tiago.’s Reviews > As Palavras do Corpo > Status Update
tiago.
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«São cíclicos os sentidos
na lenta raiva dos meses
no cuidado com que visto
o amor todas as vezes
quantas contigo
me dispo
ou desfruto
deixo
e minto
Me deponho e me defendo
empunho
faca e fenda
no fundo sangue do tempo»
— Jan 09, 2026 01:04PM
na lenta raiva dos meses
no cuidado com que visto
o amor todas as vezes
quantas contigo
me dispo
ou desfruto
deixo
e minto
Me deponho e me defendo
empunho
faca e fenda
no fundo sangue do tempo»
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tiago.
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«Memória da boca
dos ombros
da tua mansa língua que caminha
A abrir-me devagar
a pouco
e pouco
Lugar onde a sede
se eterniza
piscina onde o tempo se desmancha
A anca repousada
que inclinas
as pernas retesadas que levantas
Mas logo estão os lábios
e se adormentam
no retomar da pele da saliva
A penetrar-me sem pressa
e mais sedento
o vínculo os corpos a vastidão do tempo»
— Feb 02, 2026 02:27PM
dos ombros
da tua mansa língua que caminha
A abrir-me devagar
a pouco
e pouco
Lugar onde a sede
se eterniza
piscina onde o tempo se desmancha
A anca repousada
que inclinas
as pernas retesadas que levantas
Mas logo estão os lábios
e se adormentam
no retomar da pele da saliva
A penetrar-me sem pressa
e mais sedento
o vínculo os corpos a vastidão do tempo»
tiago.
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«Ardência funda planta em movimento
que trepa e fende fundidas já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde»
— Jan 26, 2026 12:27AM
que trepa e fende fundidas já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde»
tiago.
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«Se o caminhar em nós é tão secreto
como descer ainda mais degraus
para caminhos ainda mais desertos?»
— Jan 06, 2026 10:42PM
como descer ainda mais degraus
para caminhos ainda mais desertos?»
tiago.
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«Da tua voz
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens»
— Jan 04, 2026 02:56PM
o corpo
o tempo já vencido
os dedos que me
vogam
nos cabelos
e os lábios que me
roçam pela boca
nesta mansa tontura
em nunca tê-los...
Meu amor
que quartos na memória
não ocupamos nós
se não partimos...
Mas porque assim te invento
e já te troco as horas
vou passando dos teus braços que não sei
para o vácuo em que me deixas
se demoras
nesta mansa certeza que não vens»
tiago.
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«Que manso e cego
o nó da tua voz!
Se desatá-lo pudesse
dos meus lábios...
Se apunhalá-lo pudesse
ou não custasse
adormecer e acordar
com ele em face»
— Jan 02, 2026 03:30PM
o nó da tua voz!
Se desatá-lo pudesse
dos meus lábios...
Se apunhalá-lo pudesse
ou não custasse
adormecer e acordar
com ele em face»
tiago.
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«Põe devagar os dedos
devagar...
e sobe devagar
até ao cimo
o suco lento que sentes
escorregar
é o suor das grutas
o seu vinho
Contorna o poço
aí tens de parar
descer, talvez
tomar outro caminho...
Mas põe os dedos
e sobe devagar...
Não tenhas medo
daquilo que te ensino»
— Jan 01, 2026 03:01PM
devagar...
e sobe devagar
até ao cimo
o suco lento que sentes
escorregar
é o suor das grutas
o seu vinho
Contorna o poço
aí tens de parar
descer, talvez
tomar outro caminho...
Mas põe os dedos
e sobe devagar...
Não tenhas medo
daquilo que te ensino»
tiago.
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«Se penso que te deixo
já te quero
Se penso que recuso
já te anseio
Se penso que te odeio
já te espero
e torno a oferecer-te
o que receio
Se penso que me calo
já te grito
Se penso que me escondo
já me ofereço
Se penso que não sinto
é porque minto
Se pensas que me olhas
já estremeço»
— Dec 28, 2025 03:26PM
já te quero
Se penso que recuso
já te anseio
Se penso que te odeio
já te espero
e torno a oferecer-te
o que receio
Se penso que me calo
já te grito
Se penso que me escondo
já me ofereço
Se penso que não sinto
é porque minto
Se pensas que me olhas
já estremeço»
tiago.
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«Solto o meu riso
no meio do teu silêncio
e em silêncio abraço-te os joelhos
E não defendes
não podes
nem pretendes
Defender das mãos os meus joelhos
que se prendem ainda inutilmente
à rede ritual dos preconceitos
Mas soltos sobem já
e avançam desviados
descobrindo da penumbra mais aberta
Aquilo que no corpo
é mais fechado
num odor de fruto que se enceta»
— Dec 20, 2025 05:10PM
no meio do teu silêncio
e em silêncio abraço-te os joelhos
E não defendes
não podes
nem pretendes
Defender das mãos os meus joelhos
que se prendem ainda inutilmente
à rede ritual dos preconceitos
Mas soltos sobem já
e avançam desviados
descobrindo da penumbra mais aberta
Aquilo que no corpo
é mais fechado
num odor de fruto que se enceta»
tiago.
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«E vertical o hálito
é saudade
o frio que amanhece
sobre os vidros
Debaixo dos lençóis
vou-me vestindo
com as tuas mãos
num vagar antigo»
— Dec 14, 2025 02:17PM
é saudade
o frio que amanhece
sobre os vidros
Debaixo dos lençóis
vou-me vestindo
com as tuas mãos
num vagar antigo»
tiago.
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«Não sei desta voragem
no teu corpo
esta espécie de odor
ou de viagem
não sei deste sabor
ou desta cinza
desta aguda lentidão
camuflada»
— Dec 14, 2025 02:14PM
no teu corpo
esta espécie de odor
ou de viagem
não sei deste sabor
ou desta cinza
desta aguda lentidão
camuflada»

