Paula Mota’s Reviews > Qual é a Minha ou a Tua Língua? - Cem poemas de amor de outras línguas > Status Update
Paula Mota
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AMOR
Porque o amor é nuvem, por cima de mim,
E correntes, por baixo.
E afunda-me os pés,
Ou cai sobre mim como um dilúvio.
Como uma cidade, como uma tribo,
Me envolve a paixão;
Encontra a nostalgia
O seu albergue e o seu descanso
Aqui no meu coração
E em torno de mim há somente
Ventos rodopiando.
-Abu Nuwas-
— Sep 15, 2022 06:11AM
Porque o amor é nuvem, por cima de mim,
E correntes, por baixo.
E afunda-me os pés,
Ou cai sobre mim como um dilúvio.
Como uma cidade, como uma tribo,
Me envolve a paixão;
Encontra a nostalgia
O seu albergue e o seu descanso
Aqui no meu coração
E em torno de mim há somente
Ventos rodopiando.
-Abu Nuwas-
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Paula Mota
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1.
Ao perder-te a ti perdemos os dois
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava.
Mas de nós os dois és tu quem perde mais
porque eu poderei amar outras como te amava a ti
mas a ti não te hão-de amar como eu te amava.
2.
Contaram-me que estavas apaixonada por outro
e então fui para o meu quarto
e escrevi um artigo contra o governo
razão pela qual estou preso.
- Ernesto Cardenal-
— Sep 22, 2022 11:27PM
Ao perder-te a ti perdemos os dois
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava.
Mas de nós os dois és tu quem perde mais
porque eu poderei amar outras como te amava a ti
mas a ti não te hão-de amar como eu te amava.
2.
Contaram-me que estavas apaixonada por outro
e então fui para o meu quarto
e escrevi um artigo contra o governo
razão pela qual estou preso.
- Ernesto Cardenal-
Paula Mota
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As mãos crispadas sob a manta escura...
"Porque estás hoje tão pálida?"
- Porque fiz com que o meu amor,
partisse cheio de amargura.
Nunca esquecerei. Saiu a cambalear,
a boca crispada, desolado...
Desci as escadas a correr,
até o conseguir apanhar.
Ofegante, gritei. "Era tudo a brincar,
não me deixes ou morro de dor."
Ele sorriu calma e terrivelmente,
e disse: "Porque não sais da chuva, meu amor?"
-Anna Akhmátova
— Sep 20, 2022 10:15AM
"Porque estás hoje tão pálida?"
- Porque fiz com que o meu amor,
partisse cheio de amargura.
Nunca esquecerei. Saiu a cambalear,
a boca crispada, desolado...
Desci as escadas a correr,
até o conseguir apanhar.
Ofegante, gritei. "Era tudo a brincar,
não me deixes ou morro de dor."
Ele sorriu calma e terrivelmente,
e disse: "Porque não sais da chuva, meu amor?"
-Anna Akhmátova
Paula Mota
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CONTA-MO OUTRA VEZ
Conta-mo outra vez: é tão bonito
que não me canso nunca de escutá-lo.
Repete-me outra vez que o par
do conto foi feliz até à morte.
Que ela não lhe foi infiel, que a ele nem sequer
lhe ocorreu enganá-la. E não te esqueças
de que, apesar do tempo e dos problemas,
continuaram beijando-se cada noite.
Conta-mo mil vezes por favor:
é a história mais bela que conheço.
-Amalia Bautista-
— Sep 17, 2022 04:20AM
Conta-mo outra vez: é tão bonito
que não me canso nunca de escutá-lo.
Repete-me outra vez que o par
do conto foi feliz até à morte.
Que ela não lhe foi infiel, que a ele nem sequer
lhe ocorreu enganá-la. E não te esqueças
de que, apesar do tempo e dos problemas,
continuaram beijando-se cada noite.
Conta-mo mil vezes por favor:
é a história mais bela que conheço.
-Amalia Bautista-
Paula Mota
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CANÇÃO DE AMOR
Varre bem a casa,
pendura cortinas lavadas
nas janelas
veste um vestido novo
e vem comigo!
O olmo espalha
pequenos pães
de perfumes doces
no céu branco!
Quem ouvirá falar de nós
nos tempos que hã-de-vir?
Deixa-os dizer que havia
uma fragrância
de ramos negros.
- William Carlos Williams -
— Sep 13, 2022 12:48PM
Varre bem a casa,
pendura cortinas lavadas
nas janelas
veste um vestido novo
e vem comigo!
O olmo espalha
pequenos pães
de perfumes doces
no céu branco!
Quem ouvirá falar de nós
nos tempos que hã-de-vir?
Deixa-os dizer que havia
uma fragrância
de ramos negros.
- William Carlos Williams -
Paula Mota
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VAZA-ME OS OLHOS...
Vaza-me os olhos: continuarei a ver-te,
tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te,
mesmo sem pés chegarei a ti,
mesmo sem boca poderei invocar-te.
Decepa-me os braços: poderei abraçar-te
com o coração como se fosse a mão.
Arranca-me o coração: palpitarás no meu cérebro.
E se me incendiares o cérebro,
levar-te-ei ainda no meu sangue.
RAINER MARIA RILKE
— Sep 11, 2022 03:55AM
Vaza-me os olhos: continuarei a ver-te,
tapa-me os ouvidos: continuarei a ouvir-te,
mesmo sem pés chegarei a ti,
mesmo sem boca poderei invocar-te.
Decepa-me os braços: poderei abraçar-te
com o coração como se fosse a mão.
Arranca-me o coração: palpitarás no meu cérebro.
E se me incendiares o cérebro,
levar-te-ei ainda no meu sangue.
RAINER MARIA RILKE

