Status Updates From A Noite e o Riso
A Noite e o Riso by
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Inês Fonseca
is on page 198 of 344
pequena pausa para um Bukowski um pouco mais erudito; espero que no próximo "capítulo" haja menos sexo...
— Apr 06, 2026 10:15AM
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Inês Fonseca
is on page 120 of 344
provavelmente o livro mais difícil de entender que li; certamente o melhor. escrita tão boa (e tão confusa) que tenho de reler parágrafos inteiros e fazer desenhos mentais para chegar lá.
quero ver como é que isto vai ser dado numa turma de bananas
— Apr 03, 2026 06:50AM
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quero ver como é que isto vai ser dado numa turma de bananas
Inês Fonseca
is on page 54 of 344
às vezes leio coisas tão deliciosas que me esqueço que vou ser avaliada por elas
— Mar 31, 2026 05:28PM
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Luís
is on page 234 of 254
Quando o homem viu o cais deserto ao longo da linha já sem comboio, encaminhou-se de novo para a saída. Os olhos ardiam-lhe, e arderam ainda mais quando chegou à rua e viu a calçada e os táxis, ouviu os ruídos e sentiu o cheiro da rua com sol forte e outra gente.
— Feb 06, 2024 10:57AM
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Luís
is on page 211 of 254
Instintivamente puxou uma cadeira e instalou-se para ler. Mas, ao pegar num dos blocos de papel de carta, lembrou-se do que a Zana lhe escrevera: Queimar sem ler, fora a frase seca. Se lesse, ninguém mais o saberia. Mas fora ele que a morta escolhera como uma espécie de garantia. Meteu tudo na pasta que fechou numa gaveta, à chave, e saiu para a rua.
— Feb 06, 2024 10:14AM
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Luís
is on page 172 of 254
Escrevo as derradeiras linhas dum livro provisório, deformável. Rodeia-me o chinfrim da capital transeuropeia onze vezes arrasada totalmente. Quantos mortos por sob os quantos vivos que aqui palreiam em servo-croata?
— Feb 05, 2024 02:35PM
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Luís
is on page 164 of 254
Revesti. Meio smoking como quem despisse o resto, cuecas inclusas. Descemos a escada infame sem uma palavra. Na rua estava o velho Ford. Entrámos nele com uma habituação de cônjuges em desavença.
— Feb 05, 2024 02:15PM
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Luís
is on page 106 of 254
Um a um desci esses degraus até quase meter os pés na água preta. Um paquete iluminado descia o Tejo, direitinho à Barra. Fiquei a olhá-lo, quieto agora, de repente muito calmo de cansaços. Pela primeira vez gemeu em mim um chamamento obscuro, de partir. No lado oposto do Estuário, o farol de Cacilhas piscou-me um olho verdejante.
— Feb 05, 2024 10:54AM
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Luís
is on page 50 of 254
«É só que não percebo», disse.
«Mas não percebe o quê?»
Olhou-me durante um bom bocado antes de responder:
«Se toda a gente fosse analfabeta, era preciso esperar que fosse descoberta a arte de escrever, ou não?»
«Parece-me que sim», disse eu.
«Nesse caso, merda para o Artur, para tudo isto e você também.»
Achei mais sábio reingressar no meu silêncio, pois não tinha resposta imediata a semelhante interrogar.
— Feb 04, 2024 03:54PM
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«Mas não percebe o quê?»
Olhou-me durante um bom bocado antes de responder:
«Se toda a gente fosse analfabeta, era preciso esperar que fosse descoberta a arte de escrever, ou não?»
«Parece-me que sim», disse eu.
«Nesse caso, merda para o Artur, para tudo isto e você também.»
Achei mais sábio reingressar no meu silêncio, pois não tinha resposta imediata a semelhante interrogar.











