Status Updates From Um beijo dado mais tarde
Um beijo dado mais tarde by
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Luís
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Nunca olhes os bordos de um texto. Tens que começar numa palavra. Numa palavra qualquer se conta. Mas, no ponto voraz, surgem fugazes as imagens. Também lhes chamo figuras. Não ligues excessivamente ao sentido. A maior parte das vezes é impostura da língua. Vou, finalmente, soletrar-te as imagens deste texto, antes que meus olhos se fatiguem. (...)
— Jun 04, 2026 08:19AM
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Luís
is on page 78 of 95
13 -
é o cheiro do mar que me conduz ao mar. Fazia frio em casa; o meu espírito pegou em Témia e saímos os três para a luz que envolvia toda a orla marítima numa dupla extensão de mar aéreo; ouço o bramir das ondas nas faixas dessa luz,
e compreendo perfeitamente que a história dos homens acabou aqui. Incluindo todas as pequenas histórias que eu ainda estava a contar.
— Jun 04, 2026 07:34AM
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é o cheiro do mar que me conduz ao mar. Fazia frio em casa; o meu espírito pegou em Témia e saímos os três para a luz que envolvia toda a orla marítima numa dupla extensão de mar aéreo; ouço o bramir das ondas nas faixas dessa luz,
e compreendo perfeitamente que a história dos homens acabou aqui. Incluindo todas as pequenas histórias que eu ainda estava a contar.
Luís
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«Como segurá-la no teu olhar que treme?» ecoa o companheiro filosófico, ironizando. «Segura a pata do monstro que repousa na tua mão minúscula, em resposta à tua; a tua está equilibrada na minha, repousando numa pena de escrever que limpa o ar.»
— Jun 04, 2026 07:17AM
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Luís
is on page 53 of 95
7 -
Concluindo a narrativa de Myriam, Ana cantou a ler:
- Témia, essa criança não está morta, foi, simplesmente,
raptada do mundo,
e posta a sonhar num ermo ainda mais solitário.
Myriam e o jovem Ler fizeram a aliança da sua idade. Passeiam juntos através de longas distâncias físicas e reais,
por entre os pinheiros,
até descobrirem que a cegonha voltou do mar.
— Jun 04, 2026 06:09AM
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Concluindo a narrativa de Myriam, Ana cantou a ler:
- Témia, essa criança não está morta, foi, simplesmente,
raptada do mundo,
e posta a sonhar num ermo ainda mais solitário.
Myriam e o jovem Ler fizeram a aliança da sua idade. Passeiam juntos através de longas distâncias físicas e reais,
por entre os pinheiros,
até descobrirem que a cegonha voltou do mar.
Luís
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6 -
(...)
e a minha própria cabeça pensativa se voltasse para ela e lhe fizesse uma pergunta simbólica sobre o Anjo sereno da luz,
ou uma pergunta exacta sobre se precisava que eu a ajudasse a vestir a língua de Témia e que, com um dedo, me indicasse o livro onde minha avó Azul guardava a sua árvore do Tudo e do Nada. «O seu não-dito», clarifiquei.
— Jun 03, 2026 03:44PM
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(...)
e a minha própria cabeça pensativa se voltasse para ela e lhe fizesse uma pergunta simbólica sobre o Anjo sereno da luz,
ou uma pergunta exacta sobre se precisava que eu a ajudasse a vestir a língua de Témia e que, com um dedo, me indicasse o livro onde minha avó Azul guardava a sua árvore do Tudo e do Nada. «O seu não-dito», clarifiquei.
Luís
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12 - Hoje, Témia chora porque, quando fala, fica longe de mim o que estou a dizer. Ou então, quem torna claro o peso do que me dizem? Dizem, de forma tão acerada, que a balança da justiça da palavra se desequilibra. Trazem e levam a melodia dos sons sem ouvir que ontem a Maria Adélia partiu com os seus móveis familiares para a casa dos sobrinhos. Partiu e chorou. (...)
— Jun 03, 2026 02:25PM
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Cláudia Azevedo
is on page 61 of 120
"Numa história, há (ou não há) um momento de desvendamento a que se chama sublime. Normalmente breve."
— Jun 26, 2018 04:28PM
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