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Vítor Leal
Vítor Leal is finished
(...)
É o meu coração verdadeiramente pesado demais para
[estas vindimas?
/Será que morremos sem o saber na coxa dos anjos?
/Deus, na sua própria noite, tem os olhos abertos?
Feb 19, 2022 01:27PM
Ulisses

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Vítor’s Previous Updates

Vítor Leal
Vítor Leal is finished
(...)
Em nenhum lugar, mais do que ali, a angústia de estarmos [sozinhos]/ nos feria tanto, a prece sem deus,/ e a ternura não partilhada e a sede/ que continua intacta. Longa e tão atroz sede/de humano, insaciada, única.
(...)
Feb 18, 2022 06:17AM
Ulisses


Vítor Leal
Vítor Leal is on page 61 of 68
"a língua da sua vidinha obscura,
a língua de um desejo de pão, de destruição,
de ternura, de mel, de sonho, de poder,
de um tecto com uma frescura na cama...
E eu estava por entre eles falando a minha própria língua
que já não compreendia, ah!
E eu avançava receando que me esquecessem e gritava de medo, de fome, de angústia:
"Eu também... Eu também sou um deus. Piedade!"
- Isto fazia um ruído de matraca arranhada,"
Feb 17, 2022 07:40AM
Ulisses


Vítor Leal
Vítor Leal is on page 44 of 68
(...)
o farol precede-nos,
a noite regressa ao olho como o pássaro ao ninho,
é tão tarde, é tão tarde,
os emigrantes não param de escalar a noite
trepam na noite até ao fim do mundo,
e nós iremos, fragmentos de uma velha dança,
pela terra toda e mais longe,
portadores de um grande segredo de que se perdeu o sentido,
gritar na cara dos homens a nossa sede incurável...
- Para que serviriam a nossa vida,
(...)
Feb 16, 2022 07:20AM
Ulisses


Vítor Leal
Vítor Leal is on page 29 of 68
"Uma criança nasceu
uma mulher morreu.
Como soluças
Mediterrâneo!

A mãe gritou
o pai rezou
o Tempo passou
ao lado do momento.

Da eternidade
nasceu uma criança.

Que época calma
no espírito vencido!...
Que sou eu, que és tu
à beira de uma lágrima?"
Feb 15, 2022 03:57AM
Ulisses


Vítor Leal
Vítor Leal is on page 14 of 68
"Oh que a tua voz está cansada
deixa-me ficar perto da tua voz
esplêndida, tu brincavas com o céu da frente
eu quero dormir ao pé das tuas mãos
e grande cortina caía antes do fim, e no entanto,
a vida aplaudia por se sentir comovida
entre os gritos de autocarro, os acidentes, os estilhaços,
ela aplaudia estrepitosamente
- porque não vir saudar o público?
Uma alvorada do além treme no teu rosto..."
Feb 14, 2022 09:22AM
Ulisses


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