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DESEJO: “Revelação de um vazio”, manifestação do negativo no sujeito, o desejo seria “nada de nomeável”.
— Sep 24, 2026 11:31AM
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“Há atos cuja inteligibilidade exige a introdução de um outro campo conceitual com sua lógica própria, um campo que desarticula distinções estritas entre prazer e desprazer por colocar o Eu sempre diante de uma certa dissolução de si, a qual produz, ao mesmo tempo, satisfação e terror. Indistinção entre satisfação e terror que Lacan chama de “gozo”.”
— Oct 15, 2026 10:52AM
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O nome lacaniano do modo de acesso ao Real é “gozo”.47 Lacan insiste que a lógica do comportamento humano não pode ser totalmente explicada a partir do cálculo utilitarista de maximização do prazer e de afastamento do desprazer.
— Oct 15, 2026 10:52AM
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“Por um lado, eles servem de fundamento para todo modo de inserção na ordem simbólica, todo modo de socialização do sujeito e de seu desejo. No entanto, por outro lado, o objeto a é algo que o sujeito deve “perder” para poder se constituir enquanto Eu, ou seja, exatamente para individualizar-se através dos processos de socialização”
— Oct 15, 2026 10:37AM
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Ou seja, o falo não é exatamente o pênis orgânico, ou algum signo de potência, mas um significante puro, uma diferença pura que organiza posições subjetivas (masculino/feminino) a partir da experiência de inadequação fundamental entre o desejo e as representações “naturais” da sexualidade. Nesse sentido, o falo é apenas: “um símbolo geral dessa margem que sempre me separa de meu desejo”
— Oct 07, 2026 08:32AM
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“Homem” e “mulher” são, antes de mais nada, significantes cuja realidade é eminentemente sociolinguística. Nesse sentido, é absolutamente possível uma mulher (anatomicamente falando) ocupar uma posição masculina na sua relação ao desejo.
— Oct 07, 2026 08:11AM
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“Homem” e “mulher” são, antes de mais nada, significantes cuja realidade é eminentemente sociolinguística.
— Oct 07, 2026 08:10AM
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Tudo se passa como se o declínio da imago paterna, a crise de investiduras em relação à autoridade, fosse condição sócio-histórica para o reconhecimento do desejo em sua inadequação. Como se o verdadeiro pai não fosse aquele que impõe uma norma a ser seguida, mas aquele que, por se calar diante das questões fundamentais da existência de todo sujeito, permite que um espaço de indeterminação se abra.”
— Oct 07, 2026 08:03AM
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''Por ser uma prática baseada no uso da palavra, a psicanálise depende da capacidade de simbolizar desejos e situações que até então não teriam encontrado lugar como representação da consciência.''
— Oct 07, 2026 06:42AM
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“A Lei organiza distinções e oposições que, em si, não teriam sentido. A Lei da estrutura de parentesco pode determinar topicamente vários lugares, como “filho de...”, “pai de...”, “cunhada de...”, mas esses lugares não têm em si nenhuma significação normativa, nenhuma referência estável. Nunca sei claramente o que significa, por exemplo, ser “pai de...”, mesmo tendo consciência de que ocupo atualmente tal lugar. ”
— Oct 07, 2026 06:31AM
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« Nesse sentido, a clínica opera fundamentalmente com a reorientação da palavra do sujeito. Mas: “a linguagem, antes de significar algo, significa para alguém”. Isto quer dizer: toda fala tem um endereçamento; sua entonação, seu estilo (reivindicativo, passivo, questionador, mortificado, etc.), indicam como ela é direcionada à imagem de um certo outro que sempre trago comigo »
— Sep 29, 2026 12:40AM

