. Mas: “a linguagem, antes de significar algo, significa para alguém”. Isto quer dizer: toda fala tem um endereçamento; sua entonação, seu estilo (reivindicativo, passivo, questionador, mortificado, etc.), indicam como ela é direcionada à imagem de um certo outro que sempre trago comigo »
— Sep 29, 2026 12:40AM
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A clínica psicanalista lacaniana baseia-se numa crítica da alienação do Eu na imagem e na defesa do caráter negativo do desejo.
— Sep 24, 2026 11:42AM
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Não é a “finitude” que interessa a Lacan, mas a noção de que há algo no sujeito que só se manifesta de maneira negativa, como se a negatividade trouxesse uma forma de presença daquilo que desconhece imagem.
— Sep 24, 2026 11:41AM
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''A falta é aqui um modo de ser do sujeito, o que levará Lacan a falar do desejo como uma “falta-a-ser''
— Sep 24, 2026 11:39AM
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DESEJO: “Revelação de um vazio”, manifestação do negativo no sujeito, o desejo seria “nada de nomeável”.
— Sep 24, 2026 11:31AM
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“Digamos que é neste si mesmo estranho ao Eu, um si mesmo que Lacan chama de “sujeito”, que encontraremos o desejo. A esse respeito, Lacan chega a criar uma dualidade entre moi (o Eu produzido pela imagem do corpo) e Je (o sujeito do desejo), a fim de falar da: “discordância primordial entre Eu [moi] e o ser [do sujeito]”
— Sep 24, 2026 11:28AM
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''A imagem mostra como “o desejo do homem é o desejo do outro”. Assim, não se trata simplesmente da projeção do Eu sobre o mundo dos objetos, já que a imagem do outro é a perspectiva de apreensão dos objetos. O mundo dos objetos já é sempre constituído através da perspectiva fornecida pelo desejo do outro, um desejo que não posso reconhecer como alteridade no interior do si mesmo''
— Sep 24, 2026 11:14AM
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''O que Lacan entende por Imaginário: uma das três instâncias, juntamente com o Simbólico e o Real, que dão conta do campo possível de experiências subjetivas.''
— Sep 24, 2026 11:00AM
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