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M. J.
M. J. is on page 177 of 302
O capítulo do espancador entrou para o meu cânone pessoal, perturbador e engraçado, o capítulo do advogado parece um conto de horror – lindo. Mas o monólogo do advogado me causou cansaço metatextual, que não diz respeito ao texto em si, mas como ele é percebido, parece ter sido feito sob medida para retratar burocracia, aposto que é lido e relido em faculdades de direito que o acham genial – e essa ideia me cansou.
Jul 22, 2026 10:25AM
O Processo

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M. J.’s Previous Updates

M. J.
M. J. is on page 266 of 302
Ugh, I feel sick, what a depressing closure, another one to my pile of "I had few pleasurable moments reading this, but I can't deny its brilliance" books – I feel a certain kinship to Kafka, although his cynical world building and psychosexual logic makes me nauseous. His portrayal of women varies from silly to creepy (not necessarily bad), but otherwise I get all the systemic hopelessness, I really do.
Aug 01, 2026 01:14PM
O Processo


M. J.
M. J. is on page 250 of 302
«O texto é imutável, e as opiniões muitas vezes são apenas a expressão do desespero acerca disso»

🫪🤯😖
Aug 01, 2026 12:04PM
O Processo


M. J.
M. J. is on page 66 of 302
Finalmente Kafka tá funcionando comigo, depois de várias tentativas a expectativa de ler os Diários, que chegam semana que vem, me motivou a ler seus romances de novo e acredito que dessa vez tenho, como leitor e ser social, mais bagagem para entender a verve surreal e o peso bruto das contradições desses livros, até o senso de humor grotesco tem me feito rir...
Jul 17, 2026 01:26PM
O Processo


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message 1: by M. J. (last edited Jul 22, 2026 10:59AM) (new) - rated it 4 stars

M. J. Na minha "redescoberta" do Kafka percebi que preciso me distanciar das interpretações mais bem estabelecidas dele; sua onipresença cultural como que transmite a sensação de que seus símbolos já foram inteiramente codificados, tudo compreendido. Ler Kafka por esse viés era entrar em uma literatura morta, estática, tão saturada de interpretações e crítica especializada e notas de rodapé e prefácios. Abandonar, o tanto quanto possível, essas leituras posteriores me ajudou a encontrar um caminho viável para os livros do Kafka. Também ajuda o fato de que me encontro em um momento menos inseguro da minha vida de leitor, mais confiante na minha capacidade de absorver um texto, menos preocupado em entender cada vírgula indivudual e bem menos interessado em um "cânone" literário (onde vieses abundam e me cansa ler a palavra genial tantas vezes, mesmo que seja verdade – tudo é fruto de um processo, de uma época, de um contexto, que muitas vezes a categorização em "gênio" desloca da realidade). O texto do Kafka é qualquer coisa menos morto, ele vibra com momentos de surrealismo, humor mórbido, amoralidade e uma estética austera que me encanta. Não procuro ter uma postura anti-intelectual, o estudo da literatura e das artes me interessa e tem seu lugar, mas arte é meu hobby, preciso do contato direto, da percepção subjetiva, senão o texto não me alcança.


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