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Paula Mota
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(...)
Sempre me recusei a arder como os outros
Ardam-se mais à esquerda ou mais à direita
mais a vento de sul ou de norte,
mas labaredem-se, sejam fogos que ardem!
Porque pior do que a desdita loucura
é toda a gente andar em brasa
mas ninguém chegar ao incêndio
E no fim são todos cinza
— May 01, 2021 10:58AM
Sempre me recusei a arder como os outros
Ardam-se mais à esquerda ou mais à direita
mais a vento de sul ou de norte,
mas labaredem-se, sejam fogos que ardem!
Porque pior do que a desdita loucura
é toda a gente andar em brasa
mas ninguém chegar ao incêndio
E no fim são todos cinza
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Paula’s Previous Updates
Paula Mota
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(...)
Vou rolando alma fora como um Sísifo
Vou roendo os lugares, como eremita findo
Quero nada querer para me querer tão mais alto
(...)
Onde estão os Poetas que morrem a cada verso?
Hei-de morrer como um todo, nunca por partes
Mas antes quero o amanhecer na boca e a
Humanidade limpa
quero caminhar erguida como uma
árvore cheia de pássaros
e amar,
se possível em ricochete
— May 07, 2021 11:34AM
Vou rolando alma fora como um Sísifo
Vou roendo os lugares, como eremita findo
Quero nada querer para me querer tão mais alto
(...)
Onde estão os Poetas que morrem a cada verso?
Hei-de morrer como um todo, nunca por partes
Mas antes quero o amanhecer na boca e a
Humanidade limpa
quero caminhar erguida como uma
árvore cheia de pássaros
e amar,
se possível em ricochete
Paula Mota
is on page 65 of 84
Que despropósito, esta ausência de
pensamento
serei toupeira a abrir buracos,
sileciosa fagulha.
Sirvo-me do poema para arrumar
loucuras e quebrar prantos.
Porque a poesia nada tem que respeitar
se está acima das condições atmosféricas,
dos pensamentos,
das coisas todas.
Teremos de levar com a
crueldade nos dentes
reeguermo-nos com ironia
e depois, beneméritas foices,
livrarmo-nos da porcaria.
— May 06, 2021 11:46AM
pensamento
serei toupeira a abrir buracos,
sileciosa fagulha.
Sirvo-me do poema para arrumar
loucuras e quebrar prantos.
Porque a poesia nada tem que respeitar
se está acima das condições atmosféricas,
dos pensamentos,
das coisas todas.
Teremos de levar com a
crueldade nos dentes
reeguermo-nos com ironia
e depois, beneméritas foices,
livrarmo-nos da porcaria.
Paula Mota
is on page 37 of 84
Morro todos os dias
especialmente depois do lanche
quando pego no regador fininho
onde despejo o dilúvio dos olhos
e vou regando as plantas
à espera de descendência.
— May 03, 2021 12:13PM
especialmente depois do lanche
quando pego no regador fininho
onde despejo o dilúvio dos olhos
e vou regando as plantas
à espera de descendência.

