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Paixão Pagu: A Autobiografia Precoce de Patrícia Galvão by
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mia
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"Entrei na casa pequenina para o dom absoluto de minha pessoa. Entreguei-me completamente. Só ficou o êxtase da doação feita à causa proletária. Perturbada, desde esse dia, resolvi escravizar-me espontaneamente, violentamente. O marxismo. A luta de classes. A libertação dos trabalhadores. Por um mundo de verdade e de justiça. Lutar por isso valia uma vida. Valia a vida."
— Jul 22, 2025 07:48PM
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mia
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"As maiores tolices que eu dissesse seriam ouvidas com paciência e contestadas com tanta minúcia, como se eu fosse a única pessoa no mundo que necessitasse ser recrutada para o partido e que Prestes só tivesse isso como tarefa. Tive de Prestes uma impressão magnífica e foi essa impressão que, em grande parte, me jogou na luta política."
— Jul 21, 2025 07:38PM
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mia
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Por que dar tanta importância à minha vida? Mas, meu amor: eu a ponho em suas mãos. É só o que tenho intocado e puro. Aí tem você minhas taras, meus preconceitos de julgamento, o contágio e os micróbios. Seria bom se eu tivesse o poder de ver as coisas com simplicidade, mas a minha vocação grandguignolesca me fornece apenas a forma trágica de sondagem. É a única que permite o gosto amargo de novo. Sofra comigo.
— Jun 30, 2025 07:51PM
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Larissa Luz
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Depois, não é minha intenção reavivar as anedotas que poderiam parecer pitorescas e que talvez, naquele momento, impressionassem a minha curiosidade e a minha necessidade de intensificar tudo. Hoje, tudo o que se passou é escravo do ridículo, da futilidade. Não me condeno por isso. A gente nunca é igual. Desgarrada da vida, certa de que ela não me interessava, procurava o movimento comum da vida.
— Dec 03, 2024 06:41AM
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Larissa Luz
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"Depois, não é minha intenção reavivar as anedotas que poderiam parecer pitorescas e que talvez, naquele momento, impressionassem a minha curiosidade e a minha necessidade de intensificar tudo. Hoje, tudo o que se passou é escravo do ridículo, da futilidade. Não me condeno por isso. A gente nunca é igual. Desgarrada da vida, certa de que ela não me interessava, procurava o movimento comum da vida. "
— Dec 03, 2024 06:39AM
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Larissa Luz
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Há muitos dias não escrevo. Quando a luz brilha, só há luz e nada mais existe. E quando a angústia volta, ela é a vacilação constante. Tenho hesitado. Para que escrever? Para que tudo isso? Penso em desistir. Talvez não termine nunca. Essa pergunta-resposta para todas as perguntas e todas as respostas: "Para quê? Para quê?".
— Dec 02, 2024 04:49AM
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Larissa Luz
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Pela prisão, tempo-prisão, mundo que começa no nosso portão. Talvez não valesse a pena a gente passear retrospectivamente. Sempre implica marcha a ré. Sou contra a autocrítica. O aproveitamento da experiência se realiza espontaneamente, sem necessidade de dogmatização.
É que hoje tudo está brilhante.
— Dec 02, 2024 04:15AM
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É que hoje tudo está brilhante.











