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Vítor Leal
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BONAPARTE
Vasos sagrados são os poetas,
Que guardam o vinho da vida,
O espírito dos heróis;
Mas o espírito deste jovem,
Intempestivo, não quebraria ele
O vaso ao querer agarrá-lo?
Que o poeta lhe não toque, nem no espírito da Natureza.
Com tal matéria, o mestre torna-se aprendiz.
No poema não poderá viver e perdurar;
Ele vive e perdura no mundo.
— Mar 10, 2023 09:49AM
Vasos sagrados são os poetas,
Que guardam o vinho da vida,
O espírito dos heróis;
Mas o espírito deste jovem,
Intempestivo, não quebraria ele
O vaso ao querer agarrá-lo?
Que o poeta lhe não toque, nem no espírito da Natureza.
Com tal matéria, o mestre torna-se aprendiz.
No poema não poderá viver e perdurar;
Ele vive e perdura no mundo.
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Vítor Leal
is on page 553 of 664
O Passeio
Belas florestas que escorrem
Pela verde encosta a meu lado
E meus passos que aí morrem;
Por doce paz compensado
De todo o espírito da alma,
Pois pensar é escuro tormento
E sempre a dor foi a paga
Da arte e do pensamento.
Belas imagens no vale,
Entre jardins e arvoredo,
A vereda estreita, igual
Ao ribeiro escondido, a medo.
Como é bom de longe ver
A magnífica paisagem,
Tão serena em seu fulgor
(...)
— Mar 30, 2023 03:14AM
Belas florestas que escorrem
Pela verde encosta a meu lado
E meus passos que aí morrem;
Por doce paz compensado
De todo o espírito da alma,
Pois pensar é escuro tormento
E sempre a dor foi a paga
Da arte e do pensamento.
Belas imagens no vale,
Entre jardins e arvoredo,
A vereda estreita, igual
Ao ribeiro escondido, a medo.
Como é bom de longe ver
A magnífica paisagem,
Tão serena em seu fulgor
(...)
Vítor Leal
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(...)
Os Ocidentais, os do Céu
A nós destinaram este ornamento;
Há flores
Que não foram geradas pela terra, brotaram
Por si do chão solto,
Um reflexo do dia, não
Devemos colhe-las,
Pois estão aí, douradas,
Impreparadas,
Já sem folhas
Semelhantes a pensamentos,
— Mar 29, 2023 03:13AM
Os Ocidentais, os do Céu
A nós destinaram este ornamento;
Há flores
Que não foram geradas pela terra, brotaram
Por si do chão solto,
Um reflexo do dia, não
Devemos colhe-las,
Pois estão aí, douradas,
Impreparadas,
Já sem folhas
Semelhantes a pensamentos,
Vítor Leal
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O Único
Que sortilégio é este
Que a essas antigas e ditosas
Praias me prende, a ponto de mais as amar
Do que à minha própria pátria?
Como se tivesse sido vendido
Em divino cativeiro,
Vejo-me aí onde Apolo andou
Em figura de rei,
E Zeus desceu até
Inocentes efebos, e em modo sagrado
Gerou filhos e filhas,
Excelso deus entre os humanos
(...)
— Mar 27, 2023 08:38AM
Que sortilégio é este
Que a essas antigas e ditosas
Praias me prende, a ponto de mais as amar
Do que à minha própria pátria?
Como se tivesse sido vendido
Em divino cativeiro,
Vejo-me aí onde Apolo andou
Em figura de rei,
E Zeus desceu até
Inocentes efebos, e em modo sagrado
Gerou filhos e filhas,
Excelso deus entre os humanos
(...)
Vítor Leal
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O QUE É MEU
Em sua plenitude repousa já o dia outonal,
Purificada a vinha e vermelho de frutos
O bosque, ainda que muitas das delicadas flores
Tenham caído já, agradecendo à terra.
E à volta, nos campos, por cujos atalhos
Silenciosos me perco, aqueles que estão de bem
Consigo vêem crescer a colheita, e seu alegre esforço
É compensado pela abundância.
(...)
— Mar 16, 2023 10:49AM
Em sua plenitude repousa já o dia outonal,
Purificada a vinha e vermelho de frutos
O bosque, ainda que muitas das delicadas flores
Tenham caído já, agradecendo à terra.
E à volta, nos campos, por cujos atalhos
Silenciosos me perco, aqueles que estão de bem
Consigo vêem crescer a colheita, e seu alegre esforço
É compensado pela abundância.
(...)
Vítor Leal
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QUANDO EU ERA MENINO
Quando eu era menino,
Um deus muitas vezes me salvava
Do tumulto e da vergasta dos homens,
E eu brincava, tranquilo e feliz,
Com as flores do bosque,
E as brisas do céu
Brincavam comigo.
E como tu alegras
O coração das plantas
Quando para ti estendem
Os delicados braços,
Assim também, Hélio, pai!, me encheste
De alegria a alma, e como Endimião,
Sagrada Lua,
Fui teu favorito!
— Mar 13, 2023 08:50AM
Quando eu era menino,
Um deus muitas vezes me salvava
Do tumulto e da vergasta dos homens,
E eu brincava, tranquilo e feliz,
Com as flores do bosque,
E as brisas do céu
Brincavam comigo.
E como tu alegras
O coração das plantas
Quando para ti estendem
Os delicados braços,
Assim também, Hélio, pai!, me encheste
De alegria a alma, e como Endimião,
Sagrada Lua,
Fui teu favorito!
Vítor Leal
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Diotima (Será que brilhas como antes ...)
(Última versão)
Será que brilhas como antes,
Dia dourado, e despontam
As flores do canto luzentes
E vivas para ti apontam?
Como tudo foi diferente!
Tristezas idas, em ferida,
Soam agora em tom vibrante
Na canção da minha vida,
E a cada hora que passa
Há um encanto que me fala
Dos dias calmos da infância
Desde que a conheço a Ela.
(...)
— Mar 07, 2023 10:14AM
(Última versão)
Será que brilhas como antes,
Dia dourado, e despontam
As flores do canto luzentes
E vivas para ti apontam?
Como tudo foi diferente!
Tristezas idas, em ferida,
Soam agora em tom vibrante
Na canção da minha vida,
E a cada hora que passa
Há um encanto que me fala
Dos dias calmos da infância
Desde que a conheço a Ela.
(...)
Vítor Leal
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O Castelo de Tubingen
Ergue-se a fortaleza dos pais, muda e vazia,
Torres e portas que negro musgo infesta,
Escombros sombrios, por onde a invernia
Fustiga à noite o que da pedra resta;
As ruínas de salas tenebrosas
Reclamam em vão a coroa da vitória,
Relíquias de batalhas jazem mortas
Na sala de armas, em seu sonho de glória.
— Feb 22, 2023 09:19AM
Ergue-se a fortaleza dos pais, muda e vazia,
Torres e portas que negro musgo infesta,
Escombros sombrios, por onde a invernia
Fustiga à noite o que da pedra resta;
As ruínas de salas tenebrosas
Reclamam em vão a coroa da vitória,
Relíquias de batalhas jazem mortas
Na sala de armas, em seu sonho de glória.
Vítor Leal
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Ao Rouxinol
A ti, rouxinol, levemente o sussurrou,
A ti só, que geras lágrimas, o disse
O som das cordas, o suspiro melancólico
De Stella: roubou-me o coração, tua voz...
(...)
— Feb 16, 2023 09:52AM
A ti, rouxinol, levemente o sussurrou,
A ti só, que geras lágrimas, o disse
O som das cordas, o suspiro melancólico
De Stella: roubou-me o coração, tua voz...
(...)

