Paula Mota’s Reviews > O Outro Lado dos Livros - Memórias de um Editor > Status Update
Paula Mota
is on page 140 of 224
"Quando em 1998, a escritora Carmen Posadas venceu o prémio Planeta(..) um jornalista perguntou-lhe,entre outras coisas, como era ser uma escritora rica. Não se referia, claro, apenas ao valor do prémio, mas sobretudo ao facto de a autora ter tido sempre uma vida de privilégio(.) Com total à-vontade, respondeu(..)que não lhe constava que alguma vez tivessem feito a mesma pergunta a Proust ou ao príncipe de Lampedusa.
— Jul 21, 2025 01:52PM
14 likes · Like flag
Paula’s Previous Updates
Paula Mota
is on page 200 of 224
"Um inquérito (...) concluiu que, em 2021, 61% dos portugueses não leram um único livro. Para se perceber melhor a gravidade destes dados, refira-se que em Espanha foram 38% os que não leram um livro em em França apenas uma minoria de 8%. (...) Nos anos 80, a tiragem normal de uma novidade literária era de 3000 exemplares e que hoje se fica, salvo raras exceções, por uns míseros mil ou 1500.
— Jul 24, 2025 07:47AM
Paula Mota
is on page 167 of 224
"Umberto Eco dizia já não sei onde que durante a noite os livros entravam em nós por osmose. Eu também creio nisso, do mesmo modo que acredito que, durante essas horas de silêncio, os livros conversam entre si e contam mutuamente as respetivas histórias. E se transformam. E que é por isso que, quando se lê um livro 20 anos depois, ele já não é mesmo da primeira leitura."
— Jul 22, 2025 02:05PM
Paula Mota
is on page 127 of 224
"Já mesmo antes de a Feira [do Livro de Frankfurt] começar, sucederam-se alguns episódios caricatos: o pedido de um jovem jornalista alemão para entrevistar o Padre António Vieira (...)."
— Jul 19, 2025 02:31PM
Paula Mota
is on page 90 of 224
"Quando no stand da Dom Quixote, ele [Lobo Antunes] estava presente, a única maneira de pôr alguma ordem no processo era pedir a quem comprava os livros que lhes metesse dentro um papel com o respetivo nome, os devolvesse ao funcionário e aguardasse o momento de serem autografados. (...) E o curioso é que muitas vezes, no tal papelinho em que vinha o nome da pessoa, vinha também um número de telefone...
— Jul 19, 2025 11:44AM
Paula Mota
is on page 58 of 224
"Mas o mais importante foi a visita a Champigny, o 'bidonville' dos portugueses, um mar de lama que era a imagem de um Portugal de miséria e exílio."
[Um lembrete para os portugueses de fraca memória...]
— Jul 18, 2025 07:40AM
[Um lembrete para os portugueses de fraca memória...]
Paula Mota
is on page 52 of 224
"O preconceito era dominante: era demasiado bonita e demasiado senhora para que a levassem a sério os deões da inteligência nacional (...). Mas Rosa [Lobato Faria], indiferente a tudo isso, sentava-se à mesa da cozinha e continuava a tecer as suas histórias com a mesma mão firme com que temperava cozinhados e afetos."
— Jul 17, 2025 12:08PM
Paula Mota
is on page 35 of 224
"Com a minha pronúncia nortenha, eu metia sempre um "e" onde não existia, dizendo, por exemplo, Clara Ferreira (e)Alves. E como ele [José Cardoso Pires] não queria que eu dissesse "Alexandra (e)Alpha", passámos horas a ensaiar para garantir que o erro não seria cometido no jantar."
[Nós, lisboetas, somos tramados com os sotaques! :-) ]
— Jul 17, 2025 07:10AM
[Nós, lisboetas, somos tramados com os sotaques! :-) ]
Paula Mota
is on page 23 of 224
No dia do jantar, quando nos trouxeram o dito [bacalhau], [Leonardo] Padura olhou a travessa com olhar guloso e segredou-me: - Não podias pedir um pouco de arroz?
Atrapalhado, chamei o empregado e lá lhe tentei explicar que o senhor era cubano, que os cubanos comiam arroz com tudo (...). O arroz veio para a mesa e, com ele, o bacalhau de Padura foi o melhor bacalhau do mundo.
— Jul 17, 2025 04:18AM
Atrapalhado, chamei o empregado e lá lhe tentei explicar que o senhor era cubano, que os cubanos comiam arroz com tudo (...). O arroz veio para a mesa e, com ele, o bacalhau de Padura foi o melhor bacalhau do mundo.
Paula Mota
is on page 13 of 224
- Vais para Lisboa para quê? -perguntou-me ele.
E eu, com aquela insegurança típica do fim da adolescência, respondi-lhe:
- Lisboa é uma cidade grande. E, além disso, lá podem conhecer-se os escritores.
Joaquim Namorado deu-me um valente calduço e, com a voz tonitruante, replicou:
- Os escritores são para se ler, e não para se conhecer!
Esta frase tem-me acompanhado toda a vida.
— Jul 16, 2025 01:55PM
E eu, com aquela insegurança típica do fim da adolescência, respondi-lhe:
- Lisboa é uma cidade grande. E, além disso, lá podem conhecer-se os escritores.
Joaquim Namorado deu-me um valente calduço e, com a voz tonitruante, replicou:
- Os escritores são para se ler, e não para se conhecer!
Esta frase tem-me acompanhado toda a vida.
Comments Showing 1-7 of 7 (7 new)
date
newest »
newest »
De nada, Paulita. Hoje é dia de festa aqui no GR 😘💕🎉🥧(este bolo parece-me mais dietético que os outros. Parece um queque em que alguém se sentou em cima. Espero que não seja o caso 😜)Beijões (sim… hoje é dia de aumentativos😉)
Diverte-te querida Paula 🎶🌹



Já te deixei um beijinho de parabéns depois do teu comentário à minha resenha da Short History of Europe
Tem um grande dia, querida Paula😘🎊🎉🎂🍀🎶🍰🍷🍷