Status Updates From L'homme révolté
L'homme révolté by
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Luís
is on page 293 of 328
Mas o inferno não dura para sempre; um dia a vida recomeça. A história talvez tenha um fim; no entanto, a nossa tarefa não consiste em terminá-la, mas em criá-la, à imagem daquilo que, apesar de tudo, consideramos verdadeiro. Pelo menos a arte ensina-nos que o ser humano não se resume à história e que também encontra uma razão para viver na ordem da natureza. Para ele, o grande Pã não morreu. (...)
— 1 hour, 13 min ago
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Luís
is on page 265 of 328
(...) Assinalemos apenas, previamente, que àquele «Revolto-me, logo existimos», e ao «Existimos sozinhos» da revolta metafísica, a revolta, a braços com a história, acrescenta que, em vez de matar e morrer para produzir o ser que não somos, devemos viver e fazer viver para desenvolver aquilo que somos.
— 5 hours, 51 min ago
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Luís
is on page 239 of 328
A esta questão só o niilismo, e não a revolta, respondeu. Até ao presente, só ele falou, retomando o lema dos revoltados románticos: «Frenesim.» Ao frenesim histórico chama-se poder. A vontade de poder veio substituir a vontade de justiça, primeiro fingindo identificar-se com ela, e depois relegando-a algures para o fim da história, esperando que nada restasse sobre a terra para dominar. (...)
— 23 hours, 57 min ago
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Luís
is on page 224 of 328
(...) Mas as vítimas já não estarão lá para julgar. Para a vítima, o único valor é o presente; a revolta, a única acção. Para existir, o messianismo deve edificar-se sobre as vítimas. É possível que Marx não o tenha desejado, mas — é essa sua responsabilidade que é preciso apurar — ele justifica, em nome da revolução, a luta doravante sangrenta contra todas as formas de revolta.
— Feb 13, 2026 10:06AM
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Luís
is on page 191 of 328
(...) Tal como Kirilov, que se matou para ser deus, aceitava ver o seu suicídio utilizado pela «conspiração» de Verkhovenski, do mesmo modo, a divinização do homem feita por si mesmo quebra o limite que a revolta, apesar de tudo, identificava e envereda de modo avassalador pelos caminhos lamacentos da tática e do terror, dos quais a história ainda não saiu.
— Feb 12, 2026 11:31AM
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Luís
is on page 148 of 328
(...) À revolução jacobina, que procurava instituir a religião da virtude para, por meio dela, fundar a unidade, irão suceder as revoluções cínicas, quer sejam de direita ou de esquerda, que tentarão conquistar a unidade do mundo para, por fim, fundar a religião do homem. Tudo o que pertencia a Deus será, doravante, entregue a César.
— Feb 11, 2026 01:22PM
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Luís
is on page 118 of 328
O niilismo,que no seio da revolta submerge,assim,a força da criação,acrescenta apenas que podemos construí-la por todos os meios.Nos cumes do irracional,o homem,sobre uma terra que ele sabe,doravante,ser solitária,vai juntar-se aos crimes da razão em marcha pelo império dos homens. (...)
— Feb 10, 2026 03:23PM
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