Status Updates From A History of Opera
A History of Opera by
Status Updates Showing 1-30 of 713
Al
is on page 416 of 688
A ópera-cômica, reconhecida por ter diálogos e não recitativos, transforma-se, em Paris, com corais de malfeitores e soldados, e se afasta da farsa como que indicando uma presciência do questionamento existencialista/individualista do próximo século. Carmen sintetiza os significados e o espírito contemporâneos, de libertação das amarras sociais, ainda que em direção à tragédia.
— Oct 04, 2026 11:45AM
Add a comment
Al
is on page 362 of 688
Mestre na autopromoção, Wagner revoluciona o modo de apresentar a ópera, agora não mais um conjunto de canções e sim uma obra em que cada parte se interconecta e leva à próxima. Este conceito foi levado ao extremo ao compor quatro óperas interconectadas. Nas várias
inovações que ele se atribui, várias já eram correntes nas óperas apresentadas há pelo menos um século.
— Sep 30, 2026 09:59AM
Add a comment
inovações que ele se atribui, várias já eram correntes nas óperas apresentadas há pelo menos um século.
Al
is on page 335 of 688
Na França, a Grande Ópera é a "bola da vez", atraindo como a melhor oportunidade profissional, artistas de toda a Europa. Novas tecnologias e a excelência dos contratados tornaram a ópera francesa no maior espetáculo da Terra. As obras passam a ter caráter de discussão universal, se contrapondo à visão regional interior.
— Sep 28, 2026 10:41AM
Add a comment
Al
is on page 304 of 688
As óperas italianas começaram a ser percebidas como antiquadas. Verdi atenta para o que está sendo encenado mais do que o que está sendo cantando. Posteriormente, esse apelo vai se refletir na simplicidade das linhas corais. Verdi antecipa, mas não realiza, a ideia de movimento contínuo ligando todos atos como fossem um, além de criar uma vinheta que referenciava os principais personagens.
— Sep 25, 2026 05:56AM
Add a comment
Al
is on page 282 of 688
A cena da loucura da protagonista em Lucia de Lammermoor é o começo do desenvolvimento da música como adjutória mediata da palavra, o que sacrifica a unidade musical mas dota a palavra de expressão única, em uma espécie de continuidade do que se fazia no século XVII.
— Sep 24, 2026 11:27AM
Add a comment
Al
is on page 263 of 688
O protagonismo novo dos tenores, conjuntamente ao desenvolvimento de instrumentos de sopro no registro grave, leva à elaboração de cantos sem ornamentação mas de grande extensão vocal que, juntos com a potência recém-descoberta conseguiu atravessar a barreira de so instrumental.
— Sep 24, 2026 11:10AM
Add a comment
Al
is on page 254 of 688
As insistentes reapresentações das óperas de Rossini terminam por cultivar um novo tipo de fruição: a história não mais importava mas sim como este ou aquele cantor vai se sair no papel, ou se o cantor vai conseguir se superar nas récitas. Nesse contexto, Rossini talvez tentasse limitar o improviso ao escrever detalhadamente quais ornamentos usar.
— Sep 23, 2026 06:27AM
Add a comment
Al
is on page 225 of 688
Rossini, considerado até revolucionário, dá um passo atrás ( Restauração?) na carga dramática musical, dissociava o que está sendo exposto na ária e o caráter dramático; esquematiza os movimentos múltiplos e dá os principais papeis masculinos aos tenores, continuando a ideia começada com os "castratti". Inaugura o "revival" operístico, sendo o primeiro compositor com as óperas sistematicamente reapresentadas.
— Sep 22, 2026 09:48AM
Add a comment
Al
is on page 225 of 688
Fidelio apresenta o soprano dramático, novo tipo de voz que dominará as óperas alemãs. As histórias de resgate ficam em voga e o sentimento é o do romantismo inaugurado por Beethoven. A ópera francesa reduz-se ao tema da Revolução, e esta mesma revolução termina por desencadear uma onda xenofóbica alemã, que se fecha em termas regionais e nacionais.
— Sep 22, 2026 05:37AM
Add a comment
Al
is on page 205 of 688
A ópera utiliza, a partir do desenvolvimento alemão, os diálogos para aumentar a expressividade do texto, permitindo que bons atores e não somente cantores participassem. Algumas árias são bastante simples por conta disso. A música assume cada vez mais um papel discursivo ao apontar o que não é cantado. Criação do "Melodram".
— Sep 21, 2026 05:29AM
Add a comment
Al
is on page 178 of 688
Mozart, a partir de três libretos de Lorenzo da Ponte, faz suas óperas-bufas mais reconhecidas, tirando alguma capacidade expressiva do texto e relegando-a à música. Abre-se espaço para uma maior crítica social com a introdução de personagens de diversas características dos papeis anteriores, que se resumiam a aristocratas e a população no geral, ou a personagens míticos.
— Sep 18, 2026 08:47AM
Add a comment
Al
is on page 148 of 688
Gluck introduz personagens estranhos às histórias originais, destacando os amores enganados. Mozart utiliza os artifícios musicais criados por Gluck, ao mesmo tempo que dota as músicas de nova complexidade musical, remetendo às ideias da ópera-séria.
— Sep 16, 2026 10:19AM
Add a comment
Al
is on page 143 of 688
Metastásio enxuga o libreto, retirando os personagens cômicos, que passaram a obras próprias nos interlúdios, e faz uma alegoria social do texto. As músicas perdem em elaboração ornamental, se tornam simples e previsíveis ritmicamente (estilo galante/clássico). A expressão musical passa a ser a tônica.
— Sep 16, 2026 06:35AM
Add a comment
Al
is on page 119 of 688
No final dos 1600 já estava consolidada a forma ária/recitativo, a ária (de saída) já na forma aba. As obras eram feitas para as características de cada cantora ou cantor, sendo modificadas a cada temporada de reapresentação. Nápoles, caracterizada pelo apoio estatal, constringe os espectáculos às necessidades dos patronos, criando o conceito que hoje se nomeia ópera-séria, e Handel é seu principal expoente.
— Sep 13, 2026 02:10PM
Add a comment
Al
is on page 93 of 688
Orfeu dá mais importância à música como parte da história do que como veículo dessa. O tradicional afluxo de pessoas em Veneza permite que os espetáculos se financiam sem depender de patronos. O carnaval os orienta ao luxo e ao desregramento. Trechos cômicos aparecem. Cantores eram os principais, sejam mulheres ou castrati. A música se desenvolve ao redor da fala. A ópera ganha o balé na França. Lully sintetiza.
— Sep 13, 2026 08:16AM
Add a comment
Al
is on page 67 of 688
A origem se dá no Renascimento, na intenção de resgate do drama grego por intelectuais italianos que participaram do grupo Camerata . Experiências foram feitas antes no intuito de unir drama, música e cenários mas a primeira ópera coerente e coesa foi Dafne. O recitativo foi introduzido em Eurídice e a primeira ópera completa, Orfeu. Demoraria 200 anos para o Gênero levar seu nome definitivo.
— Sep 11, 2026 09:28AM
Add a comment
Al
is on page 59 of 688
A ópera utiliza recursos de significação atrelados a músicas que indicavam alguma situação e que, devido à enorme repercussão, se notabilizaram como "signos" dessas situações. Assim, a marcha nupcial, por exemplo, tocada desafinada indica, para uma boa parte do mundo ocidental, um casamento que enfrenta problemas. Já os cenários se adequam ao público esperado em cada local no qual o espetáculo será apresentado.
— Sep 11, 2026 05:49AM
Add a comment
Al
is on page 48 of 688
Muitas vezes vilanizada por Hollywood, populariza-se mas com o status de arte de elite. com o tempo, também, aparecem convenções sobre como cada parte da história deve ser contada (ária, duetos, trio etc. versus recitativo).
— Sep 10, 2026 11:17AM
Add a comment
Al
is on page 40 of 688
Funciona de acordo com a disposição do espectador em se enganar, irrelevando absurdos que se estendem muito além dos enredos fantasiosos. Moribundos cantando a plenos pulmões, situações urgentíssimas mas que podem esperar o tempo de se cantar uma ou duas árias, além da aparência física que raramente coaduna com o papel representado, são dificuldades conceituais que terminam por distinguir o representado do escrito.
— Sep 10, 2026 06:54AM
Add a comment








