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Luís
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(...)
Um céu negro
cobria então o mar
e as ameias rasgadas,
nevadas do Alasca resplandeceram,
é este o termo, pensou Steller,
em cores vermelho-rosado e violeta.
Virus Bering, que passara toda a viagem
deitado no seu camarote a olhar para
o teto por cima da sua cabeça,
veio para cima pela primeira vez, atraído
pelo júbilo incessante da marinhagem,
e contemplou o espectáculo
imerso em profunda depressão.
May 02, 2025 03:20AM
Do Natural: Um Poema Elementar

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Luís
Luís is on page 90 of 112
(...)
Marinheiros negros de pé,
encostados à amurada,
acenavam ao passar, o Sol
estava a pôr-se e as sombras
tremulavam já
nas margens.
May 02, 2025 02:18PM
Do Natural: Um Poema Elementar


Luís
Luís is on page 74 of 112
(...)
Escreve também Pallas que o morto
sonhava ainda com os
mamutes que pastavam
do lado de lá do rio
e que um deles foi de noite
tirar-lhe a capa
e o deixou deitado na neve,
qual raposa abatida.
May 02, 2025 09:33AM
Do Natural: Um Poema Elementar


Luís
Luís is on page 35 of 112
(...)
A 18 de maio, Grunewald
recebeu esta notícia,
e nunca mais saiu de casa.
Mas foi sabendo dos olhos
que continuaram a ser vazados,
durante muito tempo ainda,
entre o lago Constança
e a floresta da Turíngia.
Usou durante semanas
uma venda preta
a tapar a cara.
May 01, 2025 02:30PM
Do Natural: Um Poema Elementar


Luís
Luís is on page 19 of 112
(...)
Terá sido por isso que Anna de Grunewald
se tornou rabugenta, doente, vítima
da falta de juízo, de febre cerebral
e de loucura.
A ver se melhorava, foi por fim
internada no hospital onde,
na hora da morte
do pintor, vivia ainda
num corpo enfermo.
May 01, 2025 12:33PM
Do Natural: Um Poema Elementar


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