Luís’s Reviews > São Jorge dos Ilheus > Status Update
Luís
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Ela sorriu. Na mesa, o pássaro olhava. Julieta o achou parecido com Sérgio Moura. Também o poeta tinha alguma coisa de prisioneiro.
— Apr 17, 2025 02:29AM
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Luís’s Previous Updates
Luís
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Romão e Varapau, industriados por Joaquim, instituíam colectivos nos bandos que se formavam e iam dirigindo todos para as estradas para Itabuna. Começaram a circular inquietadoras notícias pelas ruas da cidade e o delegado requisitou soldados em Ilhéus para poder garantir a ordem.
— Apr 17, 2025 09:18AM
Luís
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A música e o canto sumiam para os lados das ruas de prostitutas. As luzes da cidade brilhavam na noite. Os dois homens subiam a ladeira da Conquista.
— Apr 17, 2025 08:02AM
Luís
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Um recorte do "Diário de Ilhéus" que trazia notícias do desfalque de Martins e um retrato de Rosa na polícia chegou, através do coronel Frederico Pinto, à fazenda onde o Varapau consolava o negro Florindo da fuga mais uma vez frustrada. Varapau leu a notícia para Florindo e Capi, exibiu o retrato de Rosa. O negro Florindo pregou na parede da casa, em cima de seu catre. (...)
— Apr 17, 2025 04:53AM
Luís
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Mas sabia também que ali tinha possibilidade de dar vazão um dia ao ódio que lhe enchia o coração, que era a razão da sua vida. Que diriam agora? Ah! o que não daria ele para ser como Horácio, capaz de matar, de retirar da sua frente, fosse como fosse, aqueles que impediam os seus planos? E, em pensando nisso pensou em Ester. (...)
— Apr 16, 2025 02:21PM
Luís
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Sérgio saiu com Maneca Dantas. A festa da alta sociedade abalara velhos conceitos do coronel sobre a família. Ele já lera, não sabe onde, umas coisas sobre a crise que pesa sobre a família, o perigo de dissolução. Ouvira também o sermão do bispo sobre o assunto, sermão muito eloquente. Mas hoje ele vira. (...)
— Apr 16, 2025 12:21PM
Luís
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Sérgio está de pé, o negro carregador faz-lhe lugar no banco e sorri. Então o poeta perde todo o receio das palavras, das atitudes, sente-se tranquilo e seguro de si. Começa a falar.
— Apr 16, 2025 08:27AM
Luís
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E, quando corre uma leve brisa, todo aquele mar de amarelo se balança, as tonalidades se confundem, criam um amarelo novo, o amarelo das roças de cacau, ah! o mais belo do mundo!, um amarelo como só os grapiúnas vêem nos dias de verão do paradeiro. Não há palavras para descrevê-lo, não há imagem para compará-lo, um amarelo sem comparação, o amarelo das roças de cacau!
— Apr 16, 2025 05:53AM
Luís
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O capitão naquele dia parecia não saber outras palavras e as repetia em todos os tons, desde aquele grito inicial que atravessara a casa-grande, fora buscar Don'Ana no terreiro, arrepiara as penas de Chico na cozinha, até o murmúrio terno, quase ao ouvido de Don'Ana, sentados os dois na rede da varanda, Chico andando em frente, no balaústre. (...)
— Apr 16, 2025 02:03AM
Luís
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(...) No bôjo dos navios, nas asas rápidas dos aviões, nos trens de ferro que se dirigem para o sertão, viajava a fama de Ilhéus, cidade do dinheiro e dos cabarés, da impávida coragem e dos negócios sujos. Não só nas grandes capitais, no Rio, em São Paulo, na Bahia, no Recife, em Porto Alegre, homens de negócios se interessavam e falavam naquela terra do cacau. (...)
— Apr 15, 2025 01:48PM
Luís
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E todos aqueles corações, mesmo o do sírio, acompanharam ardentemente o voto da mulher, os olhos indo do capim morrendo ao céu límpido, em busca de nuvens de chuva que não existiam. Céu azul onde um sol vermelho de cobre marcava a hora do meio-dia.
— Apr 15, 2025 06:42AM

