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Luís
Luís is on page 178 of 200
Quando saímos do campo, o sol declinava nos horizontes purpúreos, as avezinhas retornavam aos seus ninhos, pipilando - uma luz doirada parecia coroar as cabeças tanto das vencedoras como das vencidas.
Aug 16, 2025 03:39AM
Em Minúsculas

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Luís
Luís is on page 190 of 200
Talvez não exista hoje em Portugal um livro que, no plano em que este se situa, forneça uma visão tão palpitante, perturbadora da descoberta do mundo, e da reflexão sobre essa descoberta, por parte de uma juventude que esse mesmo mundo frustra.
Aug 16, 2025 08:55AM
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Luís is on page 164 of 200
(...) Alguma dela decerto possuía economias, mas sei de outra que teve de incorrer no empréstimo, e de outra ainda que se enrascou bastante. Dois meses? Eles riram da minha insistência. Dois meses. E, depois de me garantirem, lá foram afadigadamente remendar as cabeças e as vísceras que vinham pelos corredores dentro. Eu não queria uma profissão assim, com maneiras de pagar assim.
Aug 16, 2025 02:27AM
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Luís
Luís is on page 156 of 200
Fica no ar uma pergunta: porque é que Luanda se coloca, neste assunto do atropela e foge, ao nível de outras cidades muito maiores do que ela e com maior número de viaturas? Que estranha ambição a move ascensionalmente neste gráfico criminal, como se se tratasse de uma competição de profundidade agrícola ou de taxa educacional? (...)
Aug 15, 2025 01:53PM
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Luís
Luís is on page 137 of 200
Em louvor de Lydia eu abandono os sítios nomeáveis, para me colocar à disposição das secretas perturbações onde se propõem mitografias. Eu escrevo-me em Lydia. Aparecendo, passando, implantando a forma docemente feroz do mistério. Lydia salva-nos das estradas matemáticas do quotidiano. O mundo é súbito e interminável. Louvores à profana sacralidade de Lydia.
Aug 15, 2025 11:41AM
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Luís
Luís is on page 128 of 200
Mas não nos transportemos aos lugares selectos das literaturas, sobretudo das muito clássicas. Trata-se aqui de três cabeças extremamente visíveis, a viverem até aos limites da minúcia (...) Eu digo que estes cabelos respiram. A atmosfera está cheia deles, respirando. É bom, é muito melhor do que nas literaturas clássicas.
Aug 15, 2025 09:03AM
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Luís
Luís is on page 111 of 200
Caixotes de material, montes de macrofotografias, de desenhos (...), enfim, toda uma massa preciosíssima de documentação oceanográfica, esperam que alguém, com poderes para isso, lhes conceda a atenção necessária. Urge integrar devidamente esse material, dar-lhe um destino adequado. (...)
Aug 15, 2025 04:32AM
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Luís
Luís is on page 95 of 200
Mas faltava ainda ver o que se passava na redacção do Notícia, e passava-se algo de alarmante. O redactor, na hora do serviço, quando portanto deveria estar a redigir, entregava-se devassamente a leituras. Vai aqui a fotografia dele, devidamente decapitado, com Para uma Contracultura, de Theodore Roszak. Conforme se soube, esta obra tem-no posto em escandoloso formigueiro mental. (...)
Aug 14, 2025 01:25PM
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Luís
Luís is on page 79 of 200
(...) Não são razões justas nem nobres. E só há para acrescentar que esta nota seria descabida, se não fosse o equívoco da tal pequenina carreira doméstica da TINTURA. Nas tintas estou-me eu verdadeiramente para que me dêem ou não na cabeça. Ou para esfuziantes apertos das «mões».
Aug 14, 2025 10:58AM
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Luís
Luís is on page 64 of 200
A guitarra e a viola abriram com quase espantoso virtuosismo. Depois, o cançonetista lançou um fado. Muitas palmas. Outro fado. Muitíssimas palmas. Delirantes palmas. Em cheio. Entre os fados, algumas palavras que, para trás da meia casa, não se ouviam. O público não gostou disso. Queria mas era fado. Carlos do Carmo disse uns poemas. O público não gostou mesmo nada. Cantou umas canções maravilhosas. (...)
Aug 14, 2025 09:51AM
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Luís
Luís is on page 43 of 200
Quando partimos, prosseguia a faina. Era o nascimento do vinho, o mesmo dos mistérios de Elêusis, do grande poeta e grande bêbado Omar Kayyam, de Noé, famoso bebedolas bíblico, e de nós mesmos, cidadãos mais ou menos honestos. Tudo graças a Martinho Carvalho de Moura.
Aug 14, 2025 06:50AM
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