Luís’s Reviews > Cerromaior > Status Update
Luís
is on page 123 of 211
Lágrimas assomavam aos olhos de Lena. Só quando se casasse teria casa sua, seria senhora de vez, e não mais sentiria a presença dominadora da mãe, como naquele momento. Mas Adriano andava zangado, talvez não mais aparecesse ...
Com os olhos enevoados, a mão trémula, Lena começou a misturar as tintas umas sobre as outras.
— Jan 28, 2025 02:04PM
Com os olhos enevoados, a mão trémula, Lena começou a misturar as tintas umas sobre as outras.
5 likes · Like flag
Luís’s Previous Updates
Luís
is on page 209 of 211
(...) Ergueu-se arrepiado por estranho júbilo, os olhos orvalhados de lágrimas. Ia caminhar, tinha forças ainda para caminhar. Invisíveis, os pobres que tapavam o portão do quintal, Doninha, Zé da Água, os ceifeiros da Fonte Velha, seguiam-no. A seu lado, passo a passo, a mãe levava-o - nem ele sabia para onde!
— Jan 31, 2025 01:47AM
Luís
is on page 181 of 211
Na sombra do monte, o marido de Zabela largou os atafais que consertava e soergueu a cabeça, admirado dos dois ceifeiros aparecerem por ali àquela hora.
— Jan 30, 2025 02:26PM
Luís
is on page 169 of 211
Aos poucos, porém, um interesse maior começou a tomar as conversas do café e do Grémio: as debulhas e a feira. Na courela, que segue ao lado da estrada desde Cerromaior até à Fonte Velha, os tendeiros levantavam barracas. Já havia casas de bebidas e petiscos abertas para quem quisesse passar um pedaço da noite. Os gritos do Doninha passaram a ser um hábito; mal se falava nele.
— Jan 30, 2025 01:40PM
Luís
is on page 86 of 211
O luar, já alto, cobria o montado de sombras largas, ponteadas de luz. O céu picava-se de estrelas e a calidez do estio rescendia da terra e derramava pela noite uma vaga ternura.
— Jan 27, 2025 12:56PM
Luís
is on page 74 of 211
Vendo-se impotente, a mulher deixou-se conduzir, submissa e curvada. Adriano, segurando-lhe a cabeça, voltou-lha para cima. Olhou.
As mãos abriram-se e caíram, devagar, ao longo do corpo do rapaz. Na sua frente estava a irmã, de rosto muito branco e de olhos fechados.
— Jan 27, 2025 10:33AM
As mãos abriram-se e caíram, devagar, ao longo do corpo do rapaz. Na sua frente estava a irmã, de rosto muito branco e de olhos fechados.
Luís
is on page 49 of 211
Ficou um rastro de silêncio enchendo a rua: os moços, sérios; os namorados, tristes; os homens, mudos, abrindo alas para o cego passar. De joelhos, todo dobrado, Zé da Água tocava com a testa nas pedras da rua.
Por detrás, sobre os telhados da vila, as muralhas do Castelo eram de sépia, no céu azul da tardinha.
— Jan 26, 2025 10:04AM
Por detrás, sobre os telhados da vila, as muralhas do Castelo eram de sépia, no céu azul da tardinha.
Luís
is on page 21 of 211
E do avô somente ficara na memória de Adriano uma figura fugidia e alta. Sempre severo, quando estava satisfeito, o que raro acontecia, mostrava-o com uma gargalhada curta e barulhenta, que lhe fazia estremecer os pêlos brancos das suíças. E os olhos encovados do velho metiam medo ao neto pelo contraste que faziam com o ruído da gargalhada: tão imóveis, num brilho agudo e metálico.
— Jan 26, 2025 06:37AM

