Status Updates From Náměsíčná země
Náměsíčná země by
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Beatriz Baptista
is on page 114 of 224
“Precisava salvar Farida porque ela me salvava da miséria de existir pouco. Havia, por fim, um alguém que não estava metido no mesmo lodo em que todos chafundavamos, alguem que mantinha a esperança, louca que fos-se. Farida, ao menos, tinha uma ilha com um inviável farol, um barco que viria de lá onde habitam os anjonautas.”
— 11 hours, 29 min ago
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Beatriz Baptista
is on page 114 of 224
“— Pode acabar no país, Kindzu. Mas para nós, dentro de nós essa guerra nunca mais vai terminar.”
— 11 hours, 30 min ago
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Beatriz Baptista
is on page 114 of 224
“Farida queria conhecer mais: saber o motivo da guerra, a razão daquele desfile de infinitos lutos. (…) E tudo era para quê? Para autorizar o roubo. Porque hoje nenhuma riqueza podia nascer do trabalho. Só o saque dava acesso às propriedades. Era preciso haver morte para que as leis fossem esquecidas. Agora que a desordem era total, tudo estava autorizado. Os culpados seriam sempre os outros.”
— 11 hours, 31 min ago
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Beatriz Baptista
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“Quem vive no medo precisa um mundo pequeno, um mundo que pode controlar.”
— 11 hours, 33 min ago
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Beatriz Baptista
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“O que é perder-se, ao fim ao cabo? Muita gente, acreditando ter a certeira direcção, nasce já equivocada.”
— Jul 01, 2026 06:41AM
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Beatriz Baptista
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“— Em vez de esperarmos na estrada, fazemos o nosso caminho.”
— Jul 01, 2026 06:37AM
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Beatriz Baptista
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“Essa criança está-me dentro, sobra-me. Assim dizia Farida. E acrescentava: Tenho-o dentro como um fruto abriga o ca-roço. Eu sou a polpa dele, estou nascendo dele, empurra-da pelo seu corpo, amadurecendo até tombar na terra e ser comida pelos vermes. É assim que me sinto.”
— Jun 30, 2026 10:21AM
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Beatriz Baptista
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“Esse menino nasceu sem que ela nascesse mãe. Em nenhum momento Farida notou alguma vontade de lhe dar cuidados. Foi à igreja e entregou a criança como se fosse uma encomenda de ninguém, um lapso da vida.”
— Jun 30, 2026 10:20AM
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Beatriz Baptista
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“A dor, afinal, é uma janela por onde a morte nos espreita.”
— Jun 30, 2026 04:11AM
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Beatriz Baptista
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“Não inventaram ainda uma pólvora suave, maneirosa, capaz de explodir os homens sem lhes matar. Uma pólvora que, em avessos serviços, gerasse mais vida. E do homem explodi do nascessem os infinitos homens que lhes estão por dentro.”
— Jun 30, 2026 04:09AM
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Beatriz Baptista
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“Aquela noite lhe dera a certeza: os sonhos são cartas que enviamos a nossas outras, restantes vidas.”
— Jun 30, 2026 04:04AM
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Beatriz Baptista
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“As ideias, todos sabemos, não nascem na cabeça das pessoas. Começam num qualquer lado, são fumos soltos, tresvairados, rodando à procura de uma devida mente.”
— Jun 28, 2026 07:12AM
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Beatriz Baptista
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“Disse que havia duas maneiras de partir: uma era ir embora, outra era enlouquecer. Meu pai escolhera os dois caminhos, um pé na doideira de partir, outro na loucura de ficar.”
— Jun 27, 2026 02:49AM
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Beatriz Baptista
is on page 29 of 224
“— Que pátria, Kindzu? Eu não tenho lugar nenhum. Ter pátria é assim como você está fazer agora, saber que vale a pena chorar.”
— Jun 27, 2026 02:44AM
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Beatriz Baptista
is on page 26 of 224
“Eu me confortava: nunca ninguém se havia esquecido de nada por causa de mim.”
— Jun 27, 2026 02:37AM
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Beatriz Baptista
is on page 24 of 224
“Afinal, nasci num tempo em que o tempo não acontece. A vida, amigos, já não me admite. Estou condenado a uma terra perpétua, como a baleia que esfalece na praia. Se um dia me arriscar num outro lugar, hei-de levar comigo a estrada que não me deixa sair de mim.”
— Jun 27, 2026 02:33AM
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Beatriz Baptista
is on page 23 of 224
“Minha alma era um rio parado, nenhum vento me enluava a vela dos meus sonhos. Desde a morte de meu pai me derivo sozinho, órfão como uma onda, irmão das coisas sem nome.”
— Jun 27, 2026 02:31AM
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Beatriz Baptista
is on page 22 of 224
“Quem, neste mundo, dá validade a uma criança?”
— Jun 27, 2026 02:29AM
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Beatriz Baptista
is on page 17 of 224
“A guerra é uma cobra que usa os nossos próprios dentes para nos morder. Seu veneno circulava agora em todos os rios da nossa alma. De dia já não saímos, de noite não sonhávamos. O sonho é o olho da vida. Nós estávamos cegos.”
— Jun 27, 2026 02:21AM
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